segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minhas Leituras em 2016

65. Talmidim52. Ed René Kivitz, Mundo Cristão (2016), 191 págs.
A última leitura do ano. E não poderia deixar de ser uma obra pra lá de especial. Primeiramente, por ser de autoria de um dos meus autores prediletos. E ainda pelo autógrafo especialíssimo. Além dessa preciosidade, o livro foi presenteado por um amigo, Ismael Batista, a quem tenho elevada estima pela sua representatividade no mundo. Ah, ele também autografou o livro. Acho que o autógrafo dele tem mais peso do que o do próprio autor (risos). Obrigado, meu amigo, não apenas pelo presente especial e pelo autógrafo conquistado, mas também por você ser o que você é. E em 2017 aceito muitos outros presentes (risos). Em relação a obra em tela, trata-se da continuação do projeto Talmidim, iniciado em 2011, com uma série diária de videos, ao todo foram 365. Dessa série nasceu o livro Talmidim (ver leitura 07/2013). Em 2014, Kivitz lançou a serie semanal, totalizando 52 vídeos distintos e complementares da série diária. Por conseguinte, nasce o livro em  questão. O conteúdo, tanto dos videos quanto do livro, é de primeira qualidade. Kivitz apresenta o passo a passo de Jesus, a partir de meditações do Evangelho. São 52 reflexões que nos fazem repensar a vida que temos vivido. De tal modo que sigamos os passos do Cristo, numa ambição de sermos iguais a Ele. Sou grato por ter lido este livro. Ainda mais grato por ter amigos que compartilhem comigo livros como este. Obrigado. Até o próximo ano que se avizinha.

64. Dez coisas que eu gostaria que Jesus nunca tivesse dito. Victor Kuligin, CPAD (2010), 304 págs.
Mais uma preciosa indicação do pastor e amigo Ary Gomes. De pronto, o título já causa espanto e desperta curiosidade. O autor relata sua luta diária na caminhada cristã, enumerando dez coisas que lhe provocam constrangimento e desconforto na pessoa de Jesus e em seus ensinos. Kuligin pontua questões como pobreza e automutilação espiritual, autocrucificação, amor, perdão, perseguição, auto-ódio e discernimento, dentre outras. Ao final, ele convida-nos a uma plena rendição e devoção ao senhorio de Cristo, que reina sobre tudo e todos. A leitura vale a pena, visto ser rica e vigorante. Recomendo.

63. O Mandarim. Eça de Queiroz, Martin Claret (2006), 115 págs.
Mais um clássico da literatura. O segundo que leio do Eça de Queiroz. Ver leitura 06/2016. Nesta obra, considerada a menos realista, o autor pretende demonstrar que a riqueza desejada por meios ilícitos e desonestos não traz felicidade, tampouco realização de vida. Tais conquistas são alcançadas por uma vida de trabalho, honestidade, esforço e dedicação. A reboque, Eça também nos fala sobre a atitude frívola e desumana da humanidade, a fim de locupletar-se e assim viver acima de tudo e todos. Enfim, uma leitura arrebatadora. Se a obra é do Eça de Queiroz, vale a pena ler e recomendar.

62. Felicidade ou morte. Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal, Papirus 7 Mares (2016), 90 págs.
Um show de erudição do começo ao fim. Embora já tenha acompanhado os autores em algumas de suas palestras, é a primeira vez que os leio. Clóvis e Leandro esbanjam um saber humano, assertivo e histórico, muito mais que técnica didática ou mera intelectualidade próprias do âmbito acadêmico. O livro é um encontro onde os autores debatem aspectos desafortunados da tal felicidade que tem sido o alvo de alguns, senão todos os indivíduos, transitando com liberdade pela historia e pela filosofia, a fim de clarificar alguns pontos considerados nebulosos. Há um conselho de Karnal que resume muito bem a proposta do livro, a saber: "Seja feliz! Ou morra tentando". Touché! É isso aí. Se vou recomendar esta leitura? O que você acha?

61. A esculhambação geral da República. José Simão, Agir (2011), 126 págs.
Um livro que nos arranca muitas risadas, muitas mesmo. Um combinação perfeita de seriedade, coerência e humor. O autor é colunista da Folha de São Paulo. Com um estilo que lhe é próprio, escreve sobre o cotidiano do amado povo brasileiro, desde política, impostos, gripe suína, carnaval, celebridade ele escreve até sobre o Neymar. Eu sei, escrever sobre o Neymar é difícil. Mas o Simão escreve bem, eu garanto. Bem engraçado. Pra não dizer que o autor não é culto (Rarará!), ele escreve até sobre figuras internacionais, tais como o Papa e Michael Jackson. Esse simão não deixa escapar nada. Enfim, a leitura vale a pena. Afinal, uma pitada de humor não faz mal a ninguém. Viva o humor! Abaixo o rancor! Recomendo.

60. Quando a fé se torna social. Antonio Spadaro, Paulus (2016), 48 págs.
Mais um presente do amigo Douglas Menezes, a quem muito agradeço. Este é um daqueles livretos que bem poderia ter mais páginas. Afinal, o tema é pra lá de pertinente. O autor trata da presença, do papel e da relação da fé com as redes sociais ou das ferramentas tecnológicas atuais. Spadaro pontua acertadamente que a "rede" não é um lugar meramente virtual ou digital, como costumam imaginar. Pelo contrário, a "rede" é muito mais que isso, ela é um lugar real e, portanto, capaz de tornar-se um espaço de relação e sociabilidade. Diante disso, constitui-se um desafio para a comunidade cristã,  e mais especificamente o cristão, fazer com que a rede amadureça de lugar de conexão para um lugar de comunhão, de modo que reconheça e valorize a proximidade. Enfim, o destino da fé é tornar-se social. Porém, não somente no aspecto tecnológico ou conectivo. Mas também no sentido de ser vivida no chão da vida como ela é. A vivência da fé na concretude da humanização do ser. Recomendo.    

59. Justiça social e a interpretação da Bíblia. Russell Shedd, Vida Nova (2013), 76 págs.
Esse aqui foi compartilhado pelo amigo Douglas Menezes. Obrigado, Fat. Neste título, o querido Shedd destaca o tema da justiça social e seu trânsito nas sagradas escrituras. De forma coerente, suave e perspicaz, do jeito Shedd de ser, ele assinala que é imprescindível um compromisso e envolvimento cristão nas questões de justiça social. Tema este que está na Bíblia, não há como negar. Shedd ainda analisa a hermenêutica da chamada teologia da libertação. A análise é mais que interessante, diria pertinente. Um bom livro. Uma boa leitura. Recomendo. 

58. Vida e carreira: Um equilíbrio possível? Mario Sergio Cortella e Pedro Mandelli, Papirus 7 Mares (2011), 112 págs.
Eis aqui um excelente livro que desmitifica o dualismo vida pessoal x vida profissional. Cortella e Mandelli afirmam, com conhecimento de causa, que é impossível separar a vida da carreira profissional, ambas caminham harmoniosamente. A bem da verdade, a carreira deve estar voltada para a vida, e não o contrário, como nos lembra Cortella. A carreira está inserida na vida que vivemos, nos desafios que enfrentamos e nas conquistas que celebramos. A vida é uma maratona. Enfim, vamos vivê-la. Uma leitura rica e motivadora. Recomendo.

57. Uma criatura dócil. Fiódor Dostoiévski, Cosac Naify (2013), 119 págs.
Um presente do mano Anderson Reis. Ele tem bom gosto. Uma pequena obra-prima de um dos maiores escritores russos do século XIX. Dostoiévski dispensa apresentação. Ele é fera. A obra é uma novela que tem como enfoque a relação de um casal marcada pela sinuosidade e reviravoltas da vida que instiga, constrói ao mesmo tempo que derruba ideias, atos e fatos. Uma narrativa fantástica, como bem define o próprio autor. Uma leitura inebriante. Recomendo.

56. Viva a simplicidade. Visão Mundial/ABU (2004), 65 págs.
Mais um presente do amigo Ismael Batista. Já estou me acostumando com seus presentes (risos e gargalhadas). Esse é o quarto volume da série alusiva aos 30 anos do Pacto de Lausanne. Minhas considerações acerca do terceiro volume, que trata sobre a evangelização e responsabilidade social, encontram-se na leitura 44/2016, logo abaixo. O livro em questão apresenta o compromisso evangélico com um estilo de vida simples, escrito e endossado pela Consulta Internacional sobre Estilo de Vida Simples, realizada em Hoddesdon, na Inglaterra, no período de 17 a 21 de março de 1980. Entre os participantes da aludida consulta figuram ilustres nomes como Pedro Arana, Vishal Mangalwadi, Richard Foster, Ronald Sider, René Padilla, John Stott e o brasileiro Robinson Cavalcanti. A consulta reafirma o dever do cristão para com a adoção de um estilo de vida simples (não simplório), condizente com a proposta do Evangelho, a fim de efetivar a busca por justiça, obras de assistência, evangelização e desenvolvimento humano integral, através de ações politicas e sociais, no sentido de reconciliar com Cristo todas as coisas. Não precisa dizer que o livro é excelente. Se recomendo? Nem precisa perguntar. 

55. Discipulando Nações. Darrow Miller, FatoÉ Publicações (2003), 332 págs.
O segundo livro que leio de Darrow Miller (ver leitura 17/2016, abaixo). Há muito tempo desejava ler este título. Afinal, recebi muitas e empolgantes recomendações. A obra não decepciona. Darrow escreve sobre o poder da verdade de Deus para transformar culturas. Faz isto a partir da análise de três visões, a saber: animista, secularista e teísta. A linguagem é envolvente, rica e profundamente fundamentada. Do começo ao fim o autor assinala que ideias tem consequências. Logo, compete ao ser humano e a humanidade, a partir de uma cosmovisão cristã, discipular nações para que estas conheçam e experimentem o Evangelho, a fim de alcançarem o pleno desenvolvimento. O Reino de Deus está entre nós. Portanto, cabe a nós sinalizá-lo nas nações, cumprindo assim a vontade de Deus. Enfim, o livro é muito mais e melhor daquilo que consegui ora expressar. Por isso, convido-lhe a investir seu tempo na leitura do mesmo. A leitura é transformacional.

54. JesusCopy. Douglas Gonçalves, Mundo Cristão (2016), 153 págs.
Douglas, que é um jovem pastor e ainda idealizador da mobilização que deu origem ao título do livro, escreve com amor e esperança. Amor por Cristo e pelo ser humano. Esperança de que os seguidores de Cristo sejam uma cópia dele. Diante disso, haverá uma revolução das cópias de Jesus. É isso aí. Um convite a sermos o que realmente devemos ser: uma expressão viva do Cristo. Ser igual a ele. Pensar como ele. Viver como ele. Um livro que merece ser lido e experimentado, pois trata do que é essencial. Aqui os holofotes estão sobre quem realmente devem estar, Jesus. Se recomendo? É claro.

53. Jardim da Cooperação. Vários autores, Ultimato (2008), 269 págs.
Que livro espetacular! Aliás, mas parece um curso, devido a quantidade, qualidade e profundidade do conteúdo. O prefácio é do querido Carlos Queiroz. Ao todo são 20 autores. De alguns destes já sou leitor de carteirinha, a começar pelo prefaciador. Além deste, também tem Ariovaldo Ramos, René Padilla e Mauricio Cunha, que tive o prazer de conhecer, conviver e passar a tê-lo no meu rol de amigos. A obra é dividida em seis partes, que apresentam uma compreensão clara e verossímil do Evangelho e da integralidade da missão, trazendo a baila aspectos, formatos, abrangência e resultados das redes sociais cristãs, participação popular, economia solidária, desenvolvimento comunitário e geração de trabalho e renda. Além disso, há um panorama da assistência social no Brasil muito interessante e pertinente. Enfim, como já disse, o livro parece mais um curso sobre o tema. Logo, torna-se indispensável. A leitura realmente vale a pena. Recomendo. 

52. Com os pés na rocha. Derek Prince, Graça (2010), 39 págs.
Um livreto simples, porém certeiro. O autor pontua o que considera o fundamento para uma vida que agrade a Deus. Revela seu zelo pela palavra de Deus e pelo Deus da palavra. A leitura vale a pena, pois é um retorno a algumas questões basilares da fé cristã.

51. Diálogos de sabedoria. Eugene Peterson, Vida (2007), 119 págs.
Sempre é um prazer ler o Eugene. Afinal, seus escritos são de uma preciosidade inconteste. Neste livro, ele aborda a amizade como forma do individuo alcançar a maturidade cristã. A ênfase está no relacionamento, na caminhada fraternal e comunitária. Peterson estabelece diálogos, em forma de carta, com um amigo chamado Gunnar (nome fictício, porém a história é real). Gunnar é um ser na história, que enfrenta os dissabores da vida e momentos de desespero, amor e ódio. Eugene procura ser pra Gunnar não um mentor espiritual, mas, acima de tudo, um amigo. São diálogos comoventes, empolgantes, desafiadores e que nos servem de modelo. A leitura acrescenta. Recomendo. 

50. Ser evangélico sem deixar de ser brasileiro. Gerson Borges, Ultimato (2016), 103 págs.
Que livro primoroso! Uma conversa sobre cultura e graça. Sobre o evangelho da graça e a graça do evangelho e também dos evangélicos. Já sou um apreciador das canções do Gerson, agora também de seus escritos. Neste livro afirma que é possível ser evangélico sem deixar de ser brasileiro. Aliás, a fé não anula a cultura. Logo, ser evangélico também implica ser relevante e contextualizado, ou seja, conhecer a história, o jeito de ser do nosso povo, da nossa gente, a musicalidade das regiões. Enfim, ser gente. Conhecer e vivenciar um evangelho a partir da nossa cultura, do nosso Brasil - ou seria dos nossos brasis? Nossa brasilidade, ou seja, nosso jeito de ser brasileiro é fruto da Imago Dei em nós. Gerson convida o leitor evangélico a viver uma vida integral e integradora fora do gueto, da redoma, da caverna, que demoniza tudo que não é "sagrado" e não faz parte da subcultura religiosa. É isso mesmo. Valeu, Gerson. É pra aplaudir de pé. Esse é um daqueles livros que gostaríamos que a leitura nunca terminasse, pois nos dá alento, esperança e força pra agir em prol de mudança. Sou grato a Deus por tê-lo lido.  

49. Fábrica de Missionários. Rubem Amorese, Ultimato (2008), 133 págs.
Não é a primeira vez que leio os textos do Rubem Amorese (ver leituras 44/2012 e 34/2013). Como sempre a sua serenidade literária me impressiona e extasia a alma. Amorese sabe escrever. Neste título aborda a compreensão e postura missionária de igrejas e cristãos. A esmagadora maioria destes interpretam e aplicam a chamada missionária tão somente na esfera transcultural, ou seja, para longe. E, portanto, não se veem como missionários que são ou pelo menos devem ser no lugar onde estão, seja no trabalho, na escola, em casa ou na rua. O "ide" de Jesus, que revela a missão, não se restringe ao aspecto geográfico, ou seja, de ir para outro lugar. Amorese nos convida a interpretarmos o cotidiano, a profissão e o ambiente onde se está como o nosso "campo" missionário, ou seja, todo cristão é um missionário e independente de onde estiver, cabe a este cumprir a sua missão. Seja como profissional, pai, mãe, pastor ou líder de algum departamento eclesiástico. Dentro ou fora do ambiente formal religioso. Um livro precioso. A leitura enriquece. Recomendo.

48. Morte na cidade. Francis Schaeffer, Cultura Cristã (2003), 111 págs.
Mais um clássico de um dos mais influentes pensadores do século 20. Schaeffer, a partir da análise textual dos livros de Jeremias e da carta paulina aos Romanos, apresenta uma mensagem tanto à cultura quanto à igreja que deram as costas a Deus. A igreja precisa urgentemente de reforma e reavivamento, que produzirão uma revolução construtiva. Para tanto, é necessário um posicionamento firme e verdadeiro no tocante a proclamação e vivência do conteúdo do Evangelho. Um posicionamento que retrate a realidade mortal e desafiadora da cidade, o julgamento de Deus e a sua justiça para todos os indivíduos. O livro é repleto de confrontos e desafios de natureza pessoal e institucional. Um alerta, acompanhado de um convite à um tempo de restauração e revolução. É óbvio que recomendo.   

47. Felicidade foi-se embora? Frei Betto, Leonardo Boff e Mario Sergio Cortella, Vozes (2016), 130 págs.
A meu ver, essa obra já é um clássico. Afinal, reunir três ilustres pensadores, com notório saber, é um ato literário memorável. Já tive a oportunidade de lê-los com voracidade. Neste livro, cada um dos autores aborda o tema da felicidade e suas circunstâncias. Toda pessoa possui a pulsão de ser feliz. Poder conviver jovialmente com a vida assim com ela é, sem escamoteamentos ou justificativas, compreende-se a realização da felicidade. Ressalta-se que ela pode eclodir de várias maneiras. Logo, cabe a nos interpretá-la em sua aparição. A felicidade possui uma dimensão social e política, assinala Frei Betto. Boff, por sua vez, revela-nos que a espiritualidade é uma fonte secreta de felicidade. Já Cortella hasteia a bandeira de que felicidade é partilha. Eles dizem muito mais e o leitor se encanta cada vez mais. A felicidade foi-se embora? Provavelmente, sim. Mas ela vai voltar. Um excelente livro. A leitura inebria a alma. Recomendo.

46. A Bíblia e a administração de conflitos. Paulo Roberto de Araújo, AD Santos (2012), 121 págs.
Esse é o meu segundo contato com o autor. O primeiro ocorreu durante um curso de aperfeiçoamento, onde o mesmo ministrou sobre a temática que aborda neste livro. Paulo, com a ternura que lhe é peculiar, apresenta uma ferramenta para as relações interpessoais a partir de cases bíblicos. Apresenta alguns tipos de conflitos, visando despertar o leitor a fim de compreender os fatores que o desencadeiam no ambiente de vivência do ser humano. Analisa tais conflitos a partir de histórias bíblicas, de modo a promover uma leitura reflexiva, construtiva e desafiadora. Ótima ideia! Gostei da abordagem e do estilo literário. A leitura é fácil, direta e prazerosa, não enfadonha. Recomendo. 

45. Estávamos errados. Keith Stewart, Garimpo (2015), 173 págs.
Que livro precioso! Que história revolucionária! Quando uma igreja compra um anúncio de página inteira de um jornal e reconhece que estava errada, pois estava seguindo tendências, quando deveria estar seguindo Jesus. Reconhece ainda que não vivia a vida que ensinava aos seus ouvintes. Essa confissão de culpa e pedido de perdão é decorrente da experiência do pastor desta igreja e autor do livro. Stewart viajou ao Quênia e visitou a favela de Soweto, nos arrabaldes de Nairóbi. Lá conheceu Oliver, um jovem órfão que era participante do programa de apadrinhamento da Visão Mundial. Keith nunca mais seria o mesmo apartir deste encontro. Uma revolução se iniciaria apartir de então, tanto na vida de Keith quanto na da igreja que pastoreava. Houve uma quebra de paradigmas. Ambos foram radicalmente transformados. A Igreja de Springcreek, no Texas, passou a ser relevante na e para a sociedade, vivendo e proclamando o Reino de Deus em sua integralidade. Um pastor e uma Igreja que passou a seguir Jesus nas margens da sociedade, enxergando Deus nas pessoas vulneráveis, improváveis e desconhecidas. Bravo! Keith nos encoraja a continuar lutando por uma igreja relevante, que seja uma agência de transformação e desenvolvimento. A leitura é emocionante, encorajadora e libertadora. Obrigado, Keith. Se recomendo a leitura deste livro? Nem precisa perguntar, não é mesmo?

44. Evangelização e Responsabilidade Social. Visão Mundial/ABU (2004), 88 págs.
Este livro faz parte da série Lausanne 30 anos. Neste 3º volume apresenta o relatório da consulta internacional sobre a relação entre evangelização e responsabilidade social, realizada em Grand Rapids, Michigan, no ano de 1982, sob a presidência de John Stott. A referida consulta foi organizada pela Comissão de Lausanne para a Evangelização e pelo World Evangelical Fellowship. O livro ainda traz uma análise de Carlos Queiroz acerca da evangelização e responsabilidade social 30 anos após o Congresso de Lausanne, na Suíça, em 1974. Excelente análise, diga-se de passagem. O livro em si objetiva esclarecer e definir algumas percepções sobre o caráter indissociável da ação evangelizadora e do engajamento sociopolítico do cristão e da igreja local na expansão e sinalização do Reino de Deus. Julgo ser esta obra uma preciosidade, de leitura obrigatória. Devo esta graça ao amigo Ismael Batista, a quem agradeço penhoradamente.

43. Igreja Sinfônica. Pedro Lucas Dulci (org.), Mundo Cristão (2016), 126 págs.
Um livro primoroso. Escrito por sete autores, prefaciado por Augustus Nicodemus e com direito de posfácio escrito por Paulo Borges Jr. A despeito da quantidade de autores, o livro segue uma linha literária coesa, tendo como objetivo promover um chamado radical em prol da unidade dos cristãos. Uma proposta urgente e necessária. A maioria dos autores - senão todos - está ligada, direta ou indiretamente, ao Movimento Mosaico, que procura vivenciar a integralidade do discurso e prática cristã. O livro tem tudo pra se tornar um clássico, pois em tom maestral e arrebatador entoa o som de uma bela sinfonia sobre aspectos de uma igreja sinfônica, tais como: catolicidade, apostolicidade, evangelicidade e unidade. Já conhecia alguns dos autores, porém Marcos Almeida, que é cantor e compositor, me surpreendeu em especial. Antes de ler este livro, conhecia ele apenas através de seus atributos musicais, agora o conheço também por sua maestria literária. Enfim, o livro é muito bom. A leitura enriquece. Recomendo a todos que tem coragem de transpor as barreiras religiosas, de modo a quebrar os paradigmas que ameaçam a unidade e caminhada militante da Igreja.

42. Água. Michel Camdessus, Bertrand Badré, Ivan Chéret e Pierre-Frédéric Ténière-Buchot, Betrand Brasil (2005), 271 págs.
Mais um presente do amigo Douglas Menezes. Obrigado fat. O livro é escrito por quatro ilustres autores, que abordam o tema com muita perspicácia e conhecimento de causa. Dentre eles, temos economistas, engenheiros, políticos, profissionais da água, grandes banqueiros e lideres de ONGs. Embora a leitura seja demasiadamente técnica, chegando a ser enfadonha em alguns momentos, e ainda pela ênfase maior ser dada ao contexto da França, muitas reflexões e sugestões são válidas e pertinentes para as nossas comunidades locais e ao Brasil de modo geral. Segundo dados apresentados pelos autores, oito milhões são mortos por ano em decorrência da falta de água, o que certamente é um escândalo mundial. O acesso à água para todos é um projeto técnica e financeiramente realizável. Porém, antes de ser um problema de recursos financeiros este sublime, necessário e urgente projeto depende da solidariedade de todos. Um livro maçante, mas bom. Aos interessados no assunto - espero que todos - recomendo. 

41. O Livro que transforma nações. Loren Cunningham e Janice Rogers, Jocum (2009), 264 págs.
Um livro muito bom. Loren é fundador de Jovens com uma Missão (Jocum). Neste livro ele registra algumas de suas muitas experiências na missão desenvolvida em diversos países. De pronto Cunningham assinala que a Bíblia é detentora do poder para mudar qualquer país. No transcurso de suas atividades missionárias observou que a transformação de determinada nação ocorreu, direta ou indiretamente, através do ler, ouvir e praticar a palavra de Deus. A leitura é enriquecedora e motiva o leitor e amante das sagradas escrituras a compartilhá-las com outrem, inclusive com as nações. Recomendo.

40. Como vencer a inconstância. Ricardo Gondim, Vida (2009), 79 págs.
Não poderia ter lido este livro em um tempo mais oportuno. O autor já figura como um dos meus mentores literários, já declarei isso em leituras passadas. Gondim propõe ao leitor uma reflexão acerca do mal que assola muitas pessoas, a chamada inconstância. Segundo ele, jamais alcançaremos e experimentaremos as vitórias que pleiteamos, caso não nos empenhemos no exercício da constância, que é a maior  de todas as virtudes. Se for necessário e vital, a recomendação é insistir, persistir e sempre avançar. Uma leitura muito pertinente e necessária. Recomendo.

39. A morte da razão. Francis Schaeffer, Ultimato (2014), 103 págs.
Ganhar um livro é bom. Ganhar dois é muito bom. Agora, ter um amigo que os presenteie é melhor ainda. Se vier com um recado escrito pelo próprio presenteador, supera todas as expectativas de contentamento. Ao amigo Ismael Batista, minha gratidão não apenas pelo presente, mas pela amizade que nos une. Aceito outros e mais outros (risos). Agora quanto ao livro em tela, trata-se de mais um clássico de um dos pensadores cristãos mais influentes do século 20, Francis Schaeffer. Neste livro, em tom acadêmico e acurado, o autor dialoga com outros pensadores, dentre eles Tomás de Aquino, Leonardo da Vinci, Kant, Rousseau, Hegel e Kierkegaard, acerca das aproximações e distanciamentos da racionalidade e a fé, bem como a relação histórica de conflitos entre natureza e graça. Ao final, Schaeffer alerta-nos que a comunicação do evangelho deve considerar as diversas formas de pensamento. Para tanto, a razão não pode morrer ou o seu assassinato precisa ser evitado, a fim de que Cristo, que é senhor de cada aspecto da vida, reine. É isso mesmo. Uma leitura que enriquece e renova as forças. Recomendo.

38. Bora pra vida. Carlos Bregantim, Ponto da Cultura (2016), 89 págs.
Um livro que estava ansioso por ler, pois admiro o seu autor e acompanho-o em sua significativa participação no ambiente virtual. Neste livro Bregantim, ou Brega, como é carinhosamente conhecido por aqueles que o cercam, reúne seus preciosos escritos, boa parte deles foram postados nas redes sociais. São textos de inebriar a alma, conduzindo o ávido leitor a uma clara compreensão da vida e suas contingências. Merecem ser lidos, relidos, compartilhados e experienciados no chão da vida, da vida como ela é. Obrigado querido Carlos, por compartilhar conosco de sublimes e humanos pensamentos. Se recomendo? Claro que sim.

37. O Evangelho e as questões sociais. Wilson de Souza, MK (2006), 150 págs.
Sinceramente, esperava muito mais deste livro. O título desperta a atenção, porém o conteúdo não corresponde, visto desviar-se do objetivo em alguns momentos e ainda por não seguir uma construção organizada da ideia proposta. A linguagem é simples e direta, mas faltou profundidade. As intenções do autor são as melhores possíveis, porém ficou devendo na apresentação. Acredito que há muito o que se falar sobre o envolvimento do Evangelho com as questões sociais. Não há como desassociar ambos. Para uma leitura inicial e básica, o livro atende as expectativas do leitor.

36. O Brasil tem cura. Rachel Sheherazade, Mundo Cristão (2015), 139 págs.
O primeiro livro da Rachel, uma jornalista que ganhou destaque nacional após um comentário acerca do carnaval, que viralizou na internet. Acompanhei algumas de suas opiniões sobre atos e fatos cometidos por particulares, agentes políticos, instituições privadas e pelo próprio governoSheherazade nos apresenta um jornalismo diferente e mais próximo da realidade. Em alguns momentos nossa voz se faz ouvida através de suas opiniões. Neste livro ela nos brinda com uma leitura de otimismo e esperança. O Brasil tem cura. A despeito dos problemas que adoecem a nossa pátria amada, é possível curá-la apartir de uma renovação do pensamento e transformação individual e social. Sim, podemos mudar o Brasil, começando por nós, brasileiros. Um bom livro. A leitura renova as forças do desfalecido. Recomendo. 

35. Elogio da loucura. Erasmo de Roterdã, Vozes (2015), 121 págs.
Um clássico. Como foi bom lê-lo. Erasmo sabe escrever e tocar no mais íntimo do ser. A leitura que faz da religião, mais especificamente do Cristianismo, é de arrancar aplausos. Uma das percepções que faz é a de que a religião cristã tem certo parentesco com uma espécie de loucura, enquanto que da sabedoria tem pouca relação. Uma verdade. Não concorda? Sugiro que leia este livro. Enfim, uma obra de muitas verdades e preciosas percepções. A leitura exige uma lente desvelada. Recomendo, claro.

34. Viva esperança. Ivan Saraiva, Casa Publicadora Brasileira (2016), 93 págs.
Um bom livro, escrito em linguagem direta e acessível. Contudo, o autor chega a ser prepotente ao garantir ao leitor que este lerá algo inédito e surpreendente. Na escrita dos doze capítulos não há nada inédito, tampouco surpreendente. Embora muito do que fora assinalado é empolgante e coerente. A meu ver, arrogar pra si o ineditismo é um erro, ainda mais no ramo editorial. A despeito deste detalhe, a leitura do livro acrescenta. Minha gratidão a amiga Rose, por compartilhar este escrito. 

33. A arte e a Bíblia. Francis Schaeffer, Ultimato (2010), 76 págs.
Tinha muita vontade de ler Schaeffer. Enfim, me debrucei sobre este clássico. Que livro de arrepiar e encantar o ser. A Bíblia está essencialmente envolvida no mundo das artes. A arte não está desassociada das escrituras bíblicas. Segundo Schaeffer o cristão deve usar as artes para proclamar a verdade, beleza e bondade do Reino de Deus. A arte deve apresentar uma perspectiva cristã, assim como o cristianismo deve reconhecer e envolver-se no mundo artístico a fim de sinalizar o reinado de Cristo sobre todas as coisas. Excelente livro. Todo cristão, sim todo, deve lê-lo. Recomendo.   

32. Template Social do Antigo Testamento. Landa Cope, Jocum Brasil (2007), 225 págs.
Um livro necessário, portador de uma leitura urgente. Embora tenha sido o primeiro livro que leio da Landa, me identifiquei de cara tanto com a autora quanto com sua obra. Landa apresenta uma proposta de redescoberta dos princípios estabelecidos por Deus para  o discipulado das nações. Um cristianismo se torna relevante apenas quando ocupa uma posição de influência na sociedade. Para tanto, é necessário conhecer as perspectivas de Deus sobre as nações e as mudanças que deseja que realizemos nelas e com elas. Além disso, é imprescindível a compreensão clara de que Deus se revela através do trabalho das nossas mãos, do exercício de nossa profissão. Essas e outras considerações, a autora nos assinala através das lentes do Antigo Testamento. Uma leitura muito produtiva e enriquecedora. Acrescenta muito. Recomendo.   

31. Vencendo os inimigos da escola dominical. Lécio Dornas, Hagnos (2002), 101 págs.
Mais um do Lécio. Neste ele trata acerca de alguns dos inimigos da escola bíblica, tais como: eclesiocentrismo egoísta, amadorismo gerencial, dominicalismo ilógico, dentre outros. A ação de tais inimigos resulta em salas vazias, alunos desinteressados, professores desmotivados e um ambiente qualquer, menos o educacional. Lécio é um amante da escola dominical e alguém cheio de esperança. Segundo ele, o maior desafio do educador cristão é recuperar o potencial doutrinário e didático da EBD. Um livro estimulante e desafiador. Recomendo. 

30. Socorro! Sou professor da Escola Dominical. Lécio Dornas, Hagnos (2002), 160 págs.
Eis um livro que trata com maestria a Escola Dominical. O autor preocupa-se com o ambiente educacional desta escola que eterniza-se pelos tempos e vendavais. Lécio sensibiliza-se com o grito de socorro daquele que atende o chamado sublime de educar e envida esforços para auxiliá-lo na tarefa da docência, especificamente no ambiente da educação religiosa. Excelente livro. Recomendo com alegria e esperança.

29. A igreja desviada. Charles Swindoll, Mundo Cristão (2012), 303 págs.
Puxa! Muito bom ler um livro como este. Linguagem clara, direta e bem fundamentada. Escrito por alguém que se importa com a igreja. Com urgência, Swindoll convoca-nos para uma nova reforma da igreja que desviou-se de seu propósito, que desconhece sua missão de ser um sinal histórico do Reino de Deus. Uma igreja sem identificação, que perdeu-se no espaço e no tempo. Uma igreja desviada. Deus me livre de ser e pertencer a uma igreja assim! Um livro muito bem escrito. A leitura é pertinente e necessária. Recomendo.

28. O Deus que me toca a pele. Márcio Cardoso, Chiado (2016), 187 págs.
Esse é um daqueles livros que eu gostaria de ter escrito. Fabuloso. O primeiro livro escrito pelo autor (já estou na expectativa do próximo). Márcio além de autor também é músico, compositor e pastor (perfeita combinação, diga-se de passagem). O livro, a começar pelo título que arranca suspiros e expectativas, reúne ensaios de afeto e fé escritos por alguém que não é um alienado da vida, tampouco das contingências que a cercam. Márcio é muito mais do que o seu nome, apelido e sina, é um ser humano que vive a sua humanidade na vivência relacional com um Deus que lhe toca a pele. A relação com um Deus humano que é extensão de uma relação a flor da pele com gente. É sobre isso - e muito mais do isso - que o autor trata em seu brilhante livro. Ao final da leitura o contentamento e as palmas foram inevitáveis. Obrigado, Marcio. A leitura deste livro deve ser muito mais do que recomendada, deve ser compartilhada. 

27. O culto segundo Deus. Augustus Nicodemus, Vida Nova (2012), 156 págs.
Uma análise acurada da mensagem contida no livro bíblico de Malaquias. Nicodemus, pastor presbiteriano, de forma clara e simples apresenta-nos a leitura cúltica e litúrgica do livro malaquiano, sendo fiel a narrativa e ao propósito do texto bíblico. O autor constrói a abordagem apresentando a declaração de Deus a Israel, o questionamento ardiloso do povo e a resposta de Deus ao mesmo. Não há qualquer dificuldade em compreender os objetivos do autor e do livro. A leitura acrescenta. Recomendo.

26. O melhor da espiritualidade brasileira. Vários autores, Mundo Cristão (2005), 351 págs.
Uma obra que desejava muito debruçar-me, por reunir vários autores, dentre aqueles que influenciam e contribuem para o meu crescimento pessoal e ministerial, e ainda por tratar a espiritualidade e suas implicações numa perspectiva brasileira. A obra é organizada por Nelson Bomilcar, que também é um dos autores. No total, há a preciosa contribuição de dezoito autores, dentre eles: Ricardo Barbosa de Sousa, Rubem Amorese, Tais Machado, Ed René Kivitz, Antonio Carlos Barro, Júlio Zabatiero e outros homens e mulheres que nos trazem, cada um com sua especificidade, a convicção de que a espiritualidade está muito além do campo religioso, ela encontra-se na integralidade do ser humano (finanças, família, experiência cotidiana, feminino, juventude, identidade negra, dentre outras). Logo, a espiritualidade não é algo que se busca, mas sim algo que já existe em nós, e portanto está relacionada com a maneira que vivemos a vida e como a interpretamos, bem como as suas contingencias. Uma obra e tanto. Aos amantes de uma boa leitura e de excelentes autores, recomendo.

25. Gente como a gente. Henrique Ribeiro de Araújo, Scortecci (2011), 86 págs.
Mais um escrito fabuloso do querido Henrique Araújo. Neste ele aborda o descalabro atual da igreja evangélica brasileira, apresentando com maestria propostas para uma prática eclesiástica e pastoral mais humana, que seja capaz de transformar tamanho descalabro. Um convite para o ser humano (re)aprender a ser humano. Ser gente como gente deve ser, tendo Cristo como o modelo de gente perfeita. Henrique, de maneira simples, porém profunda e humana, nos enleva o espírito com uma exposição clara do Evangelho, numa reflexão de uma pastoral de amor e humanidade. Para aqueles que se esqueceram de ser gente ou aposentaram sua humanidade, a leitura deste livro ensina-nos a ser gente, tendo como exemplo o Deus que se fez gente. Aprendi muito. Recomendo, é claro.

24. Pode ou não pode? Henrique Ribeiro de Araújo, Teologia Contemporânea (2016), 127 págs.
A primeira vez que leio algo deste autor. Tive o prazer de conhece-lo pessoalmente em uma semana teológica em nossa Igreja. Neste livro, Henrique nos brinda com um conteúdo de primeira. Ele convida o leitor a pensar fora da caixa, isto é, ir além da cartilha do pode x não pode. Convida-nos a assumirmos um compromisso de pensar mais profundamente e de forma contextualizada, ou seja, a pensar conforme Cristo, ter a mentalidade impregnada nas Escrituras. Uma leitura enriquecedora e prazerosa, desafia-nos a sermos agentes de transformação. Obrigado, Henrique. Recomendo.

23. Educar para reencantar a vida. Jung Mo Sung, Vozes (2007), 173 págs.
Um daqueles livros que você tem que ler. Sung é um autor com conteúdo. Logo, o aprendizado é certo. Neste livro ele propõe uma reviravolta na e da educação, de modo que esta percorra um caminho de sentido e significância da vida, conduzindo o educando a liberdade, reencantamento da vida e humanização de si e das pessoas que o cercam. Simplesmente, fantástico! Uma proposta de reflexão político-pedagógica da vida. Sung assinala que o mundo foi fetichizado pela cultura do consumo e, portanto, encontra-se desencantado. Diante disso, há uma necessidade de reencantar a vida, e isso somente é possível através da educação. Esse é o caminho. Avante, sempre. Um excelente livro. A leitura vale a pena. Recomendo.

22. Escassez. Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir, Best Bussiness (2016), 382 págs.
Presente de um amigo cearense que encontrei na minha peregrinação espiritual, o adorável Cristiano. Pensa num livro show! Os autores, um professor de economia na universidade de Harvard e outro professor de psicologia na universidade de Princeton, apresentam uma ciência ainda em formação, a chamada escassez. Não pense que a escassez está relacionada apenas ao aspecto financeiro/econômico, de forma alguma. Sendhil e Eldar conduzem o leitor a uma ampla compreensão da incidência desta ciência em todas as camadas da existência humana, inclusive inclusive o fator tempo. Sim, o ser humano sofre escassez de tempo. Mesmo quando determinado individuo tenha várias horas de descanso ou férias, este sofrerá escassez caso não saiba aproveitar o tempo disponível. Os autores revelam, apartir de pesquisas e estudos de caso, a forte presença da solidão e pobreza na vida de pessoas e organizações, de uma sobrecarga de trabalho e problemas persistentes. Essa escassez é gerada, segundo os autores, principalmente pela incapacidade em administrarmos os períodos de abundância. Para evitar a escassez é necessário lidar com a psicologia da abundância. Ah, a leitura ajuda-nos a ter uma visão diferente - e melhor - de programas sociais e políticas públicas. Enfim, um livro de primeira. O tempo gasto na sua leitura será recompensado, certamente. Confesso que mudei a maneira como entendia muitas coisas, de questões mais simples a complexidades sociais. Recomendo. Ao amigo Cristiano, minha gratidão e admiração. Afinal, somente uma pessoa especial leria um livro especial como este e depois o presentearia a outro.

21. Cristianismo criativo? Steve Turner, W4 Editora (2006), 173 págs.
Um excelente livro. O conteúdo é de primeira. A linguagem é direta e cirúrgica. O texto é entusiástico e esclarecedor. O autor incentiva o cristão a produzir arte de qualidade, sem roupagens dogmáticas ou religiosas. O cristão deve envolver-se no mundo das artes e assim expor a beleza do evangelho, de modo a tornar o Cristo amado, desejado e experienciado pelo outro. Turner acredita que isso é possível - e eu também. Recomendo.

20. Mosaicos do presente. Henri Nouwen, Paulinas (1998), 139 págs.
É sempre uma alegria ler os escritos de Nouwen, um padre holandês que nos deixou um precioso legado. Neste livro ele reúne algumas meditações que retratam sua caminhada espiritual no cumprimento de sua missão, bem como expressam suas percepções sobre o amor de Deus. A leitura enriquece e inebria a alma. Nouwen merece ser lido, sempre. Recomendo. 

19. A Bíblia e o Impeachment. Caio Fábio, edição do autor (2016), 71 págs.
Esta é a versão revisada e atualizada deste título que o Caio publicou no inicio da década de 90, quando o cenário político do Brasil vivenciava o processo do impeachment do então presidente Fernando Collor. Hoje, após o decurso de quase 25 anos, o cenário repete-se na política brasileira. Aguardamos cenas do próximo capítulo (quem viver, verá). Caio situa o leitor no posicionamento das narrativas bíblicas quanto ao devido papel do cristão no espaço público e seu relacionamento com as autoridades governantes. Do seu jeito e expressão literária, Caio assinala que a omissão da igreja na vida pública é o que cria regimes autoritários e governos corruptos. Logo, convida o cristão a manifestar uma fé política, através de um procedimento coerente, visão social e uma política justa. Ler essas verdades encoraja-nos a continuar lutando e acreditando numa sociedade livre da corrupção e disposta a servir aqueles que a integram. Uma sociedade possível, não utópica. Obrigado por compartilhar essa obra preciosa, Caio. Recomendo. A leitura é mais que necessária, sobretudo nos dias e circunstancias políticas em que vivemos.

18. Nem monge, nem executivo. Paul Freston, Ultimato (2011), 135 págs.
Minha primeira experiencia literária com Paul Freston. Não será a última, certamente. Freston é arguto e direto em suas meditações bíblicas sobre a vida e ensino de Jesus, o Cristo. No total são 33, cada uma mais sábia e envolvente que a outra. Em referencia a obra de James Hunter, "O Monge e o Executivo", Freston apresenta Jesus como um modelo de espiritualidade invertida. Sim, invertida. Alguém que posicionou-se contrário a ética e moral de seu tempo. Fascinante. O leitor é convidado a encantar-se com a trajetória daquele que não foi monge, nem executivo, mas sim o ser humano mais extraordinário que já existiu (e ainda existe reinante) no mundo. A leitura vale a pena. Recomendo.

17. Vocação. Darrow Miller, Publicações Transforma (2012), 397 págs.
O primeiro livro que leio do Darrow. Sim, o primeiro. Mas não será o último. Afinal, Darrow é de uma maestria literária que encanta e desafia. Na obra em questão, o autor convida o leitor a escrever sua assinatura no universo num ato de coerência com sua missão, serviço ao próximo e amor a Deus. Darrow entende ser a missão do cristão a sinalização do reino de Deus, de modo a viver sua vida coram deo (diante da face de Deus), utilizando seus dons, talentos e habilidades nessa sublime tarefa de agente do reino, a partir de uma cosmovisão bíblica. Todos nós somos convidados a sinalizar o reino, gerar vida onde impera a cultura da morte, produzir justiça numa cultura de injustiça, criar esperança numa cultura de medo e desespero. Enfim, proclamar um reino cujos princípios são: verdade, beleza e justiça. Para que a terra seja mais parecida com o céu, que venha o reino de Deus e seja feita a sua vontade. Amém. Obrigado, Darrow. A leitura é preciosa, enriquecedora e revolucionária. Um livro que merece a cabeceira, mas é claro. Recomendo!

16. Igreja Evangélica: Identidade, Unidade e Serviço. Robinson Cavalcanti, Ultimato (2013), 60 págs.
Uma coletânea de textos de autoria deste saudoso bispo anglicano, cientista político e influente pensador cristão. Neste livreto, Cavalcanti apresenta dados históricos e práticos da identidade, unidade e serviço da igreja evangélica, sobretudo no contexto nacional. Cavalcanti é um exímio pesquisador e com maestria consegue situar o leitor em sua abordagem e leitura de mundo. A leitura é prazerosa e enriquece. Recomendo.

15. Possibilidades para a fé cristã. Ricardo Gondim, Fonte Editorial (2012), 229 págs.
Já declarei minha voracidade pelos escritos do Gondim. Este é o 9º livro que leio de sua autoria. Gondim apresenta, numa serie de ensaios, o que ele chama de possibilidades para a fé cristã. Em termos práticos, ele convida o leitor a pensar fora da caixa, dos casulos denominacionais que petrificam a humanidade do individuo. Um excelente livro, como era de se esperar. A leitura vale a pena. Recomendo.

14. Missão Integral. Vários autores, Visão Mundial / Ultimato (2004), 300 págs.
Uma relíquia! A garimpagem demorou, mas por fim consegui ter em minhas mãos este livro que é resultado do Segundo Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE2), realizado em 2003 em Belo Horizonte/MG. O primeiro congresso foi realizado em 1983, na mesma cidade. A obra reúne as palestras proferidas durante o congresso. São mais de 20 autores, muitos dentre os quais tenho elevada estima e deles sou leitor voraz. Destaco autores como Ariovaldo Ramos, Carlos Queiroz, Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Ziel Machado, dentre outros. O CBE2 teve como proposta de reflexão o ato de proclamar o Reino de Deus, vivendo o Evangelho de Cristo. O livro desenvolve-se a partir de cinco eixos, a saber: missão integral, espiritualidade em missão, desafios da missão, ética e consagração. São textos encorajadores e desafiantes. Sou grato a Deus por ter lido cada um. A leitura vale a pena, mesmo. Aos que se interessam pelo tema da Teologia da Missão Integral, recomendo.

13. A Igreja da misericórdia. Jorge Mario Bergoglio (Papa Francisco), Paralela (2014), 121 págs.
O primeiro livro escrito por Jorge como Papa Francisco. Uma visão do pontífice acerca da e para a Igreja. O estilo do autor é claro e direto. São assertivas que nos fazem pensar e convidam-nos a uma mudança de visão e comportamento. Um convite para a igreja abrir-se e cumprir sua missão evangelizadora e de transformação. Uma igreja que acidenta-se na sua caminhada de acolhimento. Sim, acidenta-se. É melhor acidentar-se no caminho, do que adoecer trancafiada no templo. A leitura vale a pena, mesmo. Recomendo.

12. O refúgio secreto. Corrie ten Boom, Betânia (1981), 288 págs.
Um livro que extasia a alma. Uma linda história de vida e devoção, que nos desafia a sempre acreditar em Deus e em seu poder. O cenário é de guerra, invasão nazista, crueldade, morte, desamor, injustiça e de caos. A despeito de tudo isso, foi possível constatar que muitos não perderam a fé em Deus e na esperança de um novo tempo. São homens e mulheres que colocaram suas vidas em risco para salvarem as de outras pessoas, que na sua maioria sequer conheciam. O leitor, a todo momento, encontra-se vivendo cada episódio, sofrimento,  angústia, alegria e amor. Obrigado, Corrie. A leitura enriquece, fortalece e desafia-nos a amar o outro como a nós mesmos. Enfim, um livro que merece ser de cabeceira. Recomendo.

11. Pakau. Kelem Gaspar, CPAD (2015), 95 págs. 
Muito feliz por ter lido um livro escrito por uma autora paraense. Que satisfação! Feliz ainda por saber que a CPAD tem valorizado autores regionais. Não compreendia a razão de não já ter feito isso. O livro é um relato da trajetória missionária da autora na região Amazônica junto ao povo indígena. Kelem registra como ocorreu o processo de seu chamado ao campo missionário e da certeza de sua vocação. São experiências que encorajam e despertam para o engajamento missionário, a despeito das dificuldades a serem enfrentadas, como por exemplo o da adaptação à cultura do povo. Embora tenha minhas percepções acerca do trabalho missionário efetivamente realizado por pessoas e igrejas, reconheço que as experiências da autora são motivadoras e dignas de reconhecimento. Um exemplo a ser seguido. Agradeço a Elaine Cristina por compartilhar a leitura deste livro. Aos missionários, que somos todos nós, recomendo. 

10. Missão Integral, a única missão. Ricardo Quadros Gouvea, Garimpo Editorial (2015), 149 págs.
Um livro muito bem escrito. Só de bibliografia selecionada são 28 páginas. O que revela a preocupação do autor em fundamentar devidamente suas percepções, além de convidar o leitor para aprofundar-se nas pesquisas sobre o tema. Gouvea não mede palavras ou termos para apresentar as verdades do Evangelho. Gostei disso. Ele se propõe a refletir a missiologia e seus indicativos de leitura e conceito no cenário evangélico. Gouvea assinala que a missão da Igreja é apenas uma e esta é integral, ou seja, está preocupada não apenas com a salvação da alma, mas também com o atendimento de todas as necessidades básicas do individuo e ainda com todas as estruturas sociopolíticas e econômicas da sociedade em que está inserido. Logo, a missão da Igreja implica na proclamação e demonstração da integralidade do Evangelho. Uma reflexão crítica e necessária da Igreja e sua missão. Excelente. A leitura encanta e enriquece. Recomendo. Obrigado pelo presente, Raphael Wictor. Um amigo que encontrei durante minha jornada de peregrinação neste mundo.

09. Religiões Afro. Daniela Cordovil, Fonte Editorial (2014), 140 págs.
Um livro que generosamente recebi de uma professora da Universidade Estadual do Pará (UEPA), Taissa Tavernard de Luca, quando lhe falei do meu interesse em aprofundar-me na pesquisa sobre o tema. Neste livro a competente autora analisa no contexto da cidade de Belém, Pará, o envolvimento político das religiões de matriz africana na esfera pública. Daniela apresenta o nascimento de tais religiões no estado do Pará e suas reivindicações identitárias ao longo de um processo histórico. Além disso, a autora lista as principais associações criadas por lideranças afroreligiosas, bem como a atuação política destas no cenário regional e nacional. Ao final, Cordovil analisa, com um recorte de gênero, a estratificação hierárquica dos espaços de poder entre os líderes das religiões em tela. Uma excelente pesquisa. A meu ver, a despeito dos conflitos entre os grupos religiosos, que na sua maioria decorrem de uma intolerância e falta de conhecimento e diálogo, acredito que cada religião deva participar politicamente na esfera pública, não visando os interesses de sua instituição ou classe, mas sim o interesse coletivo, o bem de todos e para todos. A leitura acrescenta, e muito. Recomendo. Profa. Taissa, obrigado.

08. Um Deus muito humano. Frei Betto, Fontanar (2015), 133 págs.
Mais uma vez na companhia do querido Frei Betto (ver leitura 38/2015). Adorável e edificante companhia, diga-se de passagem. O autor é de uma visão que o leitor não deve desconsiderar, pois tende a enriquecer o cabedal de conhecimento que cada um possui. Neste livro Betto apresenta lucidamente a face humana do Cristo, sem contudo ignorar sua divindade. Um Deus plenamente humano, que em nenhum momento rejeitou ou desprezou sua humanidade. Esse Deus humano é o único que pode humanizar o ser humano. Enfim, um conselho: leia tudo de e sobre Frei Betto. Nessa caminhada não há perdas, apenas ganhos. Recomendo.

07. A prática da piedade. Lewis Bayly, Publicações Evangélicas Selecionadas (2010), 448 págs.
Um livro de tirar o fôlego. Em alguns momentos a leitura chega a ser cansativa, confesso. A despeito disso, promove enlevo ao leitor ávido e contumaz. Com características de manual, o livro orienta os passos do cristão em sua jornada e prática existencial. O último capítulo é de uma preciosidade sem igual, Bayly registra um colóquio entre a alma e o seu salvador, Cristo, com base nos méritos de sua paixão e morte. Fascinante! Uma leitura enriquecedora e obrigatória a todo cristão. Recomendo. Minha gratidão ao amigo Solerno Gueiros pelo presente especial. 

06. O primo Basílio. Eça de Queirós, Abril (2010), 522 págs.
Pode parecer estranho, mas é a primeira vez que leio este clássico da literatura. Enfim, nunca é tarde para ler. Confesso que no começo da leitura me encontrei perdido no enredo, mas depois me situei e encantei-me com os personagens, sobretudo com o estilo ácido, sonhador e audacioso de Juliana, a criada da doce e amante Luísa, que teve um caso amoroso com Basílio, seu primo. Mas não vou contar toda a história. Digo apenas que Eça de Queirós, a seu modo, ambienta o leitor na realidade da vida e suas contingências. Um relato vívido, perigoso e envolvente da vida. É isso. A leitura vale a pena, claro. Aos amantes de uma boa literatura, recomendo.

05. O Eclipse da Graça. Philip Yancey, Mundo Cristão (2015), 299 págs.
Mais um título do Yancey. De tirar o fôlego, digo logo. Esse foi muito bem indicado por um amigo, Pr. Ary Gomes, e presenteado por minha esposa, Aline. Logo, trata-se de um presente duplamente especial. Neste livro o autor busca respostas para uma pergunta que o inquieta: onde foi parar a boa-nova do cristianismo? Um questionamento preocupante. Yancey fala da inércia dos cristãos e de seu desbotamento no cenário público. Falta-nos um claro entendimento do evangelho e de seu poder transformador. O autor nos convida a assumirmos o papel de ministradores da graça, como peregrinos, ativistas ou artistas. Um desafio encantador e irrecusavel. Ficou curioso? Então, sinta-se convidado a saborear este livro e aceitar o desafio de proclamar a boa-nova do Cristo. Um convite a sairmos do campo das ideias, do abstrato, do discurso e envolvermo-nos com a humanidade, no chão da vida, da vida como ela é. Enfim, a leitura vale a pena. Minha gratidão aos dois seres iluminados que me proporcionaram esse encontro maravilhoso. Recomendo.

04. Meditatio. Osmar Ludovico, Mundo Cristão (2007), 203 págs.
Puxa! Um livro espetacular! A primeira vez que leio Osmar Ludovico. Já tinha ouvido falar a seu respeito, porém me faltava oportunidade de lê-lo. Neste livro, ele convida o leitor para um tempo de silêncio e solitude. Um tempo de meditação. São reflexões que se articulam em torno da vida  e de suas contingências. O autor é de uma maestria tal que nos encanta e desafia. Um desafio para viver a vida e encantar-se com o belo. Digo, acertadamente, que este é um livro digno de ser lido, apreciado e compartilhado. A leitura é pra lá de prazerosa. Recomendo, claro. Ludovico, até a próxima.

03. Pra que serve a espiritualidade? Harold Segura, Ultimato (2010), 142 págs.
O segundo livro que leio deste autor colombiano (ver leitura 57/2013). Gosto do estilo de Segura, firme e preciso em sua leitura da igreja, do cristianismo, do evangelho e de tudo aquilo a ele relacionado. Neste livro, ele busca responder a razão e utilidade da espiritualidade. Um tema que tem ganhado visibilidade no cenário da igreja brasileira, sobretudo nos tempos que vivemos. Segura assinala que a espiritualidade está intrinsecamente ligada ao aspecto missiológico da igreja. Espiritualidade e missão são faces de uma mesma moeda. Um excelente livro. A leitura vale a pena. Recomendo.

02. Deus não é cristão. Desmond Tutu, Thomas Nelson Brasil (2012), 234 págs.
Um livro que merece aplausos do inicio ao fim. Prefaciado pelo querido pastor Ed René Kivitz e escrito pelo bispo anglicano Desmond Tutu, que tem lutado pela justiça, paz e igualdade entre os seres humanos, sobretudo no continente africano. O autor proclama com todas as letras que Deus não é cristão, e de fato não é. Deus está livre das amarras da religião. Tutu escreve não apenas com a razão, intrepidez e coragem de um lutador, mas também com o coração amável de alguém que doa-se em serviço e amor ao outro. Um livro que nos encoraja a lutar por uma causa. Recomendo.

01. Alma Sobrevivente. Philip Yancey, Mundo Cristão (2004), 340 págs. 
É muito bom iniciar a jornada anual de leituras lendo Philip Yancey. Um autor consagrado, que dispensa qualquer tipo de apresentação. Diante da provocação de um amigo, resolvi ler este livro. Excelente e acertada provocação, diga-se de passagem. Yancey afirma com todas as letras ser cristão, apesar da Igreja. Essa convicção do autor é resultado da influência de treze pessoas (homens e mulheres) que causaram impacto em sua vida e contribuíram para a expansão e aprimoramento de sua cosmovisão, além de ajudarem-no a resgatar sua fé pessoal, que a instituição Igreja tomou de si. Mas antes de você questionar e criticar a Igreja ou aquilo que fizeram com ela, eu recomendo que leia este livro, pois a despeito de suas frustrações com a Igreja, Yancey ainda a ama e se importa com ela, caso contrário não teria escrito este livro e compartilhado de suas experiências de sobrevivência eclesiástica. Enfim, um excelente livro. Espero que algum dia tenha oportunidade de, a exemplo de Yancey, apresentar os meus mentores, pessoas que influenciaram a minha vida e contribuíram para a formação do homem que me tornei. Recomendo.

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