segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minhas Leituras em 2015

55. Quem é Deus, afinal? Rob Bell, Sextante (2014), 188 págs.
Não há nada melhor que concluir a jornada anual de leituras na companhia de Rob Bell. Este é o terceiro livro que leio dele (ver leituras 24 e 31 de 2012, abaixo). Rob Bell tem um estilo que lhe é próprio, utiliza-se de uma linguagem envolvente e desafiadora. Neste livro, a partir de um questionamento direto, Quem é Deus, afinal?, o autor lança um convite a buscarmos a verdade que pode nos libertar. Um texto muito bem construído, fundamentado e coeso. Um livro de uma só mensagem: devemos perceber e confiar na presença do Deus que está conosco, que é por nós e está adiante de nós. Aleluia! Obrigado, Rob Bell. Recomendo, é claro.

54. O livro do peregrino. Carlos Nejar, Objetiva (2002), 161 págs.
Gostei tanto de ler Carlos Nejar que resolvi repetir a dose. O registro do primeiro livro que li do autor encontra-se na leitura nº 34/2015. Nejar é um exímio romancista, que nos rouba atenção e admiração. No romance em tela somos convidados a acompanhar um peregrino em sua viagem de reflexão, descobertas e alumbramento. Um romance sobre a vida e suas contingências. Um caminhar sem destino, porém repleto de sonhos e confrontos. Uma boa leitura. Nejar merece ser lido. Recomendo.

53. Se Deus existe, porque há pobreza? Jung Mo Sung, Reflexão (2008), 117 págs.
O primeiro livro que leio do Sung. Devo dizer que foi uma bela experiência. Sung sabe escrever, conduzindo o leitor a uma clarividência acerca do tema proposto. O autor, no livro em tela, apresenta-nos questões que inquietam e desafiam a alma, no tocante ao desnível social, sobretudo na arena econômica. As respostas são apresentadas a partir de uma reflexão piedosa do conteúdo do evangelho. Sung escreve com propriedade e sua herança católica lhe propicia ricos e sólidos argumentos. A leitura vale a pena. Recomendo. Até a próxima, Sung.

52. A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja. Ricardo Barbosa, Ultimato (2013), 134 págs.
Barbosa é um dos autores que admiro e respeito por sua percepção literária e sensibilidade pastoral. Este é o segundo livro que leio dele. Minhas considerações acerca do primeiro encontram-se registradas na leitura nº 19/2014, aqui no blog. No livro em tela, Barbosa inebria o leitor com a exposição de preciosos textos que estão divididos em três sessões, a saber: Espiritualidade, Evangelho e Igreja. O autor objetiva esclarecer que a espiritualidade cristã encontra sua base, forma e conteúdo no Evangelho do Cristo. Com isso, a Igreja deve cultivar sua espiritualidade reconhecendo isto e buscando viver condignamente com a pessoa do Cristo. Um excelente livro. Se é do Barbosa, recomendo.

51. O  escândalo do comportamento evangélico. Ronald Sider, Ultimato (2006), 142 págs.
Sider envida esforços no sentido de responder a pergunta: por que os cristãos estão vivendo exatamente como o resto do mundo?. Uma leitura profunda acerca da realidade evangélica norte-americana, que não difere daquilo que vivemos no contexto evangélico brasileiro. Repleto de pesquisas que embasam as considerações do autor, além de fornecer uma visão geral do aludido escândalo. Ao final, Sider convida-nos a uma missão de resgate do entendimento bíblico e da prática da igreja como comunidade. É isso mesmo. É necessário haver coerência entre ortodoxia e ortopraxia. Obrigado, Sider. Um excelente livro. A leitura inebria e enriquece. Recomendo.

50. O julgamento de Jesus Cristo sob a luz do direito. Roberto Victor Pereira Ribeiro, Pillares (2010), 190 págs.
Eis aqui um excelente livro sobre o julgamento de Jesus Cristo, considerado como sendo o maior escândalo judicial da história da humanidade. O autor escreve com propriedade e segurança, analisando o julgamento a partir do direito hebraico, seguindo pelo direito romano e finaliza tecendo preciosas considerações sob a luz da legislação brasileira, apresentando Jesus como um humilde camponês nordestino. Roberto encerra sua análise trazendo à baila os crimes e arbitrariedades cometidas no julgamento. Ao final, o autor é certeiro em suas percepções conclusivas. Um livro que recomendo com satisfação, na certeza de sua utilidade e riqueza. Agradeço ao caríssimo Arimatéia pela indicação e consequente empréstimo.

49. Mochileiros da Fé. Ricardo Bitun, Reflexão (2011), 125 págs.
Uma análise sobre o fenômeno do nomadismo religioso na sociedade moderna e de seu personagem principal, o chamado mochileiro da fé. Um fato lamentável, no mínimo. Bitun situa muito bem o leitor em sua construção histórico- textual, tomando por objeto o neopentecostalismo brasileiro, mas especificamente a Igreja Mundial do Poder de Deus. Uma análise pioneira da referida igreja, diga-se de passagem. O autor escreve com base, o que confere validade ao seu estudo. Um trabalho de primeira qualidade. Gostei do estilo do Bitun. Aos pesquisadores e demais interessados do assunto, recomendo.

48. Quando tudo não é o bastante. Harold Kushner, Nobel (1999), 109 págs.
Um dos melhores livros que já li este ano. Kushner é um rabino, daí é de se esperar um conteúdo de primeira qualidade. Nesta obra, o autor nos conduz a significativos e necessários questionamentos acerca de nossa existência. De modo a que encontremos o sentido da vida e da história. Nossa passagem neste mundo deve ser percebida. Como temos gastado a nossa vida? Isso realmente importa. A arte de viver revela seus mistérios e indagações. Aprendi muito. Um livro que nos faz repensar muita coisa, inclusive os conceitos que adquirimos em nossa jornada existencial. Sua leitura é indispensável. Recomendo.

47. Eles herdarão a terra. Carlos Pinheiro Queiroz, Encontro (1998), 135 págs.
O quarto livro que leio do Carlinhos (ver leituras 22 de 2014 e 25 e 36 de 2015, aqui no blog). Um cearense arretado! Um escritor de primeira. Ele sabe escrever. Muito mais que isso, sabe tocar a alma e desafiar o leitor. Nesta obra, trata da responsabilidade e devido comportamento que devemos ter em relação aos pobres. Fala sobre nossa missão para com aqueles desprovidos de recursos econômicos, marginalizados pela sociedade, oprimidos pelas estruturas sociais e demais mazelas. Convida-nos para uma ação de amor ao próximo e promoção do ser humano. Uma missão de transformação. Estou muito feliz por ter lido este livro-relíquia. Ajudou-me, muito. Recomendo.

46. Indagações sobre uma vida melhor. Helder Câmara, Civilização Brasileira (1993), 100 págs.
Meu primeiro contato com este famoso (?) bispo brasileiro. Dele e sobre ele só ouvi e li coisas boas. Um ser humano de uma simplicidade admirável. Sua percepção da vida é empolgante. A esperança que apregoa é contagiante. Este livro é justamente isso, um livro de indagações e esperança. Recomendo.

45. Protestantismo Tupiniquim. Gedeon Alencar, Arte Editorial (2005), 158 págs.
Puxa! Que livro! O segundo que leio do autor (ver leitura nº 26/2010, aqui no blog). Gedeon apresenta algumas hipóteses sobre a (não) contribuição evangélica à cultura brasileira. Escreve não como teólogo (graças à Deus), mas sim como sociólogo, o que enriquece sobremodo a construção textual. Foge daquilo que chama de "samba do teólogo doido". Traz à lume o protestantismo em todas as suas versões históricas (imigração, missão, pentecostal e moderno), conduzindo o leitor a uma compreensão da existência do chamado Protestantismo Tupiniquim. Ficou curioso? Então, sinta-se convidado a ler este livro. Gedeon sabe escrever, não há dúvidas. É certeiro em suas ponderações e análises. Gostei do seu estilo. Recomendo.

44. As histórias do Rabi Nakhman. Martin Buber, Perspectiva (2000), 182 págs.
Martin Buber nos brinda com uma coletânea de histórias e alguns ditos do Rabi Nakhman. A simplicidade, sabedoria e beleza da literatura judaica me fascinam. Retratam a vida e suas contingências. Uma leitura de tirar o fôlego. Impossível não se encantar. Recomendo.

43. A alegria de Ser. Paulo Borges Junior, Candeia/Espada Editorial (2004), 124 págs.
A primeira vez que leio Paulo Junior, embora tenha assistido muitas de suas exposições no Missão na Íntegra. Este livro é de uma riqueza tal que sua leitura torna-se urgente e necessária. Paulo Junior assinala que a verdadeira espiritualidade não está no que fazemos, mas naquilo que somos. Convida-nos a uma mudança de natureza, de modo que vivamos uma vida de identidade e intimidade com Deus, que é um ser essencialmente relacional. Pontua ainda que esta vida se traduz em serviço às pessoas que Deus ama. Logo, devemos manifestar a maior densidade possível desta identidade e intimidade, servindo pessoas, envolvendo-se com gente, humanizando-se através de relacionamentos. Excelente leitura. Vale a pena, mesmo. Recomendo.

42. Eu, tu, ele, eles. Fabrício Cunha, Reflexão (2015), 74 págs.
Como é bom ler livros como este! Energizam e acalentam a vida. Melhor ainda, nos ajudam a viver, bem. Fabrício sabe escrever. A cada página, aplausos e suspiros. São valiosos pensamentos. Crônicas que tratam da vida e suas doces contingências. Puxa! Que leitura prazerosa e envolvente! Gostei. Recomendo. Obrigado por sua leveza, singularidade e profundidade, Fabrício. Ah, a dedicatória arrancou-me risos. Parabéns pela criatividade. Até a próxima.

41. Auto da Compadecida. Ariano Suassuna, Agir (2005), 186 págs.
Como é bom ler uma obra deste querido dramaturgo e romancista brasileiro. Mais que um exímio pensador, um ser humano que merece respeito e admiração. Uma obra consagrada no cenário artístico brasileiro, que nos arranca muitas risadas e deixa-nos em estado de perplexão ante ao belo. Suassuna nos deixou um legado precioso e, portanto, irrenunciável. Recomendo. Leia tudo dele e sobre ele, se possível.

40. Os Dez Mandamentos (+ um). Luiz Felipe Pondé, Três Estrelas (2015), 127 págs.
A primeira vez que leio Pondé. Devo isto ao amigo Douglas Menezes, a quem agradeço pelo presente, digo, presentaço. Neste livro Pondé, apartir de uma análise dos dez mandamentos, apresenta-nos aforismos de um homem sem fé, agrupando-os naquilo que considera ser uma teologia selvagem. Gostei do estilo. Na exposição de cada mandamento, o autor faz alusão e pontua questões pertinentes da série Decálogo (Dekalog), realizada em 1988 pelo diretor polonês Krzysztof Kieslowski, a qual recomendo, diga-se de passagem. Devo confessar que o título do livro me chamou muita atenção. Afinal, qual seria o décimo primeiro mandamento? Você também ficou curioso? Quer saber? Então você precisa ler este livro. A leitura vale a pena. Recomendo.

39. O discípulo radical. John Stott, Ultimato (2011), 119 págs.
Sempre é bom ler John Stott. Um autor que dispensa apresentação. Seus livros são verdadeiros clássicos. Há algum tempo queria ler o livro em tela. Uma obra que nos arranca suspiros e alumbramentos. Stott  lista oito características de um discípulo radical. Cada uma mais envolvente que a outra. Um texto muito bem escrito e apresentado. Emocionante. Uma leitura edificante. É de John Stott, por isso não tenho como não recomendar.

38. Reinventar a Vida. Frei Betto, Vozes (2014), 189 págs.
O primeiro livro que leio de Frei Betto. Não será o último, certamente. O autor é de uma genialidade fantástica. Sua visão de mundo é coerente e digna de apreciação. Sua voz clamorosa merece ser ouvida. O convite para reinventarmos a vida é irrecusável. Frei Betto convida o leitor a uma revolução, a uma quebra de paradigmas sintomáticos. Enfim, um livro libertador. Espero sempre tê-lo na minha bagagem. Recomendo. À minha esposa, Aline, minha gratidão pelo presente gracioso.

37. Convulsão protestante. Antônio Carlos Costa, Mundo Cristão (2015), 254 págs.
Eis aqui um livro tão esperado. O li voraz e atentamente. Antônio é um dos pastores brasileiros que muito admiro. As manifestações por ele lideradas a frente da ONG Rio de Paz são pertinentes e encorajadoras. Neste livro, Antônio nos apresenta uma análise clara e biblicamente fundamentada do necessário engajamento do cristão na promoção do desenvolvimento humano. Sem este engajamento a fé e o Cristianismo perdem o sentido de ser. A teologia precisa urgentemente fugir do templo e abraçar a rua. Que assim aconteça. Li cada página com o coração apertado e repleto de esperança e amor. Obrigado por ter compartilhado suas experiências de vida e luta, Antônio. Um livro que merece ser lido, relido e compartilhado. A leitura vale a pena, e muito. Recomendo.

36. A oração nossa de cada dia. Carlos Queiroz, Ultimato (2013), 95 págs.
O terceiro livro que leio deste fascinante autor. Minhas considerações acerca dos outros dois estão registradas nas leituras nº 22/2014 e nº 25/2015, aqui no blog. Carlos é muito mais que um autor, é pastor e ainda poeta. Isso é notório em seus escritos. Ele escreve de maneira cativante e encantadora. São belas e doces verdades acerca da oração do Pai-Nosso. Um dos melhores livros que já li sobre o assunto, confesso. O propósito do autor é assinalar que devemos aprender a orar COM Jesus. Enfim, este é um livro que merece ser lido, sempre que necessário. Recomendo.

35. Em Cristo, proclamando e servindo. Ariovaldo Ramos, Carlos Lopes, Cícero Bezerra, Jeremias Pereira, Marcos Amado, Valdir Steuernagel e Wilson Costa, BPH (2013), 126 págs.
Este livro é resultado das preleções dos referidos autores durante o Congresso de Teologia, Sociedade e Fé e do Fórum da Aliança Evangélica Brasileira. Os autores transitam com segurança por temas como unidade, identidade e missão da Igreja. Sem desmerecer a importância, o brilho e a experiência dos demais, tenho que confessar que o capítulo escrito pelo Ariovaldo Ramos é de tirar o fôlego e energizar a alma. Ari apresenta um Deus de história, que se manifesta na história. Muito bom. O livro tem conteúdo e sua leitura vale a pena, pois inspira e encoraja. Recomendo.

34. O poço do calabouço. Carlos Nejar, Record (1983), 105 págs.
A primeira vez que leio as poesias de Carlos Nejar. Devo isto às lembranças feitas pelo amigo Tiago Neto, a quem manifesto gratidão. Ter lido a obra em apreço foi uma experiência agradável e libertadora. Nejar entende a vida e o seu sentido. A leitura vale a pena. Agora posso dizer como o músico Marcos Almeida, eu li Nejar. Recomendo.

33. Ação Social, a difícil arte de ajudar. Edson Ferreira Luz, MK (2006), 143 págs.
Há pouca literatura sobre o desenvolvimento do trabalho de ação social realizado por instituições religiosas. Por isso alegro-me em ter acesso a livros como este em tela. Embora desconheça o autor, o mesmo é muito bem recomendado pelo Dr. Russell Shedd, que prefacia a obra. Edson, que é pastor em uma igreja batista no Rio de Janeiro, tece firmes e concretas considerações sobre a ação social, situando-a nas narrativas bíblicas e pessoais. As considerações feitas pelo autor são pertinentes e necessárias, sobretudo no atual contexto da igreja no Brasil. Um bom livro. Recomendo.

32. O Fruto do Espírito. Isaltino Gomes Coelho Filho, Sabre (2013), 173 págs.
Mais um livro do saudoso pastor Isaltino Gomes. O décimo que leio de sua autoria. As leituras dos anteriores estão listadas aqui no blog (ver leituras 46 de 2012; 24, 26, 32, 35, 37, 38 e 53 de 2013 e 4 de 2014). No livro em apreço, Isaltino analisa as nove virtudes do fruto do Espírito, listadas no texto bíblico de Gálatas 5.22-23 (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio). O autor, de forma bem fundamentada e genuinamente bíblica, discorre sobre a prática de tais virtudes, confrontando-a com a realidade da Igreja Evangélica Brasileira. Muito bom. Um livro que deveria ser lido por todas as pessoas, não apenas as cristãs. A leitura vale a pena. Recomendo, é claro.

31. Sim a Deus, sim à vida. Ziel Machado, Novos Diálogos (2011), 115 págs.
O segundo livro que leio de autoria do Ziel, ver leitura nº 28/2014, aqui no blog. Esse título foi difícil de encontrar, mas enfim consegui adquiri-lo e debruçar-me em sua leitura. Nele, o autor assinala o notório crescimento da comunidade evangélica e seu impacto na sociedade. Além disso, pontua que tal crescimento tem sido acompanhado por uma maior sensibilização da Igreja em questões de natureza sociopolítica. Com isso, Ziel, com muita propriedade, mostra-nos que os evangélicos estão vivendo uma experiência de redescoberta de sua cidadania. É isso mesmo. Um livro muito bem escrito, de fácil compreensão e enriquecedor. Obrigado por ampliar minha visão sobre o assunto, Ziel. Recomendo.

30. Deus Mendigo - Teografias. Luis Cruz Villalobos, Hebel Ediciones (2012), 46 págs.
Um livreto fantástico! Bem escrito. Bem organizado. O autor constrói uma composição poética de Deus, tornando-o semelhante a nós, humanos. Um Deus com a nossa cara. Uma obra melhor do que muitos tratados teológicos por aí. Muito bom. A leitura vale a pena. Recomendo.

29. O conteúdo jurídico do princípio da igualdade. Celso Antônio Bandeira de Mello, Malheiros Editores (2010), 48 págs.
Um livreto demasiadamente denso, porém trata de um tema pra lá de pertinente. Escrito por um jurista de notório saber. A despeito da linguagem técnica e estilo intelectual, a exposição teórica do autor acrescenta e enriquece, e muito. Um bom livro.

28. Supercrentes. Paulo Romeiro, Mundo Cristão (2007), 107 págs.
Paulo Romeiro é um exímio apologeta cristão, dispensa apresentação. Dele também já li "Evangélicos em crise", outro clássico, ver leitura nº 26/2012, aqui no blog. No clássico em tela, Romeiro analisa o evangelho apresentado pelos proponentes da chamada Confissão Positiva, ou mais comumente conhecida por teologia da prosperidade. A preocupação do autor é tão somente com a verdade da Palavra de Deus. Para tanto, envida esforços a fim de desmascarar aqueles que propugnam ensinos que contrariam tal verdade bíblica. Romeiro, de maneira sábia e fundamentada, nos conduz ao claro entendimento bíblico. Eis aqui um livro que todo cristão deve ler. Um livro de cabeceira. Ao autor, parabéns pela coragem e sensibilidade em publicar esta obra. Recomendo. Minha gratidão àquela a quem ama minha alma, Aline, pelo presentaço.

27. De coração a Coração. Henri Nouwen, Loyola (2002), 58 págs.
Neste livreto, Nouwen apresenta três orações destinadas ao Coração de Jesus. Orações preciosíssimas. Orações que desnudam a alma. Vivificam o espírito. Nos aproximam do Divino. Nouwen sabe nos conduzir na direção certa. Um texto que gostaria de tê-lo escrito. Recomendo.

26. E a Igreja se fez povo. Leonardo Boff, Vozes (1986), 199 págs.
Um escrito de primeira qualidade. Boff, com seu jeito ardiloso e contundente, tece firmes e sólidas considerações sobre a igreja que nasce da fé do povo, a chamada "eclesiogênese". Tal fenômeno faz nascer as comunidades eclesiais de base (CEBs). Não poderia faltar a apresentação da teologia defendida pelo autor, a da Libertação (TdL). Embora discorde desta em alguns aspectos, reconheço que Boff a expõe muito bem. Gostei do livro. A leitura contribuiu - e muito - para o esclarecimento de algumas questões sobre o assunto. Muito bom. Recomendo.

25. Em busca da Espiritualidade. Carlos Queiroz, Ultimato/Encontro Publicações (2013), 103 págs.
O segundo livro que leio de autoria do Carlos Queiroz. O registro do primeiro encontra-se na leitura nº 22/2014, aqui no blog. Na obra em questão, Carlinhos propõe-se a refletir acerca da compreensão e prática da espiritualidade, tendo como contexto a mercantilização da fé e o Evangelho da Graça. Além disso, o autor relaciona a espiritualidade com a prática da missão, assinalando que estas são como eixos do amor à Deus, a si próprio e ao próximo, evidenciando isto de forma dinâmica e interdependente. Muito bom. Carlinhos sabe escrever. Uma leitura enriquecedora e agradável. Recomendo.

24. Cidadania no Brasil. José Murilo de Carvalho, Civilização Brasileira (2013), 236 págs.
Uma leitura histórica necessária. Muito bom conhecer os nossos antecedentes históricos. Carvalho sabe muito bem como apresentá-los. Analisa a cidadania no contexto brasileiro, desde os seus primeiros passos (1822-1930), sua marcha acelerada (1930-1964), suas revezes (1964-1985) até momentos seguintes à chamada redemocratização. Nestes períodos o autor realça a incidência, ou não, dos direitos políticos, direitos sociais e dos direitos civis. A conclusão é de tirar o chapéu. Um bom livro. Gostei. Aprendi muito. A leitura vale a pena. Recomendo.

23. Não nascemos prontos! Mario Sergio Cortella, Vozes (2014), 134 págs.
Mais uma deliciosa obra de leitura do cotidiano, de autoria do fabuloso filósofo paranaense, Mario Sergio Cortella. Este livro faz parte de uma série de provocações filosóficas. São ensaios que nos fazem pensar e refletir sobre a vida que temos vivido. Ensina-nos que a nossa humanidade não vem de fábrica, mas é algo que construimos no decurso da vida. Afinal, não nascemos prontos. Um livro definitivamente inspirador. Cortella já ganhou minha admiração pelo modo brilhante com que conduz e compartilha seus pensamentos, além da sabedoria que lhe é peculiar. Recomendo, é claro.

22. Não se desespere! Mario Sergio Cortella, Vozes (2014), 140 págs.
É o primeiro livro que leio do Cortella, e não será o último. Já o acompanhava em suas palestras e entrevistas. Agora terei sua companhia literária. Cortella é um filósofo-educador com reconhecimento e honradez. Nesta obra apresenta inúmeras provocações filosóficas que desnudam a alma e nos tornam seres esperançosos. Um livro que não desejamos a chegada do último capítulo. A leitura vale a pena. Recomendo.

21. Uma carta de consolação. Henri Nouwen, Cultrix (1982), 72 págs.
Já me tornei um leitor voraz do Henri. Um ser-literato fabuloso. Este livro trata-se da carta escrita por Nouwen ao seu pai, após seis meses da morte de sua mãe. A intenção dele é consolar seu pai, bem como a si próprio. Trás reflexões apartir do episódio fatídico, relacionando-o, em certos aspectos e sob determinadas medidas, com a celebração Pascal em um mosteiro nos Estados Unidos, ocasião em que foi escrita a carta. A linguagem é ao mesmo tempo encantadora e envolvente. Um livro-carta que merece ser lido, relido e compartilhado. Leitura obrigatória. Recomendo.

20. Umoja - Transformando comunidades. Francis Njoroge, Tulo Raistrick, Bill Crooks e Jackie Mourandian, Tearfund (2009), 174 págs.
Eis aqui um excelente manual para ações de desenvolvimento e transformação comunitária. Oferece inúmeras oportunidades e possibilidades para  a igreja atuar em parceria com a comunidade, de modo a cumprir sua missão. Gostei das etapas apresentadas, bem como dos modelos sugeridos para fins de elaboração e execução de projetos. Aprendi muito. Uma leitura prazerosa e oportuna, diga-se de passagem. Considero ser de natureza obrigatória para aqueles que compreendem a sua vocação para cuidar de vidas, buscando efetivamente transformá-las. Recomendo, com urgência. Ah, o melhor de tudo é que está disponível no site da Tearfund. Então, não há desculpas para não lê-lo.

19. Pra começo de conversa. Ricardo Gondim, Fonte Editorial / Doxa (2012), 215 págs.
Não há o que falar do Gondim, pois ele já é um autor consagrado e prazerosamente lido. Neste livro que o autor considera como um novelo de ideias, apresenta justamente isso: ensaios que originaram-se de ideias e que uma vez lidos ensejam tantas outras. O estilo literário de Gondim é ácido, mas sublimemente coerente. A leitura vale a pena, mas é claro. Recomendo, obviamente.

18. Nos bastidores dos espíritos. Caio Fábio D'Araújo Filho, edição do autor (1986), 83 págs.
Neste livreto, o querido Caio desfere um golpe no espiritismo. Golpe muito bem dado, diga-se de passagem. Já era de se esperar por isso, afinal é do Caio. Conta-nos a história do famoso médium manauara Héber Soares. Uma história enigmática e aterrorizante em alguns aspectos. Ao final o autor relata a libertação e transformação de Héber através do Evangelho de Jesus Cristo. Um texto revigorante e necessário. A leitura vale a pena. Recomendo.

17. Esperança no meio do caos. Ricardo Gondim, Doxa, 32 págs.
Não é um dos melhores escritos do Gondim. A julgar por alguns erros gramaticais e pela disposição do material, trata-se de uma das primeiras publicações do autor. Contudo, nas páginas deste livreto Gondim já imprime seu estilo literário, ácido e coerente. Em tom pastoral analisa o sofrimento e a esperança, apresentando respostas fundamentalmente bíblicas aos problemas do ser humano. Uma análise interessante.

16. O Stress e a Espiritualidade Integral. Ed René Kivitz, edição do autor (1998), 100 págs.
Mais uma relíquia do Kivitz. A arte de garimpar reserva-nos suas preciosidades e surpresas. O estilo literário do Kivitz é de um encanto fenomenal. Um autor de conteúdo. Neste livro ele escreve em tom pastoral, apresentando percepções e análises acerca do stress e de uma espiritualidade integral. Esta é a resposta para o tratamento daquele, diga-se de passagem. Muito bom. Gostei da apresentação e abordagem. Recomendo, afinal é do Kivitz.

15. Cristianismo e Política. Robinson Cavalcanti, Ultimato (2002), 286 págs.
Mais uma excelente obra do memorável bispo anglicano. Robinson é de uma intelectualidade esplêndida. De forma autêntica e compreensível consegue navegar na e pela história. Admirável, no mínimo. Nesta obra apresenta uma teoria bíblica e prática histórica da relação entre o cristianismo e a política. Analisa histórica e hodiernamente as contribuições e influência da política no avanço do cristianismo, bem como a participação cristã na sociedade política. É possível considerar esta como uma obra clássica acerca do assunto. Muito bom. Aprendi muito. Uma experiência enriquecedora. Recomendo a todos, indistintamente.

14. Religião e Política, sim. Igreja e Estado, não. Paul Freston, Ultimato (2006), 195 págs.
Há muito queria ler este livro. O autor é um exímio pesquisador nesta área. Freston propõe-se a analisar a participação política dos evangélicos. Há, segundo o autor, a incidência da chamada cultura política evangélica. O que, a meu ver, traduz-se por um jeito evangélico de fazer política. Uma realidade penosa e lamentável. Embora reconheça ser necessária a participação de tal grupo na esfera pública, entendo que a política deve ser feita de modo político, ou seja, deve-se ter uma língua pública para lidar com questões públicas, mesmo que em alguns casos ocorra uma influência principiológica e valorativa da religião. Há (e deve existir realmente) diálogo entre a religião e a política. Inaceitável deve ser a relação ou influência entre Igreja e Estado. Freston trabalha isso muito bem. Gostei da linguagem e do estilo literário. Aprendi. Uma leitura muito enriquecedora sobre o tema. Recomendo.

13. Um só Caminho. Caio Fábio, Abba Press (2010), 159 págs.
Este é o resultado daquilo que o Caio rascunhou no opúsculo "O Caminho da Graça para Todos" (ver leitura nº 3/2015, logo abaixo). Quanto ao autor, mantenho as mesmas percepções (os que me acompanham sabem muito bem quais são). Quanto ao livro, as considerações que fiz por ocasião da leitura nº 3 são pertinentes e também as mantenho. Acrescento tão somente que a leitura deste livro é obrigatória, pois trata pura e simplesmente do Evangelho, nada mais que isso. Um livro enriquecedor. Ensina-nos a caminhar no caminho. Recomendo. Um convite aos críticos de plantão, tanto da pessoa do autor quanto daquilo que ele escreve: leiam-no. Digo mais: ame-o. Caso não queira isso, convido-o a simplesmente caminhar com ele no caminho.

12. Missão Integral Transformadora. Vários Autores, Descoberta (2006), 290 págs.
Um livro organizado por Manfred Waldemar Kohl e Antonio Carlos Barro. No total são 10 autores. Bem gabaritados. Escrevem com conhecimento de causa. Gostei do estilo de cada um. Uns mais envolventes que outros, porém todos fundamentam muito bem as ponderações feitas. As referências são excelentes. Destaque para as preciosíssimas indicações feitas por Jorge Henrique Barro ao final do capítulo de sua autoria, a fim de auxiliar o leitor na compreensão da missão integral no contexto urbano. A meu ver, o foco principal do livro é analisar a Missão Integral sob diversas lentes e perspectivas. Aprendi muito. Gostei do capítulo sobre o pentecostalismo e neopentecostalismo no Brasil. A interpretação do autor é muito precisa. Suas considerações merecem ser ouvidas. Muito feliz e agradecido por ter lido este livro. Aos que desejam ler um material bem escrito e fundamentado sobre a Missão Integral, recomendo.

11. Missão Integral em poucas palavras. Rodrigo Bibo de Aquino, BTBook's (2013), 35 págs.
Um breve resumo da chamada Missão Integral, trazendo a lume seus aportes históricos e teológicos. Bem organizado. Linguagem clara. O autor consegue cumprir aquilo a que se propõe. Um trabalho bem fundamentado. Gostei das referências. Um bom material para aqueles que desejam conhecer esta teologia, que, a meu ver, é a mais coerente com a proposta do Evangelho. A teologia da Missão Integral nada mais é do que uma interpretação (que pessoalmente considero ser a mais acertada) do Evangelho. Contudo, este material apenas abre as portas para um profundo e firme engajamento da Igreja a partir da TMI. Diante disso, sugiro um estudo mais acurado sobre o assunto. Ao autor, parabéns pela iniciativa.

10. Igreja: Agência de Transformação Histórica. Robinson Cavalcanti, Vinde/Sepal (1987), 77 págs.
Mais um livro do querido Robinson Cavalcanti, da série Congressos Vinde. Também li, da mesma série e do mesmo autor "Igreja: Comunidade da Liberdade" (ver leitura nº 51/2013). Aprecio muito os escritos deste autor. Alguém que sabe pensar a vida e tudo aquilo que esta traz a reboque. Muito mais do que isso, ensina-nos, com maestria, a pensar. O memorável bispo anglicano Robinson sabe caminhar pela história e leva-nos a compreensão clara do engajamento político-social da Igreja, devendo ser esta uma agência de transformação. A leitura vale a pena. Uma obra fantástica, escrita por alguém que compreendia a sua missão neste mundo. Obrigado, Robinson.

09. Como encontrar a verdadeira paz. Paulo Sérgio Cabral dos Santos, Sinergia (2014), 185 págs.
O próprio autor presenteou-me. Apoio e parabenizo toda e qualquer iniciativa de escrita e publicação. O autor preocupa-se em apresentar aquilo que considera ser uma proposta de Jesus Cristo para as nações, a saber, a paz. Num primeiro momento, o título pareceu-me muito pretensioso. Porém, por conhecer o autor e por ter lido o texto na íntegra, tal concepção foi desfeita. Há um excesso de citações, que em alguns momentos tornam-se repetitivas e desnecessárias. A linguagem é clara e direta, mas algumas partes precisam ser revistas e reformadas. A disposição de tópicos e subtópicos carece de uma atenção especial. Por vezes não há uma concatenação de ideias e abordagens, o que afeta a compreensão do leitor quanto ao assunto em questão. Tenho que confessar que não concordo com algumas questões apresentadas pelo autor. A despeito disso, acredito que suas intenções são as melhores.

08. Votos, primícias, ofertas e dízimos. Josué Nauar de Araújo, edição própria (2013), 133 págs.
Fui presenteado pelo próprio autor, com quem desfruto de laços fraternais. Atualmente pastoreia a Igreja Assembléia de Deus na cidade de Tracuateua/PA. De pronto, parabenizo-o pela coragem em abordar tal temática, pois reconheço ser uma tarefa árdua. São temas polêmicos, realmente. O ponto central é conceituar e diferenciar votos, primícias, ofertas e dízimos, levando  o fiel a honrar a Deus com aquilo que possui. Não concordo com algumas ponderações feitas pelo autor, confesso. Pessoalmente tenho percepções que divergem do que foi exposto e proposto. A despeito disso, o texto é de linguagem acessível e clara, valendo-se de inúmeras referências bíblicas. A meu ver, algumas destas são de difícil interpretação e compreensão, diga-se de passagem. Por isso sugiro um estudo mais detalhado. A iniciativa da abordagem é muito boa, diante da escassez de material sobre o assunto.

07. Mobilização da Igreja. Isabel Carter, Tearfund (2004), 52 págs.
Mais um guia da série PILARES, publicada pela Tearfund. Isabel mantém o estilo simples e profundo em sua abordagem, a exemplo de outro guia que escreveu (ver leitura nº 5/2015, abaixo). Neste guia ela incentiva a Igreja a compreensão de sua missão, que não limita-se ao anúncio e ensino das verdades bíblico-espirituais, mas também está diretamente relacionada ao seu envolvimento nas comunidades. De modo a promover amor, justiça e libertação. Uma Igreja que sinaliza o Reino de Deus e envida esforços para o desenvolvimento tanto de indivíduos quanto de comunidades. Uma visão da Igreja como ela realmente deve ser. Uma Igreja no chão da vida, da vida como ela é. Sou grato a Deus por ter lido esse guia. Isabel e Tearfund, obrigado. A leitura é enriquecedora. Recomendo.

06. Podeis beber o Cálice? Henri Nouwen,  Loyola (2002), 95 págs.
Nouwen, padre holandês, foi alguém extremamente virtuoso. Até os seus últimos dias de vida trabalhou em uma comunidade com pessoas portadoras de deficiência mental, na cidade de Toronto, no Canadá. Seus escritos são encantadores. Linguagem clara e edificante. Neste livro, Nouwen propõe uma reflexão em torno da vida, a partir de três ações eucarísticas SEGURAR, ERGUER e BEBER o cálice da vida. Fantástico! Um convite a celebração. Muito bom. Leitura obrigatória. Recomendo.

05. Mobilização da Comunidade. Isabel Carter, Tearfund (2003), 52 págs.
Trata-se de um guia da série PILARES, publicada pela Tearfund. De forma empolgante, Isabel examina a questão processual da mobilização comunitária, que deve ocorrer a partir de encontros de treinamento e significativa atuação tanto de facilitadores quanto de motivadores. A autora motiva-nos ao engajamento comunitário, a fim de promover transformações que beneficiem a todos, pessoas e comunidades. Muito bom. Elucidativo e primoroso. Aos que entendem que esta é a missão da Igreja, recomendo.

04. Uma força em movimento. Erwin McManus, Garimpo (2009), 255 págs. 
Que bom conhecer o Erwin. Um pastor formidável. Um visionário. Lidera a Comunidade Mosaic, em Los Angeles. Erwin fala sobre a espiritualidade que deve transformar a cultura. Para ele, a instituição Igreja deve ser uma força em constante movimento. Uma força que transforma o mundo. Uma proposta de engajamento do cristão junto a comunidade. Uma proposta de amor a todos, sem distinção. A Igreja deve cumprir sua missão, priorizando uma vida de relacionamentos acima de normas ou métodos religiosos. De modo a penetrar na cultura, transformando-a. Puxa, quanta coisa boa nesse livro! Aprendi muito, mesmo. Um desafio à transformação social. A leitura vale a pena. Um livro que além de ser lido, relido, compartilhado, discutido, deve ser praticado. Recomendo, com urgência.

03. O Caminho da Graça para Todos. Caio Fábio, Caminho da Graça, 24 págs.
Ler Caio Fábio é um refrigério para a alma inquieta. Neste opúsculo Caio apresenta as razões de ser e existir a Estação do Caminho da Graça, uma proposta de vivência integral da fé pessoal e comunitária, a fim de confrontar a ideologia de poder do próprio sistema institucional da igreja. De modo a cuidar, amar, fortalecer e nutrir aqueles rejeitados, ignorados ou decepcionados com o aludido sistema. Um retorno a simplicidade do Evangelho. Bravo! A leitura vale a pena, mesmo. Alegrei-me e encontrei vigor para continuar a caminhar pelo caminho da Graça e a achar Graça no caminho. Aos que desejam também caminhar juntos no caminho, recomendo. Ao amigo Douglas Menezes minha gratidão por ter garimpado esta preciosidade e ainda por tê-la compartilhada.

02. O bom ladrão. Fernando Sabino, Ática, 62 págs.
A primeira vez que leio Sabino. Gostei da experiência. Há traços do estilo machadiano. Em certo aspecto, trata-se de uma símile do que o mestre Machado trata em Dom Casmurro. Esta novela de Sabino é um convite a leitura do conto machadiano, inclusive. Uma leitura prazerosa e enigmática, porém suave. Sabino sabe ser estiloso. O enredo é de fatos e personagens cleptomaníacos. Bem interessante. Gostei. Recomendo. Agradeço a Juliana Souza, carinhosamente chamada de Julianinha, por compartilhar esta leitura envolvente.

01. O Reino de Deus está em vós. Liev Tolstói, BestBolso, 335 págs. 
A primeira leitura do ano. Um clássico, pra começar em grande estilo. Tolstói, escritor russo, viveu em um tempo não muito diferente daquele que vivemos atualmente, corrupto e corruptor, cheio de injustiças, onde aqueles que possuem algo oprimem aqueles que nada têm. Um caos social. Tolstói escreve de forma temível, indignado com a realidade de seu tempo, delatando os opressores, amantes do mal e da maldade, homens sanguinários e violentos. Ao final, apregoa a verdade de que "o único sentido da vida é servir a humanidade, colaborando para o estabelecimento do reino de Deus'. Bravo, Tolstói. É isso mesmo. Uma obra espetacular. Recomendo a leitura aos que entendem que o reino de Deus está em nós e, portanto, devemos sinalizá-lo hoje, agora.

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