quinta-feira, 3 de março de 2016

CARTA ABERTA AOS PASTORES ASSEMBLEIANOS

        Nossa querida Assembleia de Deus é uma Igreja abençoada. Sim, abençoada. E abençoada por inúmeras razões. Uma delas é a de que desde o momento de seu nascimento em chão paraense tivemos o prazer de ter obreiros valorosos, Ministros do Evangelho, que apesar da escassez de recursos e das dificuldades de locomoção e acesso aos lugares mais longínquos de seu Estado, não mediam esforços, tampouco apresentavam exigências para o cumprimento do ofício sacerdotal. Além disso, eram homens fiéis ao ministério e colaboradores incondicionais do Reino de Deus. Eram valentes que não recuavam. Homens dos quais o mundo não era digno (Hb. 11.38a). Então, cabe a nós caminhar pelo mesmo caminho que estes santos homens trilharam. O caminho da integridade e fidelidade.
Entretanto, vivemos hoje um tempo de notória inversão de valores. A despeito do avanço tecnológico, da estruturação sócio-política, da infraestrutura de nossas regiões, da presença dos meios de comunicação e de outros fatores que nos auxiliam no cumprimento de nossas atividades pastorais, tornamo-nos obreiros insensíveis às necessidades da obra do Senhor Jesus. Além disso, deixamos de ser virtuosos em nossas ações. Nossos discursos são nocauteados por nossa insensatez e falta de compromisso com o Reino de Deus.
Como fruto de nossa atuação pastoral, dispomos de bons veículos, casas e apartamentos confortáveis e desejados, casa de praia para nosso descanso, fazendas e outros apetrechos. Contudo, na contramão, nossa fidelidade para com Deus não tem sido sinalizada, pois deixamos de cuidar dos necessitados e de contribuir para o crescimento e aperfeiçoamento do rebanho, além de sinalizar o Reino de Deus aqui na terra. Esquecemos que somos despenseiros de Deus e não de nós mesmos, e cabe a nós nos acharmos fiéis diante dEle em todas as coisas (1Co 4.2).
A fidelidade revela o quanto somos seres transformados e ainda o quanto estamos honrando a Deus com nosso caráter, mais do que com as palavras que proferimos. Isso significa que se nos portarmos infielmente diante de Deus, sem integridade e lealdade para com as questões da sua obra e para com os bens alheios, não seremos conhecidos como homens fiéis, de boa reputação e cheios do Espírito Santo, a exemplo dos pastores que iniciaram o penoso trabalho, do qual hoje desfrutamos dos frutos.
Pastor(a), ainda há tempo de reavaliar a vida que você tem vivido, bem como os seus conceitos, a fim de adotar uma nova postura diante do Senhor e do seu Reino. Uma postura de integridade e fidelidade. Não se esqueça de que certamente seremos julgados conforme a justiça e integridade que há em nós (Sl 7.8).
Seja fiel. Seja íntegro. Seja cristão.
Com amor e esperança.

Ederson Reis

Nenhum comentário: