segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minhas Leituras em 2014

57. O sorriso escondido de Deus. John Piper, Shedd Publicações, 192 págs.
A última leitura do ano. Este é o segundo livro da série intitulada "Os cisnes não estão silenciosos", de autoria do Piper. Um reconhecido autor, diga-se de passagem. Nesta obra, analisa o fruto da aflição na vida de John Bunyan (1628-1688), William Cowper (1731-1800) e David Brainerd (1718-1747). Bunyan era batista, Cowper era anglicano e Brainer congregacional. Piper após situar o leitor no momento histórico de cada um destes, tece firmes e significativas considerações sobre a vida de sofrimento, serviço, insanidade, infelicidade e missão dos mesmos. Algo fascinante. Chega a empolgar a alma. No final, Piper apela para que sigamos o rasto frutífero dos cisnes sofredores. Bravo. Uma leitura muito produtiva. Diria, extraordinária. Recomendo. Ao amigo Pr. Paulo Sousa, minha gratidão pela lembrança e oferta. Agora, vou aguardar o primeiro livro da série.

56. A opção. Wesley W. Cavalheiro, edição própria, 68 págs.
Mais um do Cavalheiro. Neste, escreve sobre a arte de escolher caminhos e se entregar com paixão a uma missão. A narrativa gira em torno da experiência vivida pelo autor a bordo de uma embarcação. Ele é Oficial da Reserva da Marinha. Gostei do desenrolar da escrita e da experiência. Cavalheiro apresenta uma metodologia para nortear o processo de tomada de decisões, da escolha da opção certa para o caso concreto. Aprendi. Um bom livro. Recomendo.

55. Espiritualidade, a fronteira da plenitude. Wesley W. Cavalheiro, edição própria, 87 págs.
O autor não conheço. O livro ganhei por ocasião de minha participação no SEDEC, no CADI, em Fazenda Rio Grande/PR. O autor foi feliz em convidar os amados pastores Edson Barbosa e Maurício Cunha para apresentar e prefaciar o livro, respectivamente. São dois homens de uma humanidade extraordinária. Quanto ao livro em si, o autor discorre com tranquilidade acerca do tema da espiritualidade, valendo-se de uma boa fundamentação. Porém, o capítulo intitulado "Jornadas alternativas para a plenitude", a meu ver, não ficou muito claro e não consegui associá-lo com o tema proposto. Além disso, a disposição do conteúdo não ajuda muito. Sugiro uma revisão no texto e na diagramação. A despeito disso, o autor tem conteúdo e dialoga bem naquilo a que se propõe. 

54. A igreja, o país e o mundo. Robinson Cavalcanti, Ultimato, 158 págs.
Puxa, esse é um daqueles livros que você deseja que a leitura não termine. É o segundo livro que leio do autor, que a exemplo do primeiro - "Igreja: comunidade da liberdade", ver leitura nº 51/2013 - é de suscitar admiração pelo conteúdo e a forma escrita. O bispo Robinson Cavalcanti (in memoriam) dispensa apresentações. Nesta obra apresenta desafios a uma fé engajada. Promove esperança e incentivo para a construção de um cristianismo integrado e integral, de modo que faça sentido para o homem, em todas as esferas da sociedade. Um cristianismo relevante e, por conseguinte, uma igreja relevante. Aprendi muito. Gostei ainda do apêndice apresentado no final do livro, onde há uma série de perguntas feitas ao autor de temas relacionados ao livro. É possível conhecer um pouco mais do autor e de suas percepções. Enfim, um livro pra ser lido, relido, pensado, repensado e recomendado, é claro.

53. As origens da adoração cristã. Larry W. Hurtado, Vida Nova, 158 págs.
O autor se propõe a analisar o caráter da devoção no ambiente da igreja primitiva. Logrando êxito em sua jornada. Um livro bem fundamentado, são 18 páginas de referências, conferindo credibilidade tanto ao autor quanto a obra em si. Hurtado, com muita propriedade, contextualiza o cenário cúltico das comunidades cristãs de base. Em um capítulo a parte, analisa aquilo que chama de formato binário da adoração cristã primitiva. Algo interessante, porém, a meu ver, desconexo com o objetivo do livro. A despeito disso, o autor tem conteúdo e a leitura do livro vale a pena. Recomendo.

52. Teologia da Adoração. Eliel Batista, Fonte Editorial, 148 págs.
O autor é pastor na Igreja Betesda de São Paulo, onde pastoreia o ministério de música. É do mesmo convívio que o querido Ricardo Gondim. Daí é de se esperar coisa boa. Eliel escreve com propriedade. Usa linguagem clara, direta e precisa. Aprendi muito. Minha compreensão da adoração ganhou reforço. Gostei das assertivas do autor. Ao final da leitura, não tive como discordar daquilo que Gondim falou no prefácio, "Eliel nos brinda com vinho novo - e da melhor qualidade." Um excelente livro. Recomendo, é claro.

51. De pastor a pastor. Hernandes Dias Lopes, Hagnos, 167 págs.
Excelente livro! Por incrível que pareça, é o primeiro livro que leio do Hernandes. Comecei bem, muito bem. Um livro de conteúdo fabuloso. Bem escrito. Bem apresentado. Um pastor que escreve para pastores. Hernandes me fez refletir muito acerca do ministério pastoral. Ele apresenta máximas que retratam a realidade da classe pastoral. A leitura deste livro é libertadora e encorajadora. A cada linha, pedi a Deus que eu seja um pastor segundo o seu coração e cumpra cabalmente o ministério para o qual fui chamado. Obrigado ao amigo Mardones Alves, um pastor que procura ser pastor realmente, pelo presentaço e por me aproximar do querido Hernandes. Ambos, autor e livro, são realmente bons. Recomendo.

50. Política segundo a Bíblia. Wayne Grudem, Vida Nova, 191 págs.
Um bom livro. Um livro bom. Trata-se de uma edição parcial feita pela Vida Nova da obra que Grudem publicou em inglês. Embora não tenha aprovado a capa escolhida para esta edição brasileira, o conteúdo me fascinou. O autor apresenta alguns princípios, que em sua percepção todo cristão deve conhecer. A despeito da forma em que estão dispostos tais princípios (ora explícitos, ora implícitos), os considero essenciais para a construção da mentalidade e o consequente envolvimento político da Igreja. Gostei da linguagem, clara e firme. Grudem merece ser lido. Sua voz precisa ser ouvida. Gostei. Recomendo.

49. O Sagrado da Política. Ronaldo Sathler-Rosa, Fonte Editorial, 122 págs.
Um excelente livro. Bem documentado. Bem escrito. Com bibliografia rica e precisa. O autor propõe-se a analisar a dimensão esquecida na prática cristã, a saber, o papel sócio-político da Igreja. Uma proposta para que ela torne-se uma espécie de sal politico (Quem lê, entenda). Sim! Uma comunidade de fé que tenha um engajamento político, que saiba dialogar com os fatos sociais, busque e propague um mundo ético, preocupe-se com o cotidiano. Uma Igreja no chão da vida, da vida como ela é. Bravo! Aprendi muito. A leitura contribuiu, e muito, para as minhas pesquisas sobre o assunto. Recomendo, claro!

48. Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade. Julio Severo, edição do autor, 31 págs.
Quem é Julio? Quem é Severo? Enfim, quem é Julio Severo? Esse tal de Severo propõe-se neste livreto a destronar a chamada Teologia da Missão Integral. Não obtendo êxito, diga-se de passagem. Sendo leviano em suas colocações e interpretações, tenta macular a imagem de pessoas como Ariovaldo Ramos, Caio Fábio, Robinson Cavalcanti, Ricardo Gondim, Ed René Kivitz e ainda de Marina Silva, considerados expoentes e defensores da TMI. Severo não se identifica, não sabe dialogar, analisa fatos isolados, a fim de dar execução ao seu plano diabólico, a saber, o de destronar a aludida teologia. Severo não sabe escrever. Como escritor ele é um excelente acusador. Julga-se um profeta a exemplo de João Batista. Quanto devaneio para um homem só. Triste. Lamento por ter lido tanta tolice. Não recomendo.

47. Políticas de Deus e Políticas dos Homens. Jacques Elul, Fonte Editorial, 216 págs.
Ufa, enfim terminei a leitura! Um pouco maçante, mas pertinente e oportuna. Um livro que trata os atos de política e religião, a partir da análise de alguns personagens do segundo livro dos Reis. Interessante, confesso. Contudo, esperava mais. A despeito disso, a interpretação dada pelo autor dos fatos e personagens em questão é enriquecedora. Um bom livro. Um livro bom.

46. Por Muitas Mãos. Cadernos de Cidadania Cristã. Mauricio Cunha et al. Rede Evangélica Paranaense de Ação Social (REPAS), 30 págs.
Puxa, é esse tipo de publicação que é digna de admiração e compartilhamento. Excelente iniciativa da REPAS. Material escrito por sete autores, atuantes na luta por justiça, pela sinalização do Reino de Deus. Um dos autores é meu dileto amigo e companheiro de luta por um Brasil transformado, Mauricio Cunha. Suas qualidades de escritor são realçadas e provocam no leitor inquietações e desafios, como já é de costume. Ele é bom. Os demais textos, embora não conheça seus autores, são portadores de verdades e úteis para reflexão e mudanças. Acredito ser imprescindível a leitura deste material, sobretudo para o cristão que reconhece ser sua a responsabilidade para com sua cidade, realizando o controle social, a partir da participação política (é isso mesmo, o cristão também deve exercer a participação política). Para um melhor entendimento acerca desta participação ou da chamada cidadania cristã, recomendo a leitura deste material. Aos que desejarem lê-lo, é possível fazer o download no site http://repas.org.br/.

45. Os Evangélicos e a Transformação Social - Cultura Cidadã e Democracia Participativa. Vários autores. Aliança Cristã Evangélica Brasileira, 40 págs.
Eis uma cartilha pra ser lida, relida, pensada, repensada e compartilhada em todo tempo, em especial nestes dias que antecedem as eleições. Escrita por seis mãos, as de Daniel de Almeida e Souza Jr., as do Lyndon de Araújo Santos e as do Rev. Mauricio Amazonas, cada um escreve com muita propriedade, a partir de suas experiências e percepções da vida. Gostei da escrita e da disposição das ideias. É imprescindível que os evangélicos assumam seu papel, enquanto agentes de transformação social, participando ativamente das questões atinentes a sociedade. Parabéns a ACEB, pela iniciativa. Parabéns a tríade autoral, pela clareza no registro e sensibilidade na transmissão literária. Aqueles que desejem ler este precioso material segue o link para download: http://www.aliancaevangelica.org.br/cartilhacidada2014/. Ah, não esqueçam de compartilhar. Vamos transformar o mundo!

44. O segredo judaico de resolução de problemas. Nilton Bonder, Imago, 168 págs.
Mais um livro do Rabino Nilton Bonder. Mais uma excelente abordagem. Texto bem escrito. Linguagem polida e clara. Suscita admiração. Bonder analisa a tradição judaica, suas particularidades e contemporaneidade. Seguindo uma organização que lhe é própria, Bonder divide seu estudo em quatro parâmetros ou problemas, a saber: problema literal, problema metafórico, problema alusivo e problema secreto. As conclusões a que chega é de "cair o queixo" e "tirar o chapéu". Enfim, o livro merece ser lido e suas ponderações observadas. Bonder não decepciona. Recomendo, é claro.

43. Histórias sem data. Machado de Assis, Civilização Brasileira, 210 págs.
O Mestre é brilhante. É de tirar o fôlego. Cada história emocionante e envolvente. Nesta obra, a meu ver, "A Igreja do Diabo", "O lapso" e as "Academias de Sião" caracterizam muito bem o estilo machadiano. Simplesmente, fabuloso! Machado nos brinda com mais uma excelente literatura. Ficou curioso pra saber quais são as histórias que ele conta? Sério? Então, leia e encante-se por ele, pelo Mestre. Recomendo.

42. Vocacionados. Ronaldo Lidório, Betânia, 48 págs.
Um livrete sensacional! Bem organizado. Bem escrito. Linguagem clara e direta. Lidório escreve com coração de pai, amigo e pastor. Assevera que todos são vocacionados para servir a Cristo. Embora, cada um tenha uma chamada para o exercício de um ministério específico. Muito bom. Um texto para ser lido, relido e compartilhado. Sendo assim, recomendo.

41. Para Vós e para Vossos Filhos. Paulo Roberto Batista Anglada, Knox Publicações, 63 págs.
Muito melhor que ganhar um livro de um amigo, é ganhar um livro de um amigo que colheu o autógrafo do autor. Dr. Solerno Gueiros, obrigado! Bem, o livro trata acerca do batismo cristão, enfocando o batismo infantil. Assunto este que ganha destaque no cenário teológico, em virtude de inúmeras objeções de sua prática em algumas igrejas. Anglada caminha seguramente por este terreno, dispondo fundamentadamente as assertivas sobre o aceite do tema em questão. Afirma conclusivamente aquilo que, a meu ver, é esquecido e/ou ignorado por muitos, a saber: "O batismo cristão não é um atestado de salvação: nem todos os batizados são necessariamente salvos. Não é meio de salvação: ele não opera a salvação da alma. Nem é essencial à salvação, embora deva ser praticado em obediência a Cristo." Excelente construção bíblico-teológica. Aprendi muito. Reconsiderei minhas convicções acerca do assunto, confesso. Recomendo, é claro.

40. Contaminação Espiritual. Alcione Emerich, Hagnos, 290 págs.
Puxa, que livro! Não conhecia o autor, tampouco o livro. O li por indicação de um colega, numa de nossas conversas nas dependências da Instituição que somos membros. A afirmativa que Alcione faz e que figura como subtítulo da obra, é impactante e reveladora, a saber: "No passado, muitos morreram PELO cristianismo. No presente, milhares morrem DE cristianismo." Triste, mas é a pura verdade. Até que ponto chegamos! O autor mostra que o espirito da religiosidade tem causado danos à igreja, contaminando os filhos de Deus. Para uma clara compreensão, Alcione utiliza a parábola do filho pródigo, a fim de relacionar o espirito da religiosidade na vida do filho mais velho e na do filho mais novo, o pródigo. Deus nos guarde desse espírito. Uma leitura edificante. Linguagem clara e precisa. Bom livro. Recomendo.

39. A Bíblia que Jesus lia. Philip Yancey, Vida, 199 págs.
Yancey é um excelente escritor, inegavelmente. A abordagem que faz acerca dos livros do Antigo Testamento (Jó, Deuteronômio, Salmos, Eclesiastes e dos Profetas) é fabulosa. Analisa, questiona, pondera e encanta. Esperava uma abordagem de outros livros do aludido testamento, confesso. De qualquer forma, o livro não perde o seu valor e encanto bíblico-literário. Aprendi muito. Recomendo, é claro.

38. Antes de dizer SIM. Jaime Kemp, Mundo Cristão, e-book, 150 págs.
É o primeiro livro que leio do Jaime Kemp. O li por recomendação do querido amigo, Pr. Antônio Carlos. E ainda, é o primeiro livro que leio juntamente com elA, Aline. Respondemos os exercícios, discutimos algumas questões, fizemos algumas ponderações interessantes e necessárias. Gostei da experiência. Excelente. Kemp apresenta um guia tanto para noivos quanto para conselheiros. Recheado de experiências, fundamentação bíblica e sugestões bem interessantes, o livro ajuda aqueles que aspiram a vida conjugal. Bem organizado e com uma linguagem acessível para o público a que se propõe. Gostei. Ops, gostamos. Recomendo. Ops, recomendamos!

37. As 5 linguagens do Amor. Gary Chapman, Mundo Cristão, 208 págs.
O livro por si só já dispensa qualquer tipo de apresentação. Um clássico. O autor, por sua vez, acredito ser um dos mais lido e reconhecido na área de relacionamento. Este é o terceiro que leio dele (ver leitura nº 47/2013 e nº 23/2014). Um livro que fala ao coração que sente e ama. Suscita esperança para quem acredita no amor, na conjugalidade de duas vidas que se amam. O autor desafia o leitor a descobrir qual é a sua linguagem de amor primária, bem como a do seu cônjuge, de modo a expressar compromisso de amor um para com o outro. Os casos assistidos e contados pelo autor, ajudam a uma melhor compreensão das cinco linguagens do amor. Muito bom. Aprendi. É claro que elE irá compartilhar com elA, a amada de sua alma. Agradeço ao amigo Adamus Vasconcelos, pelo presente pra lá de especial e oportuno (quem lê, entenda). A amizade é algo divino, revelado e compartilhado com o ser humano.

36. O Reino entre Nós. Maurício Cunha e Beth Wood, Ultimato, 138 págs.
Sempre é bom reler um excelente livro, pois é possível extrair algo que não tínhamos atentado no primeiro contato. O li em meados do ano passado (ver leitura nº 45/2013). O reli para produzir uma resenha do mesmo, em atendimento a uma das exigências para participar do Seminário de Desenvolvimento Comunitário (SEDEC), promovido pelo Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI). Preservo as mesmas considerações já feitas por ocasião da primeira leitura. Diria ainda que para aqueles que desejam realizar um trabalho de assistência e desenvolvimento integral junto as comunidades, por meio da vivência e proclamação do evangelho, a leitura deste livro é obrigatória. Fornece orientações quanto ao modo de ação, visão, princípios e valores. Os autores, engajados na ação de amor ao próximo, suscitam esperança e estímulo para a prática do bem. Fazer o bem, sinalizar o reino de Deus, envolver-se com os pobres, eis a nossa missão, enquanto Igreja. Despertemos, afinal o reino está entre nós! Recomendo, é claro.

35. Memórias de um Pastor. Eugene Peterson, Mundo Cristão, 348 págs.
Não tenho o que falar do Eugene Peterson. Não que me faltem as palavras, é que as considero insuficientes para descrever este autor brilhante, que também figura como um dos meus pastores literários. Peterson escreve com o coração. Nos fala com a alma. Em suas memórias, conta como ocorreu o seu processo de formação pastoral e a descoberta desta vocação. É de tirar o folego, confesso. A história de vida do Peterson suscita-me admiração e gratidão. Admiração por ele ter sido sensível e pronto ao chamado divino para cuidar de vidas. Gratidão por ter compartilhado suas experiencias como pastor da Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, em Maryland (EUA), carinhosamente chamada, em seu estado embrionário, de Igreja Presbiteriana da Catacumba. Aprendi muito. Agradeço ao amigo Jonathas Farias pelo presente. Ter amigo nos promove esses momentos de celebração. Bem, um excelente livro que merece ser recomendado, sem dúvida.

34. Gente cansada de Igreja. Israel Belo de Azevedo, Hagnos, 118 págs.
Mais um texto deste cativante autor. Gosto do seu manejo literário. Da exposição direta de muitas verdades escamoteadas pelos famigerados líderes religiosos. Neste opúsculo, Pr. Israel nos fala em tom esclarecedor, despertativo e ainda exortativo. Esclarece os motivos que levam muitos a cansarem-se da Igreja. Desperta-nos para esta triste e lamentável realidade da Igreja, que muitas vezes é ignorada. Finalmente, exorta-nos a resgatarmos o verdadeiro sentido de ser Igreja, do viver em comunidade, do relacionar-se uns com os outros. Fabuloso! A leitura vale a pena, é enriquecedora. Através desta, minhas convicções de fé foram reforçadas e estou mais certo de que não tenho interesse em pertencer ao grupo daqueles que se cansam da Igreja. A Igreja continua sendo o melhor lugar onde se pode estar, já disse o autor. Recomendo.

33. Igreja. Acabou? Israel Belo de Azevedo, Hagnos, 205 págs.
O segundo livro que leio do autor. Uma abordagem devidamente fundamentada, com linguagem clara, bíblica e acessível. O autor discorre, baseado em alguns textos neotestamentários (Atos 2. 42-47, especialmente), acerca da Igreja. Assinala que embora o ser humano, amiúde, interfira prejudicialmente em sua estrutura, visando fins escusos de poder, esta não acabou. Pelo contrário, a Igreja - a verdadeira - continua sendo uma comunidade, um lugar de relacionamentos. A despeito daquilo que fazem com a igreja, esta continua sendo o melhor lugar onde se pode estar. Excelente leitura. Apenas senti falta da introdução, conclusão e das referências bibliográficas (aprecio tais elementos), apesar do autor ter disposto muito bem os capítulos e deixar bem claro seus objetivos. Isso não me impede de recomendar tanto o autor quanto o aludido texto.

32. Justiça generosa. Timothy Keller, Vida Nova, 205 págs.
Puxa, que livro! É de tirar o fôlego. Apenas não gostei das notas no final de cada capítulo, prefiro lê-las no rodapé da respectiva página. A despeito disso, o autor é preciso e firme em suas ponderações sobre a justiça. Caminha por algumas definições e acepções do termo e ainda de temas correlatos, chegando a assinalar que a vida cristã inevitavelmente desemboca numa vida de justiça, de doação ao outro, de identificação com o pobre. Keller nos convida ao exercício de uma justiça social, onde considera-se a integralidade do ser humano. Um convite para a reforma social. Agradeço a Deus pela oportunidade de ler esse livro. Espero compartilha-lo com o maior número de pessoas possível. Muito mais que isso, espero viver uma vida promotora da justiça e da graça divina. Recomendadíssimo.

31. Fariseus e Saduceus, hoje. Ricardo Gondim, Abba Press, 32 págs.
Acredito ser este o primeiro livro do Gondim. O que me faz ser ainda mais grato a Deus por tê-lo lido. Gondim, com um estilo que lhe é próprio, apresenta o perigo do legalismo e da hipocrisia eclesiástica. Faz isto a partir da figura dos fariseus e saduceus, que eram grupos ou seitas existentes no tempo de Jesus. Uma abordagem simples, direta e enriquecedora. Gondim neste opúsculo nos convida a reflexão. Refletir nosso comportamento, visão cristã e compreensão teológica. Aprendi muito. Ao final da leitura desejei o livramento divino da aproximação de tudo aquilo relacionado ao farisaísmo e/ou saduceísmo. Recomendo a você que também deseja tal livramento.

30. Memórias de um Sargento de Milícias. Manuel Antonio de Almeida, Edições da Câmara dos Deputados, 258 págs.
Uma leitura prazerosa. Um livro bem formatado. Bem organizado. Afinal, trata-se de uma edição feita pela Câmara dos Deputados. Era o mínimo esperado. O autor é muito dinâmico, transita pelo texto com uma esperteza que lhe é própria. Enigmatiza os personagens. Suscita suspense (o coração salta em disparada a cada nova trama). Gostei do enredo. O autor é bom nisso. Fiquei intrigado apenas com o desfecho de Vidinha e seus familiares, parece-me que o autor esqueceu destes. A despeito disso, tais memórias me encantaram. Gosto de literatura. Se for brasileira, melhor ainda. Aprecio um bom literata. Se for brasileiro, melhor ainda. Recomendo.

29. O que eles estão falando da Igreja. Vários autores, Fonte Editorial, 142 págs.
Um livro altamente intelectual. Escrito por autores habilidosos e profundos conhecedores da matéria. Destaque para os artigos do marcante Paulo Brabo e do amável Ricardo Gondim. São artigos precisos e devidamente fundamentados. Um retrato da Igreja no Brasil. A linguagem é rebuscada - ou diria demasiadamente intelectualizada - porém não perde o valor e a devida significação. Um livro de conteúdo. Aos que desejam aprofundar-se no tema, recomendo.

28. Temos Esperança. Jorge Atiencia e Ziel Machado, ABU Editora, 93 págs.
Um bom livro. Escrito com seriedade por quatro mãos, as do equatoriano Jorge Atiencia e as do brasileiro Ziel Machado. Não conhecia o estilo meditativo e coeso de Atiencia, mas gostei desse primeiro contato. Já o estilo literário de Ziel conhecia e continuo apreciando, pois com uma pitada de bom humor acompanhado de uma análise profunda e bíblica, ele retrata a realidade da igreja no Brasil e enche de esperança o cristão, para que continue a olhar para o Cristo, sinalizando o seu Reino entre nós. Excelentes reflexões do texto apocalíptico. Aprendi muito. Recomendo.

27. Nasce uma Igreja. Ed René Kivitz, Sepal, 262 págs.
Puxa! Estou muito feliz por ter encontrado e lido o primeiro livro do Ed René Kivitz. Aqueles que me acompanham sabem que além de ser um dos meus autores prediletos, Kivitz também figura no rol de meus pastores literários. Bem, o livro é inegavelmente muito bom. Trata-se de um comentário genuinamente bíblico. Em sua abordagem, o autor é simples, direto e inteligente. Kivitz nos brinda com uma análise clara e dinâmica de uma das cartas de Paulo, o apóstolo, a Igreja na cidade de Corinto. Após ter lido outros livros do Kivitz, e ao ter lido esse seu primeiro, assinalo que a cada publicação ele tem preservado a coerência literária e o fervor pastoral. A exemplo dos demais, o primeiro também me cativou. Agradeço a Deus por tê-lo lido. Agradeço ainda a Rodrigo Tinoco, um ilustre desconhecido que propiciou-me lê-lo. Uma leitura enriquecedora. Aos amantes de um bom comentário bíblico e de um excelente autor, recomendo.

26. Igreja, agente de transformação. Vários autores, Missão Aliança/Ediciones Kairos, 274 págs.
Uma obra sem comparação. Portadora de preciosidades, de valores para a vida. Escrita por autores hispânicos e brasileiros. Excelentes autores, diga-se de passagem. Escrevem com conhecimento de causa. Uma bagagem invejável, confesso. Dentre os tais destacam-se o amável Ziel Machado, o brilhante Carlinhos Veiga e o querido Robinson Cavalcante (in memoriam). Brasileiros entre nós. Agradeço a Deus por isso. A participação deles e de outros autores como René Padilla, Samuel Escobar e Pedro Arana (defensores latino-americanos e principais referenciais da teologia da missão integral-TMI), realça a preciosidade do texto e concede credibilidade ao tema em foco, a saber, missão integral. Um texto para ser lido, relido, pensado, repensado, praticado e contextualizado. Excelente. Aos que desejam ser igreja como igreja realmente deve ser, recomendo.

25. Espiritualidade no Mundo Corporativo. Ed René Kivitz, Universidade Metodista de São Paulo, Dissertação de Mestrado, 141 págs.
Se do Kivitz devemos ler até postagens nas redes sociais, imagine dissertação de mestrado. Uma produção acadêmica muito pertinente, bem segura e documentada. Kivitz escreve muito bem. Embora não seja em tom pastoral, consegue cativar qualquer espécime de leitor, inclusive aquele não envolvido na seara acadêmica. Acredito que por conta da pertinência do tema nos dias hodiernos. A compreensão do movimento da espiritualidade no mercado de trabalho, no mundo corporativo é fantástica. Ótima sacada. Kivitz suscita reflexão. Desafia-nos a conceber o ambiente do trabalho como oportunidade de compreensão do ser, do criar-se, do reinventar e da contemplação do sagrado. Muito bom. A leitura vale a pena. Recomendo.

24. Confissões do Pastor. Caio Fábio D'Araújo Filho, Record, 487 págs.
Há algum tempo desejava ler as confissões do Caio, sob forte e empolgante indicação do amigo Igor Cunha. Obrigado, amigo. Caio Fábio revela quem é, sem importar-se com represálias ou algo semelhante. Uma história de vida, aventura, conversão, pastorado, amor ao próximo e coragem. Coragem de dizer o que pensa. A meu ver, Caio é coerente, apesar dos fatos ocorridos após a publicação de suas confissões. Fatos que tencionaram denegrir sua pessoa, sobretudo sua função pastoral. Fico feliz pela frustração de tais planos, pois ouso dizer que Caio Fábio é mais humano que muitos pastores da atualidade, que julgam-se imunes ao erro ou ainda divinizados em função do sacerdócio a eles entregue. Minha alma chora e indigna-se por alguns não levarem a sério a missão de cuidar de vidas, tratando-as como objeto, mercadoria, um meio para alcançar fins escusos de locupletamento. Deus me livre disso! Sou grato a Deus por ter lido essas confissões. Me ajudaram a questionar alguns pontos que a religião considera inquestionáveis. Aprendi muito com a história de vida do Caio Fábio. Aos que reconhecem que Deus ainda instrumentaliza homens, de modo que as suas histórias têm algo a nos ensinar, recomendo.

23. O que não me contaram sobre o casamento, mas que você precisa saber. Gary Chapman, Mundo Cristão, 168 págs.
Sensacional! Um livro que renova, esclarece e desafia, pra começo de conversa. O autor dispensa comentários. É brilhante. Escreve com propriedade e conhecimento de causa. Compartilha de suas experiências conjugais e ainda de alguns casos que acompanhou, enquanto terapeuta familiar. Chapman é fascinante nas exposições que faz. São ricos e necessários conselhos. Todos pertinentes. Aprendi muito. Espero aplicá-los juntamente com a amada de minha alma, Aline, na vivência de nossa conjugalidade. Sou eternamente grato ao amigo Francisco Helder, pela recomendação pra lá de preciosa. Valeu, meu caro! Recomendo, é claro.

22. Ser é o bastante. Carlos Queiroz, Encontro, 226 págs.
Fabuloso! Carlinhos Queiroz é brilhante em sua análise do sempre impactante e cativante Sermão do Monte. O autor é cearense e escreve de um jeito que lhe é peculiar. Muito bom. Uma apresentação do Evangelho, do Cristo, da vida. A partir disso, Carlinhos nos mostra que ser alguém semelhante ao Cristo é o bastante. Reconfortante, pelo menos. A simplicidade e beleza do Evangelho me fascinam. Um livro pra ser lido e refletido. Obrigado ao caro Thiago Almeida, pela preciosa indicação. Recomendo.

21. A sabedoria de perdoar e perdoar-se. Emma Martínez Ocaña, Fundação Betânia, 34 págs.
Um estudo bem organizado e com ponderações coerentes, bem fundamentadas. A autora discorre brilhantemente acerca da importância do perdão, do longo processo a que se submete e ainda da necessidade de crença neste elemento da vida. Muito bom. Uma linguagem clara e direta. Recomendo.

20. Perdão, o caminho da felicidade. Nelson Moraes, e-book, 38 págs.
Eis uma publicação espírita abordando um tema que transpõe os limites religiosos e/ou da igreja institucionalizada. Perdão, um tema para a vida. O autor não mede palavras, vai direto ao ponto. Portador de uma linguagem simples, mas não sem valoração, discorre sobre fatos e situações que circundam o perdão. Um opúsculo prático. Gostei. Recomendo, porém apenas àqueles que sabem tirar as espinhas do peixe (quem lê, entenda).

19. Conversas no Caminho. Ricardo Barbosa, Encontro, 157 págs.
Fabuloso! Um livro que desperta a alma. A cada conversa Ricardo empolga seu leitor-interlocutor. São conversas edificantes sobre a vida, espiritualidade e virtudes cristãs. Uma experiência literária encantadora. Ricardo tem conteúdo de mestre. A leitura vale a pena, e muito. Recomendo.

18. Machado de Assis. A loucura e as leis. Daniel Martins Barros, Brasiliense, 253 págs.
O autor reúne direito, psiquiatria e sociedade em 12 belos e radiantes contos machadianos. Em cada um deles notabiliza-se a sabedoria do mestre, bem como a interdisciplinaridade das ciências em foco. O registro do conto seguido de ponderações técnicas e assertivas bem colocadas. Muito bom. Dá vontade de aplaudir. As obras machadianas sendo reconhecidas e valorizadas. Recomendo.

17. O Sistema de Apelo. Iain Murray, Publicações Evangélicas Selecionadas, 64 págs.
Por fim, o terceiro livreto que ganhei do amigo Solerno Gueiros. O título é interessante, o conteúdo melhor ainda. Antes de ler este opúsculo, não tinha atentado para a importância do tema. Talvez seja pela escassez de material sobre o assunto. O autor tece sólidas e pertinentes considerações acerca da chamada teologia do sistema de apelo. Aquilo que tornou-se uma prática em muitas igrejas (especialmente, nas de tradição evangélica) e que necessita de uma análise meticulosa. Muitas dessas práticas precisam ser revistas e ressignificadas a partir da observância das Sagradas Escrituras. Um material de primeira. Merece ser lido e relido. Recomendo.  .

16. Verdades chamadas calvinistas. C. H. Spurgeon, Publicações Evangélicas Selecionadas, 24 págs.
Eis aqui o segundo livreto que ganhei de um amigo, Solerno Gueiros. Neste opúsculo, o grande Spurgeon apresenta sua defesa da doutrina da graça de Deus, comumente conhecida pelo termo calvinismo. Uma exposição segura e direta. Embora tenha algumas ponderações acerca da aludida doutrina, Spurgeon esclareceu-me o entendimento, reconheço. Gostei da maneira em que o autor defendeu sua concepção, sem desprezar ou desmerecer o ponto de vista contrário. A leitura vale a pena. Recomendo.

15. Paraíso perdido e recuperado. Martyn Lloyd-Jones, Publicações Evangélicas Selecionadas, 48 págs.
O primeiro de três livretos que ganhei de um amigo. Trata-se de um sermão pregado pelo habilidoso Lloyd-Jones em março de 1978, em Heath Evangelical Church, Cardiff, Gales. Um excelente sermão, diga-se de passagem. O Dr. Lloyd-Jones retrata, a partir da análise textual do capítulo 3 do livro de Gênesis, detendo-se na interpretação dos versículos 22, 23 e 24, a situação de pecaminosidade do ser humano, o que o fez ser expulso do paraíso. Todavia, mediante a Graça Divina e a observância dos princípios e valores do Reino de Deus, é possível recuperar o paraíso (quem lê, entenda). Bravo! É isso mesmo. Um resgate da verdade do Evangelho. Muito bom. Obrigado ao amigo Solerno Gueiros, pelo presente gracioso. Recomendo, é claro.

14. A volta do filho pródigo. Henri J. M. Nouwen, Paulinas, 164 págs.
Um livro que nos desperta para a vida. Baseado na parábola do filho pródigo, registrada na narrativa lucana, contada por Jesus, e também no quadro pintado por Rembrandt Van Rijn. O autor analisa detidamente o quadro, relacionando-o com o texto bíblico. Magnífico. Durante o escrito, observa-se também as características vivenciais de Henri, que identifica-se com os personagens (uma espécie de autobiografia). Impressionante. A análise do filho mais jovem, bem como a do filho mais velho, suscita-nos contemplação. Porém, é na do pai que perde-se o fôlego. Henri nos surpreende, convida o leitor a tornar-se como o pai. Alguém que espera, acolhe, abraça, não julga, não questiona, apenas ama. Bravo, Henri. Um livro que desnuda a alma. Agradeço a Deus por tê-lo lido. Recomendo, certamente.

13. O Alienista. Machado de Assis, Ática, 55 págs.
Eis mais uma obra que ostenta a graça machadiana. Tudo ocorre na pacata cidade de Itaguaí, em uma casa de loucos, a chamada Casa Verde. Simão Bacamarte, o Alienista, é o retrato de todos nós. A busca desenfreada por equilíbrio (ou seria normalidade? Eis a questão!) a partir do desequilibro (ou seria caos? Eis a questão, de novo!). O fim do Alienista é tragicômico, mas não inesperado. Não obstante a isso, a obra é um convite a uma reflexão segura acerca de nossa loucura. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco. A leitura vale a pena, obviamente por ser dele, do mestre. Recomendo.

12. Casa Velha. Machado de Assis, Parauala, 121 págs.
Uma das novelas escritas (bem escritas, diga-se de passagem) do amável mestre. Não nego, tampouco oculto minha apreciação das obras machadianas. Machado sabe encantar a alma do leitor. Nesta novela, deparamo-nos com a beleza, criancitude e feminilidade de Cláudia, carinhosamente chamada de Lalau. Uma figura formidável. As outras também são, mas Lalau merece registro. Gostei dos desdobramentos dos fatos, ao estilo machadiano. O final não desencanta, pelo contrário. A despeito de minha notória apreciação pelo mestre, cabe aqui novamente recomendá-lo.

11. Ressurreição. Machado de Assis, Ática, 117 págs.
O primeiro romance do mestre. Fabuloso. Emocionante. Os personagens, especialmente os protagonistas, são pra lá de envolventes. O enredo não decepciona. Sentimentos afloram do começo ao fim. Tenho que curvar-me a mais uma magnífica obra machadiana. Muito bom mesmo. Recomendo, recomendo. Lamento por aqueles que desconhecem ou ignoram o legado de Machado de Assis.

10. Uma por Outra. Machado de Assis, Paraula, 62 págs.
Mais um do mestre. Neste pequeno conto machadiano, o jovem Josino, figura principal, apaixona-se, em momentos distintos, por três mulheres. O processo de enamoramento unilateral, isto é, apenas por parte de Josino, é digno de risos e reflexões. Ao final, Josino, em virtude de incertezas e medos, encontra-se casado, mas lamenta-se por não ter casado com nenhuma das mulheres com quem nutriu paixões, cada uma a seu modo. Interessante. O conto faz pensar. Recomendo.

09. Eu creio, mas tenho dúvidas. Ricardo Gondim, Ultimato, 205 págs.
O quinto livro que leio do estimado Gondim. A despeito das críticas que recebe, continuo apreciando seu estilo literário e suas argumentações sempre coerentes, o que lhe faz ser um dos meus autores prediletos. Neste livro, Gondim traz a tona a generosa e esplêndida graça de Deus e nossas frágeis e constantes incertezas. São ensaios que nos roubam o sono e inquietam a alma. Deparei-me com meu eu crítico e insano em alguns ensaios, confesso. Um excelente encontro. Acredito que Gondim dispensa recomendação. Mas para evitar qualquer possibilidade de dúvida ou esquecimento por parte de quem pensa em lê-lo, recomendo.

08. O caso dos exploradores de cavernas. Lon L. Fuller, Fabris, 75 págs.
Um clássico do Direito. Traduzido pelo Prof. Dr. Plauto Faraco de Azevedo. Um caso curioso de um crime que intriga gerações. Como não quero ser chato, tampouco "estraga prazeres", não vou contá-lo. Digo somente que é um livro fabuloso. Suscita no leitor inúmeros questionamentos e ponderações. Os votos proferidos em sede de recurso são de tirar o fôlego. Deu vontade de aplaudir. Considero um livro de leitura obrigatória. Recomendo.

07. O Sagrado. Nilton Bonder, Rocco, 135 págs.
Mais um livro extraordinário do Rabino Nilton Bonder. A sabedoria judaica me encanta e inspira. Bonder discorre sobre a manifestação e presença do sagrado. Boas e seguras ponderações deste fenômeno, que alguns, infelizmente, ignoram ou até mesmo o descaracterizam, talvez pela equivocada compreensão do mesmo (ou seria incompreensão?). Um livro com conteúdo de primeira. A leitura vale a pena. Recomendo.

06. Liberdade Religiosa no Direito Constitucional e Internacional. Aldir Guedes Soriano, Ed. Juarez de Oliveira, 195 págs.
O tema é interessante. Embora não seja novo, desperta curiosidade e inquietações. O li para garimpar um tema de pesquisa acadêmica. O autor soube situar a liberdade religiosa tanto no âmbito nacional quanto internacional. Gostei da apresentação. Porém, não gostei da disposição dos capítulos. O capítulo VI que versa sobre os instrumentos processuais que viabilizam a garantia da liberdade religiosa, comporta apenas uma lauda. Penso que o autor deveria tê-lo alocado em outro lugar ou ter feito uma análise mais profunda, assinalando o entendimento jurisprudencial acerca da matéria em questão. A despeito disso, o assunto é muito pertinente e o autor tem conteúdo. Como uma leitura complementar do tema, recomendo.

05. Ortodoxia. Gilbert Keith Chesterton, Livraria Tavares Martins, 252 págs.
Puxa! Ler um livro de 1944 é uma tarefa árdua. Lê-lo cansa. Mas quanta erudição! Chesterton tem conteúdo. Nesta obra, realiza uma análise profunda da ortodoxia, que "não é apenas a salvaguarda da moralidade e da ordem, mas também o único guarda lógico da liberdade, da inovação e do progresso". Diria mais: trata-se de uma exaltação, em alto estilo, do Cristianismo. Há sentenças gramaticais muito longas e cansativas, o que exige muita atenção. Acredito que seja devido ao ano de publicação (talvez a releitura deva ser de uma edição atualizada). Cansativo! Mas vale a pena. A leitura enriquece. Recomendo.

04. O Espírito Santo nos ensinos de Jesus. Isaltino Gomes Coelho Filho, JUERP, 122 págs.
O 9º livro que leio do querido Pr. Isaltino Gomes (ainda tem dois na lista de espera). O li com um misto de alegria e tristeza. Alegria por ter acesso aos escritos do Pr. Isaltino. Tristeza, por seu autor não mais estar entre nós. Em outubro de 2013, aprouve a Deus chamá-lo para mais perto de si. Sua vida é um exemplo a ser seguido. Seus escritos, devem ser lidos, relidos, compartilhados e eternizados. Ler os livros dele é um refrigério para a alma e a certeza de um encontro com a verdade bíblica. É um dos meus autores prediletos. Esta obra é uma busca séria e firme daquilo que Jesus, o Cristo, ensinou sobre o Espírito Santo. Um livro que nos descortina algo mais acerca da missão e obra deste ser tão extraordinário. A leitura vale a pena, e muito. Recomendo!

03.Teologia do Desperdício. Russell Shedd, Shedd Publicações, 150 págs.
Ganhar um livro de presente é muito bom. Ganhar um livro de presente com a dedicatória do autor é melhor ainda. A amizade nos proporciona isso. O autor dispensa qualquer tipo de apresentação, Russell Shedd vem mantendo a sobriedade e conteúdo genuinamente bíblico. Neste livro, Shedd desenvolve a chamada teologia do desperdício, que embora não possua tanta notoriedade no cenário acadêmico, retrata muito bem a realidade por nós [cristãos] vivida. De forma clara, o autor assinala que se aquilo que fazemos não redunda em glória para Deus, isto não possui valor algum, logo é desperdício. Um excelente livro. Não exito em recomendá-lo. À querida Priscila Aquila, minha gratidão pelo magnífico presente.

02. Ação da Igreja na Cidade. Ariovaldo Ramos, Hagnos, 80 págs.
É o 4º livro que leio do Ari. Sempre envolvente, exortativo e desafiador. Neste opúsculo, Ari apresenta a figura da igreja, a verdadeira. A igreja que age, afeta a comunidade, possui ações de serviço em prol de todos. Uma igreja cidadã, que através do servir ao próximo, pela fraternidade e solidariedade, sinaliza o Reino de Deus na cidade. Um convite a sairmos do templo e impactarmos a cidade. Genial! A leitura vale a pena. Aos que desejam ser igreja como igreja realmente deve ser, recomendo.

01. A Isca de Satanás. John Bevere, e-book, 150 págs.
Por conta da dificuldade em encontrar o exemplar impresso, pela primeira vez tive que ler um livro em formato digital, a despeito dos erros gramaticais gostei da experiência. O li por indicação de um amigo, Pr. Ary. Inicialmente, apresentei certa resistência por conta do título, confesso. Porém, me surpreendi com o conteúdo seguro e direto. O autor discorre sobre o ferrenho instrumento de Satanás, a ofensa. Com uma linguagem acessível, o autor confronta e repensa algumas verdades que permeiam o cenário cristão. Com base bíblica, os argumentos ganham verossimilhança. Vivificante. Esclarecedor. Aprendi muito. Um livro que dentre tantos adjetivos, (re)significa a visão institucional, inclusive. Um bom livro. Ao indicante, agradeço. Recomendo.

Um comentário:

Eliel Batista disse...

Agradecido por seu comentário a respeito de meu livro.