segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minhas Leituras em 2013

67. Se Jesus fosse Prefeito. Bob Moffitt e Karla Tesch, Jocum, 397 págs.
A última do ano. Um livro que apresenta os propósitos de Deus para a sua Igreja ou para a chamada igreja local (para ser fiel a expressão utilizada pelos autores), na comunidade em que ela se encontra. A figura comparativa de Jesus como Prefeito é extraordinária. Os autores desafiam o leitor a viver de tal modo, individual e comunitariamente, a cumprir a agenda do Prefeito, pois a vontade dele [Jesus] é restaurar todas as coisas e que cada individuo seja um agente de transformação. Logo, cabe a Igreja afetar a comunidade em que vive. Um livro que esclarece, estimula e confronta realisticamente. A leitura vale a pena. Obrigado por mais uma preciosa indicação, Pr. Carlos Ary. Aos que desejam ser Igreja como Igreja realmente deve ser, recomendo.

66. E se alguém acender a luz? Elienai Cabral Junior, Fonte Editorial/Doxa, 180 págs.
Fabuloso. Empolgante. Desafiador. Um livro que enche de esperança e nutre a alma. O autor convida o leitor a desiludir-se com crenças e reencantar-se com a fé. Revela um caminho possível, ou melhor, um cristianismo possível. Livro bem escrito, bem elaborado, bem distribuído, com uma linguagem precisa e reflexiva. Merece ser recomendado. Deparar-me com as verdades nele contidas foi um alento e resposta para minhas várias inquietações institucionais. Elienai, obrigado por acender a luz. Recomendo!

65. Culto, celebração e devoção. Roberto Torres Hollanda, JUERP, 192 págs.
Um daqueles livros que devem ser lidos e relidos. O conteúdo é de primeira. O autor é seguro e gabaritado para discorrer sobre a temática em foco. Uma análise centrada no culto, sob o seu aspecto piedoso e celebrativo. O autor, por ser de tradição batista, expõe alguns pontos doutrinários esposados pela Igreja Batista, acerca do culto. Aprendi muito, pra valer. Tenho afinidade com preceitos e princípios batistas, sobretudo em relação ao culto. Aos que se interessam, recomendo a leitura deste livro.

64. Avivamento na África do Sul. Erlo Stegen, Os Puritanos, 78 págs.
Uma preciosidade. Assim defino esta obra, traduzida pelo Rev. Augustus Nicodemus. Um relato da chegada do avivamento entre os Zulus, na África do Sul. O autor nos brinda com descrições de sua chamada missionária, suas dores e crises pessoais e ministeriais, em virtude de sua atuação entre o povo africano e da espera pelo tão sonhado avivamento. Avivamento na mais perfeita e coerente acepção do termo, a saber, "o transbordar natural de uma vida de acordo com as Escrituras", diga-se de passagem. O autor nos ensina que avivamento é o resultado de uma vida de obediência e serviço a Deus. É assim que compreendo. Um livro magnífico! Compartilho e recomendo. Ao amigo, Dr. Solerno Gueiros, minha gratidão por compartilhar este alento.

63. Em 6 passos o que faria Jesus. Paulo Brabo, Garimpo, 78 págs.
Sinceramente, não gosto desses livros que apresentam a solução de algo em fórmulas ou metodologias preestabelecidas. A julgar pelo título estaria me contradizendo, porém por tratar-se de um livro cujo autor é o extraordinário Paulo Brabo, decidi lê-lo, pois sabia que tinha algo por trás dos bastidores. Brabo é a voz de muitos silentes. Neste livro, apresenta 6 passos que o seguidor de Jesus deve seguir para assemelhar-se a ele. Todos são coerentes. Em todos, Brabo é revigorante, sobretudo no último, onde convida o leitor a sensualizar sua espiritualidade, isto é, vivê-la experimentalmente no mundo dos sentidos, do toque. Genial! Por fim, Brabo surpreende afirmando que não há seis passos que nos assemelhem a Jesus, pois nada disso é capaz de nos ensinar o que verdadeiramente é bom. Então, o que fazer? Brabo responde: Devemos aprender por nós mesmos. Strike! Um livro que não precisa ser recomendado, pois o título e o autor dispensam recomendação.

62. Missão Integral. René Padilla, Descoberta, 215 págs.
O segundo livro que leio do René Padilla. Neste, o leitor desfruta de alguns ensaios sobre o Reino e a Igreja. Padilla dispensa comentários. Um brilhante teólogo latino-americano. Tem sido um referencial e um dos principais defensores e divulgadores da chamada missão integral. Nesta obra, o autor discorre sobre a necessidade de despertamento da igreja para a integralidade da vida cristã. De modo que a responsabilidade social seja observada no processo de evangelização do mundo. A igreja deve considerar a totalidade do ser humano. Isso é Missão Integral. Fantástico! Esclarece ao mesmo tempo que desafia. Recomendo!

61. Oração e Autoconhecimento. Anselm Grün, Vozes, 79 págs.
Um pequeno livro, de grande conteúdo. Anselm Grün é fantástico. Apresenta a oração de uma forma pra lá de interessante. Segundo o autor, esta tem duas funções: analítica e terapêutica. Genial! Aprendi muito. Um livro necessário para aquele que entende a necessidade do assunto abordado. Recomendo!

60. Se Você Fosse Deus. Aryeh Kaplan, Colel Torá Temimá do Brasil, 87 págs.
O livro apresenta 3 ensaios do Rabino Aryeh: 1) Se Você Fosse Deus; 2) A Imortalidade e a Alma e 3) Um Mundo de Amor. A sabedoria judaica me fascina! O autor elucida, com maestria, princípios fundamentais da tradição judaica. Uma obra de profunda e inesgotável sabedoria. Aqui, perguntas encontram suas respostas. Aprendi o que necessitava aprender. Enxerguei aquilo que precisava ser enxergado. Como diz o prefaciador, este é "um livro que merece ser lido, relido e estudado". Recomendo!

59. O Discípulo. Juan Carlos Ortiz, Betânia, 173 págs.
Extraordinário! Um livro que nos faz corar de vergonha, desafiando-nos a vivenciar a experiência do verdadeiro discipulado. Com linguagem objetiva e direta, o autor nos leva a compreensão do que significa seguir a Jesus. Nos fala sobre o ser igreja, viver em comunidade, amar o próximo, e outros temas que encantam a alma e revigoram a fé. Me identifico com a visão do autor. Obrigado ao dileto amigo, Pr. Carlos Ary, pela preciosa indicação. Um livro que merece a cabeceira. Recomendo!

58. Por Quem Cristo Morreu? John Owen, Publicações Evangélicas Selecionadas, 104 págs.
O livro trata acerca da doutrina da predestinação ou eleição. O autor é de tradição reformada e defende obstinadamente que Cristo não morreu por todos os homens, mas sim por alguns, os chamados eleitos. Confesso que questiono muitos pontos da referida doutrina reformada, contudo este livro é muito bem escrito e o autor mostra-se seguro em suas ponderações. Aos pesquisadores de plantão, recomendo. Agradeço ao amigo, Dr. Solerno Gueiros, pela obra a mim presenteada.

57. No caminho com Jesus. Harold Segura, Novos Diálogos, 92 págs.
Excelente livro! O autor apresenta 40 meditações a partir dos ensinamentos de Jesus e da experiência do discipulado cristão. Não suportei ter que ler apenas uma meditação por dia, me rendi à leitura completa em dois dias, confesso. Não me arrependo. O autor é direto e preciso. Gostei da abordagem. Caminhar com Jesus é preciso. Não ter este livro na cabeceira, certamente é um erro fatal. Recomendo!

56. O Homem que Calculava. Malba Tahan, Record, 300 págs.
Como é bom ler um clássico brasileiro! Fantástico! O autor relata a história do homem que calculava, Beremiz Samir. Uma história recheada de aventuras e de problemas que, à primeira vista, são demasiadamente complexos. Entretanto, Beremiz, com seu jeito simples de ser, utiliza-se da matemática para extraordinariamente solucionar cada problema que lhe é apresentado. Um jeito diferente de maravilhar-se com a matemática. Fiquei surpreendido do começo ao fim. Excelente! Recomendo!

55. Academia da Alma. Israel Belo de Azevedo, Convicção, 214 págs.
O primeiro livro que leio deste preclaro pastor batista, certamente não será o último. O autor apresenta alguns exercícios necessários para se ter uma alma saudável. Excelentes lições podem ser extraídas a cada página. Um ponto negativo, apenas um, é a ausência de uma boa revisão gramatical, pois há alguns erros que incomodam o leitor. A despeito disso, registro aqui minha gratidão ao amigo Prof. Antonio Carlos Soares e a turma do 10º semestre da Faculdade Teológica Batista Equatorial, pelo presente. Recomendo!

54. Sacrifício e Culto no Israel do Antigo Testamento. Ina Willi-Plein, Edições Loyola, 151 págs.
Um daqueles livros que fascina o leitor pela riqueza de detalhes. A autora percorre pelo mundo do Antigo Testamento, enfocando nos elementos cúlticos do povo de Israel. Realmente acrescenta. Um livro de conteúdo. Recomendo!

53. À Igreja, com carinho. Isaltino Gomes Coelho Filho, IBC, 74 págs.
É o 8º livro que leio do caríssimo Isaltino Gomes. Neste, o autor promove uma reflexão amorosa sobre a igreja. Escreve como um apaixonado por ela, declarando-se ao longo do texto. Isaltino convida o leitor a ser igreja como igreja realmente deve ser. Um livro de conteúdo fascinante. Contudo, não me agradei do estilo diagramático, penso que faltou uma atenção especial. Além disso, lamentei pelo não registro das referências bibliográficas no final do livro, embora o autor as tenha citado nas notas de rodapé. São detalhes que, a meu ver, despertam atenção. Não obstante, é claro que recomendo, afinal é do dileto Pr. Isaltino.

52. Sobre o Céu e a Terra. Jorge Bergoglio e Abraham Skorka, Paralela, 191 págs.
Excelente diálogo entre um rabino e um arcebispo (Atualmente, Papa Francisco). Sabedoria pura! Ambos conversam acerca de questões pivotais da fé, religião, política e assuntos polêmicos, tais como: aborto, eutanásia, casamento homossexual e outros. Em cada apontamento, percebe-se a sabedoria judaica relacionando-se com a sabedoria católica. Fascinante! O que fascina sobremodo o leitor é que cada um dos interlocutores dialogam respeitosamente, sem perder sua identidade religiosa. Sou grato ao digno professor Marcelo Pereira, pela prestimosa indicação. Aos que entendem a necessidade de um salutar diálogo inter-religioso, recomendo. 

51. Igreja: Comunidade da Liberdade. Robinson Cavalcanti, Vinde e Sepal, 42 págs.
Um livreto de conteúdo precioso. Em poucas páginas, o autor apresenta a dimensão comunitária de liberdade da igreja. Apaixonei-me pelas exposições e a forma de escrita do bispo anglicano. Tive meus posicionamentos de fé e doutrina confrontados. Me senti muito mais feliz por ser igreja e poder viver essa dimensão comunitária. Uma igreja livre e que proclama essa tal liberdade. Fascinante! Recomendo.

50. A Cabala do Dinheiro. Nilton Bonder, Imago, 190 págs.
Excelente! Tinha uma certa aversão ao conhecimento místico da tradição judaica, Cabala, devo confessar. Após ler este livro, fiquei fascinado por ela. Trata-se do segundo volume de uma trilogia baseada num dito da tradição judaica: "Uma pessoa se faz conhecida através de seu copo, bolso e ódio". A partir dela, o rabino Nilton Bonder publica as obras "A cabala da comida", "A cabala do dinheiro" e a "A cabala da Inveja". Neste volume, o autor, que é rabino, nos brinda com uma bela abordagem de questões relacionadas ao dinheiro, as finanças, ao bolso, a partir de uma correta visão de mercado. Recheado de assertivas e máximas. Portador de uma linguagem envolvente. Aprendi muito. O livro realmente acrescenta. Espero ler os outros dois volumes. Recomendo.

49. O Estado Laico e a Liberdade Religiosa. Vários Autores, LTr, 182 págs.
Um livro organizado pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho e Membro do Conselho Nacional de Justiça, Ives Gandra da Silva Martins Filho, em parceria com o Desembargador do Tribunal de Justiça do Pará, Milton Augusto de Brito Nobre. O primeiro livro que leio para subsidiar um importante trabalho acadêmico que pretendo apresentar em breve. A obra é resultado de palestras proferidas pelos autores (competentes e gabaritados, devo dizer) durante o "Seminário Internacional sobre o Estado Laico e a Liberdade Religiosa", realizado na impoluta capital do Brasil, Brasília, em 2011. Algumas foram publicadas sem qualquer adaptação editorial, porém não prejudicam a leitura. O escopo dos textos é mostrar o Estado Laico, onde posiciona-se neutro ao fator religioso, contudo sem ser indiferente ao mesmo. O poder estatal devendo ser o garantidor da liberdade religiosa, princípio notabilizado na Constituição Brasileira. Um ótimo livro. Aos que se interessam pelo assunto, recomendo.

48. Igreja. E eu com isso? Ariovaldo Ramos, Sepal, 76 págs.
Tornei-me apreciador e leitor voraz dos livros do Ariovaldo. Gosto do jeito que ele aborda as questões relacionadas a igreja, vida cristã, espiritualidade e outros. Neste opúsculo, desafia a Igreja a ser criativa, elaborando e executando os projetos para os quais ela existe. Projetos de adoração, comunhão, pastoreio, dentre outros que dão razão de ser e pertencer a Igreja. Para chegar nestes, o autor procede com a análise de cada versículo dos textos que desencadeiam a abordagem. Isso facilita a compreensão. Um bom livro. Recomendo.

47. As Quatro Estações do Casamento. Gary Chapman, Mundo Cristão, 215 págs.
É um curso, não um livro, enganei-me. Doce e feliz engano! O respeitado autor, conselheiro familiar há mais de 30 anos (pelo que gaba-se, merecidamente, em muitos momentos), ambienta o leitor nas quatro estações da vida conjugal (inverno, primavera, verão e outono), destacando as emoções, atitudes e ações de cada uma delas. Chapman registra casos por ele assistidos e, inclusive, sua própria experiência matrimonial, o que torna mais claro e confiável o assunto que está sendo analisado. Numa segunda parte, o autor apresenta sete estratégias que visam melhorar as estações do casamento. Devo confessar que são ótimas estratégias. Ao final, o leitor é convidado a colocar seu plano em ação, de modo que seu casamento seja cada vez mais belo, estável, emocionante e prazeroso de se viver. Tanto solteiros quanto casados deveriam lê-lo. Recomendo.

46. A luminosa história do príncipe que sentia falta de tudo. Jacques Shecroun, Vozes, 117 págs.
Um fascinante e delicioso conto que trata acerca da essência da humanidade. Com simplicidade o autor apresenta a história de um príncipe que tinha tudo e ao mesmo tempo lhe faltava algo. A cada circunstância buscava satisfazer suas presentes carências. Mas sempre lhe faltava algo. Em certo momento, o dito príncipe descobre que não há falta maior que a de Deus, e a partir daí encontra o sentido da vida. Um encontro íntimo com o ser divino, por intermédio de um encontro consigo próprio. Bravo! Formidável! Um livro que merece ser recomendado. Agradeço a querida Elaine Cristina, por compartilhar esta preciosidade. Recomendo!

45. O Reino entre Nós. Mauricio Cunha e Beth Wood, Ultimato, 144 págs.
Excelente livro! Os autores apresentam uma proposta de desenvolvimento comunitário (proposta fascinante!), que serve de resposta para as situações e necessidades sociais de uma comunidade carente. O processo de transformação comunitária ocorre a partir da observância de alguns princípios, que ocupam um capítulo inteiro do livro. Tal processo, a meu ver, resume-se em uma palavra: relacionamento. Sem ele não vivenciaremos o fenômeno da transformação. Os autores foram muito felizes na iniciativa de compartilhar suas experiências de vida cristã, parabenizo-os. Li e aprendi. Aos que entendem que o reino anunciado por Jesus está entre nós, recomendo! 

44. Cristianismo Puro e Simples. C. S. Lewis, WMF Martins Fontes, 300 págs.
Uau! Que livro, hein! A primeira obra que leio do teólogo anglicano C. S. Lewis. Uma celebração do cristianismo, em sua versão (a que entendo ser a mais correta) pura e simples. O autor, por meio de suas reflexões, ampliou-me a visão da chamada teologia. Além de confrontar-me a viver segundo aquilo que realmente sou, a saber, um "Pequeno Cristo". Ao término da leitura, lamentei: deveria ter lido este livro antes. À todos, indistintamente, recomendo!

43. Igreja. Pra quê? Igor Pohl Baumann, A. D. Santos, 112 págs.
Um livro prático e rico em conteúdo. Ideal para orientação pessoal e formação de pequenos grupos (comumente conhecidos por grupos de estudo). O autor é direto, valendo-se de uma linguagem clara. Ao longo do texto o leitor tem à sua disposição exercícios de fixação da temática em questão, o que ajuda bastante na compreensão da proposta do autor. Um material necessário no acervo de cada líder. Recomendo.

42. Pare de conjugar o verbo sofrer. Ariovaldo Ramos, Inatas, 110 págs.
Um livro recheado de máximas para a vida. Ariovaldo nos convida a ser gente como gente deve ser, ou seja, imitarmos Jesus de Nazaré. Apresenta ao leitor o ambiente do sofrimento, e nos diz que não devemos permitir que este viva dentro de nós. Não podemos mais conjugar o verbo sofrer, é necessário conjugar outros verbos, tais como: amar, cuidar, agradecer, perdoar, participar, dentre outros. Para tanto, devemos considerar Deus em tudo que fazemos. Eureca! É isso mesmo! Um livro que merece a cabeceira. Recomendo.

41. Pornopolítica. Arnaldo Jabor, Objetiva, 234 págs.
Crônicas do polêmico Arnaldo Jabor. Bem apresentadas, devo afirmar. Jabor descortina a intimidade brasileira, revelando, sem qualquer pudor (aliás, penso que Jabor desconhece isso), as mazelas da bela nação verde e amarelo. Uma linguagem de certo modo intelectualizada, porém não hermética. Gostei do estilo do autor. Gostei das crônicas. Por certo, conversarei novamente com Jabor. Apenas recomendo aos que, a exemplo do autor, não possuem qualquer pudor diante da nudez desta Terra adorada...Pátria amada, Brasil.

40. O Schabat. Abraham Joshua Heschel, Perspectiva, 146 págs.
Um livro espetacular! Aprendizado do começo ao fim. O autor, de forma magnífica, apresenta a significação e realidade do Schabat, que não é um dia qualquer. Digo que experimentei uma quebra de paradigmas relacionados com este tema. Uma leitura rica e envolvente! Experimentei ainda, crescimento e amadurecimento. Aprendi mesmo. Recomendo!

39. Uma Nova Reforma Protestante Urgente. Isaac Gonçalves Aranha Junior, Belvedere, 98 págs.
O título é interessante, sugestivo e convidativo. O autor, apartir de uma linguagem igrejeira, propõe uma reforma na igreja, a exemplo da marcante e histórica Reforma Protestante. Uma boa ideia e excelente iniciativa! Porém, as abordagens feitas são superficiais, registradas em apenas 47 páginas de texto. Pontos que deveriam ser trabalhados com maior afinco, são meramente citados, sem quaisquer pormenores (Esperava um trabalho mais denso, em virtude do tema). Faltou um melhor arranjo dos capítulos, de modo a promover coerência e coesão textual. Senti falta de uma boa revisão gramatical de todo texto. Muitos erros de pontuação e sentenças gramaticais longas, prejudicando a leitura em alguns momentos. O autor não apresenta citações, com exceção de textos bíblicos, e ainda não disponibiliza as referências bibliográficas, o que, a meu ver, contribui muito para uma boa apresentação. Se tais pontos forem observados e retificados, acredito que o texto alcançará, eficazmente, seu objetivo.

38. O Pai Nosso. Isaltino Gomes Coelho Filho, JUERP, 112 págs.
Mais um do Pr. Isaltino Gomes. Prefaciado pela querida Westh Ney (Um prefácio brilhante, diga-se de passagem), a quem estimo muito. Pr. Isaltino nos apresenta uma análise do conhecidíssimo Pai Nosso, oração-modelo ensinada por Jesus. Uma síntese da vida cristã (Palavras do autor, as quais reitero convictamente). Porém, quanto a forma, faço apenas dois apontamentos: as citações não ganharam destaque devido, embora o autor as tenha identificado acertadamente; faltou uma correta revisão gramatical em algumas poucas páginas. Não obstante a isso, o livro tem conteúdo (Afinal, é do Pr. Isaltino). Aos que desejam conhecer mais sobre o Pai Nosso, recomendo.

37. Neopentecostalismo. Isaltino Gomes Coelho Filho, Edição do Autor, 136 págs.
Um dos livros mais bem escritos que li acerca do Neopentecostalismo. Um livro de conteúdo bíblico-teológico. Pr. Isaltino aborda os pontos centrais e divergentes (nesse caso, a maioria) do movimento. A despeito das incongruências doutrinárias (hermenêuticas e litúrgicas, principalmente) do Neopentecostalismo, registradas no livro, o autor mantém o estilo literário que lhe é próprio, encantador. Um livro necessário, sem dúvidas. Recomendo!

36. Porque sou Cristão. John Stott, Ultimato, 151 págs.
Um bom livro! O conteúdo é de primeira. Afinal, é de autoria do renomado John Stott, o que dispensa apresentação. O autor expõe sete razões que o levam a ser um seguidor de Jesus, um cristão. Stott segue a mesma linha de afirmação do seu "Cristianismo Básico" (Leitura nº 22 de 2012), outra obra consagrada do autor. Um livro repleto de lições. Realmente acrescenta. Recomendo!

35. A mais profunda, sensível e ignorada oração de Jesus. Isaltino Gomes Coelho Filho, Convicção, 125 págs.
Este não é o primeiro livro que leio do dileto Pr. Isaltino Gomes. Contudo, meus olhos ainda se encantam com a forma e o conteúdo do autor. Este, a exemplo dos demais que já li, é fascinante! O autor analisa a oração de Jesus, registrada no capítulo 17 do evangelho joanino, a ponto de suscitar reflexões a partir de cada apontamento (Pr. Isaltino é bom nisso). Ao final, me senti no dever de repensar minhas perspectivas cristãs, de modo a reafirmar meu compromisso com Cristo e rever o lugar que tenho reservado a ele, em minha trajetória existencial. Um bom livro, bom mesmo. Recomendo!

34. Louvor, Adoração e Liturgia. Rubem Amorese, Ultimato, 173 págs.
Um excelente livro. A serenidade literária do autor me deixa perplexo. Amorese aborda com segurança e dinâmica os elementos do culto. Desafia o leitor a consumir sua vida em Deus, através de uma adoração mais íntima, e não meramente litúrgica. Esta ocorre no calor da comunidade, enquanto aquela é vivenciada "no quarto", por meio de diálogos a três (você, sua alma e Deus). Fascinante! Um livro que confronta e inspira. Parabéns, Amorese. A leitura enriquece. Recomendo.

33. As Esganadas. Jô Soares, Companhia das Letras, 262 págs.
O gordo é hilário! Com um jeito que lhe é próprio, cômico e imprevisível, Jô envolve e seduz o leitor com a história de um assassino em série. O intrigante é que suas vítimas são gordas, todas gordas. As personagens ganham vida em cada linha, do começo ao fim. Uma história viciante. O desfecho é surpreendente, no mínimo. Recomendo, é claro.

32. A ética dos profetas e sua implicação para nossos dias. Isaltino Gomes Coelho Filho, edição do autor, 84 págs.
Isaltino sabe escrever, não me resta dúvida. Um livro de conteúdo seguro e salutar. O autor aborda a conduta moral e ética dos profetas bíblicos. Consequentemente, confronta o leitor a adotar tal conduta em seu viver diário, sobretudo frente as distorções que imperam nas instituições religiosas. Um bom livro. Despertador! Recomendo.

31. O Pequeno Príncipe. Antoine de Saint-Exupéry, PocketOuro, 91 págs.
Um clássico da literatura infantil-juvenil, isso já dispensa outras apresentações. O encontro de um homem e um menino, um pequeno príncipe, melhor dizendo. O desdobramento da história é sensacional, eivado de máximas. Ao final da leitura achei-me perplexo. Muito bom. Recomendo.

30. O que os Evangélicos não falam. Ricardo Gondim, Ultimato, 211 págs.
Um bom livro. Trata-se de uma coletânea de ensaios. Gondim é corajoso, o que o torna polêmico, em muitos momentos. Gosto do seu estilo, chega a me inspirar, prova disso é que já o leio a algum tempo. Todavia, neste livro não pude deixar de notar que dois destes ensaios também foram publicados em outro livro do autor, a saber, Pensando Fora da Caixa (leitura nº 27 deste ano, logo abaixo). Isso, a meu ver, retira a novidade livresca do material. Apesar disso, a leitura do livro vale à pena.

29. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Machado de Assis, Abril, 332 págs.
Magnífico! Mais um clássico da literatura machadiana. Escrito em primeira pessoa, narrado por um defunto (uma jogada de mestre, coisas de Machado), detentor de uma linguagem pra lá de envolvente. É fascínio a cada capítulo! O protagonista-narrador, Brás Cubas, coleciona adjetivos a cada participação sua nas aventuras narradas pelo defunto, que é o próprio. Brilhante! As personagens também contribuem para o arranjo esplêndido organizado pelo autor. Na obra encontra-se de tudo, desde as mazelas sociais do século XIX à ventilações filosóficas. Bravo, Machado! Recomendo.

28. Jerusalém no tempo de Jesus. Joachim Jeremias, Paulinas, 512 págs.
Fabuloso! Embora não tenha muita simpatia com livros de história, confesso que este me arrebatou. Um livro bem documentado, com a devida citação das fontes consultadas, o que, a meu ver, enriquece e confere credibilidade a pesquisa, ainda mais sendo histórica. O autor apresenta minudências acerca da cultura (econômica, religiosa e social) no período neotestamentário, esclarecendo muitas das situações vividas na época de Jesus. Aprendi muito! Agradeço ao amigo, Pr. Jaime Pires, pela valiosa recomendação. Não posso deixar de recomendar a leitura.

27. Pensando Fora da Caixa. Ricardo Gondim, Fonte Editorial, 150 págs.
Gondim sempre me encanta. Sua abordagem é sempre cativante e desafiadora. Gondim convida o leitor, apartir dos ensaios que formam o livro, a pensar fora da caixa (um convite no mínimo curioso). Caixa esta que guarda teologias fossilizadoras, paradigmas de fé, dentre outras coisas que corroem a igreja brasileira. Um livro que suscita esperança! Recomendo!

26. Família, vale a pena acreditar! Isaltino Gomes Coelho Filho, Sabre, 110 págs.
O autor é brilhante, escreve com maestria, como é de se esperar das obras do Pr. Isaltino Gomes. Uma exposição pastoral da família pra lá de edificante e necessária. Família, não aquela compreendida como um fenômeno social, a chamada família real, mas sim a especifica, ou seja, aquela que construímos e vivenciamos no núcleo familiar. Em meio as inúmeras tentativas midiáticas de extinguir a unidade da família (ou ainda, ela própria), este livro é um alento para a alma. Um livro para todos. Recomendo, pois a leitura a pena.

25. O satanismo moderno e suas práticas anticristãs. Célio das Mercês, edição do autor, 46 págs.
O título deste opúsculo desperta curiosidade, apenas isso. O li a pedido. Trata-se de uma tentativa (frustrada, diga-se de passagem) de uma análise do chamado satanismo. Digo frustrada pois o texto está repleto de compilações, em sua maioria extraídas de sites da internet (o que, amiúde, irrita o leitor). Pra se ter uma noção, das 22 referências consultadas 18 são de sites, lamentável! O texto há de ser melhorado por inteiro. O opúsculo clama por um autor! Por tais razões, não recomendo.

24. Por que as pessoas se casam? Isaltino Gomes Coelho Filho, Sabre, 110 págs.
É bom ler novamente um livro do Isaltino Gomes. Bem escrito e organizado. Isaltino escreve como pastor e se vale de suas experiências pastorais e matrimoniais (uma linda e feliz união com Meacir, sua esposa, que já dura quatro décadas), o que confere segurança e legitimidade a sua abordagem. Um excelente livro, precisava lê-lo mesmo. Recomendo, aos que perderam o encanto pela vida a dois, inclusive.

23. Igreja, carisma e poder. Leonardo Boff, Vozes, 249 págs.
Boff dispensa apresentação. Este livro é um dos consagrados do autor. Uma análise da igreja em seu contexto interno e sócio-político. Um bom livro, realmente acrescenta, além de ser esclarecedor. Aos que se interessam pelo estudo da temática igreja, recomendo.

22. Dê outra chance à Igreja. Todd D. Hunter, Ultimato, 181 págs.
O título chamou a atenção, despertando-me o interesse, talvez por precisar realmente dar outra chance à igreja. Resignificar as práticas espirituais da igreja, uma necessária e urgente ação. O autor escreve bem, usa uma linguagem limpa, embora tenha faltado uma melhor revisão na pontuação das orações. De qualquer forma, nao deixa de ser um bom livro. Recomendo.

21. Lutando pela Igreja. Vários autores, Vox Litteris, 235 págs.
Um livro organizado por Ariovaldo Ramos e Ricardo Bitun, e escrito por outros influentes autores, dentre eles Ed René Kivitz e Russell Shedd. O tema é sugestivo e desafiador. O conteúdo, por sua vez, é convidativo a diversas reflexões acerca do atual estado da igreja brasileira. Um livro que enriquece. Recomendo, é claro.

20. A Essência da Igreja. John Scott Horrell, Hagnos, 165 págs.
Uma proposta para o leitor repensar a igreja a partir da perspectiva do Novo Testamento. Equilibrado e elucidativo, porém, esperava uma abordagem mais profunda, confesso. Mesmo assim, a leitura vale a pena. Recomendo.

19. Os sem-igreja. Nelson Bomilcar, Mundo Cristão, 221 págs.
Um bom livro, bom mesmo. O autor nos lembra que a Igreja, instituição divino-humana, é uma comunidade de gente, e portanto possui aspectos tanto funcionais quanto relacionais, e estes são a mola propulsora da experiência comunitária. Bomilcar aborda com maestria tal questão, entre outras que circundam a vida eclesial. Um livro de uma só verdade: é suicídio ser um sem-igreja. Um livro de esperança e desafio! Como é bom ser igreja! Obrigado por renovar em mim essa experiência, Bomilcar. Recomendo a todos, indistintamente.

18. Liberdade de expressão e o discurso do ódio. Alex Potiguar, Consulex, 289 págs.
O autor é seguro e o trabalho é bem documentado. Os dois primeiros capítulos são um tanto chatos de se ler - não vou negar - pois apresentam uma abordagem comparativa da liberdade de expressão e o discurso do ódio nos EUA, Alemanha e Canadá, porém aprendi bastante. Um bom livro, digno de se recomendar.

17. Fundamentos bíblicos da cultura assembleiana. Célio das Mercês, edição do autor, 32 págs.
Um opúsculo eivado por exposições dogmáticas, pelo título já era de se esperar por isso. Escrito numa linguagem informal e igrejeira. O autor apresenta uma interpretação meramente religiosa da Igreja Assembleia de Deus, um tanto fossilizadora, diga-se de passagem. A meu ver, faltou um certo cuidado do autor em organizar os pontos de discussão e ainda ter produzido mais alguma coisa, pois, amiúde, percebe-se um mero encontro de citações dos autores consultados. Sendo assim, não recomendo, pois é muito fraco.

16. A bússola aponta para o Norte. Jonas Borges, Semin, 280 págs.
O livro é a biografia do pastor Gilberto Marques de Souza, presidente da Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Pará, Comieadepa. Uma história de fé, trabalho, entrega, obediência e amor a Deus. A história de um só personagem, garoto, jovem, homem, pai, pastor, líder e servo. Admirável! Todas estas coisas me fizeram ignorar a escrita do autor, que não é das melhores. A despeito disso, ler esta biografia é dever de casa para todo cristão. Recomendo.

15. Orgulho de Ser Evangélico. Ricardo Gondim, Ultimato, 162 págs.
Um livro muito bom. Me identifico bastante com o estilo literário do Gondim, o que lhe garante espaço no rol de meus pastores literários. Gondim não mede palavras para denunciar o caos que assola a Igreja Evangélica Brasileira, em todos os seus aspectos. Porém, o autor vai além das denúncias, e propõe ao leitor evangélico que reveja os valores do Reino e cumpra a sua missão, orgulhando-se de ser evangélico. Mas uma vez tenho que tirar o chapéu para o pastor corajoso que Gondim é. Recomendo.

14. O impostor que vive em mim. Brennan Manning, Mundo Cristão, 191 págs.
Um livro revelador e intrigante, a começar pelo título. O li por indicação da mãe de um amigo, Sra. Lenailde Cunha, a quem certamente agradeço. O leitor é confrontado pela real existência do impostor, o falso "eu". Manning, repetidas vezes, nos faz corar de vergonha pela vida mascarada que vivemos. E nos impele a nos despir da imagem criada e a ouvir o pulsar do coração do Mestre. Um livro e tanto! Vale a leitura. Recomendo.

13. Costumes orientais no livro de Gênesis. Antônio Moura, edição do autor, 29 págs.
Um opúsculo que comenta alguns trechos do primeiro livro da Bíblia, Gênesis. Uma série de 66 breves e bons comentários. Todavia, a meu ver, o autor deveria ter produzido mais. Apesar disto, recomendo àqueles que estão iniciando sua jornada teológica.

12. A experiência religiosa como alternativa de fuga no mundo da prisão. Elaine Cristina de Sousa Cardoso, Universidade do Estado do Pará, Trabalho de Conclusão de Curso, não publicado, 72 págs.
Um bom trabalho, bem documentado, com eixos temáticos bem distribuídos. Por meio das lentes da autora foi possível compreender o fenômeno religioso no cenário carcerário, algo que até então não tinha feito. Muito bom mesmo, realmente acrescenta. Recomendo.

11. Igreja. Porque me importar? Redescobrindo o prazer da vida em comunidade. Philip Yancey, Vida Nova, 95 págs.
Uma abordagem segura acerca tanto do ser quanto do pertencer a igreja. Yancey conta algumas de suas experiências no viver comunitário, e a maioria delas senão todas, nos motivam a sempre nos importar com a igreja. Uma leitura obrigatória. Recomendo.

10. O Mundo de Sofia. Jostein Gaarder, Companhia das Letras, 555 págs.
Um livro de tirar o fôlego. Um romance no mínimo inebriante. A história da filosofia contada de forma literária, o que numa linguagem abrasileirada é "show de bola". O autor se vale de uma garota, Sofia, as vésperas de completar seus quinze anos, para percorrer a fascinante estrada da filosofia, que em cada curva apresenta seus filósofos, acompanhados de pensamentos intrigantes. Foi muito bom conhecê-los detidamente. Todavia, lamento pelo diminuto espaço (apenas um parágrafo) reservado ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche, um erro e tanto. Apesar disso, aprendi muito. Agradeço a estimada Ariane Laira por me fazer conhecer o inesquecível mundo de Sofia. Recomendo.

09. O que você precisa saber sobre os acontecimentos finais. Jacob Costa, Semin, 102 págs.
Esse é um daqueles livros que irrita o leitor, por parecer ter sido escrito "a torto e a direita". Muitos notáveis e grotescos erros de português, o que sugiro uma revisão gramatical. O título é muito pretensioso. As abordagens quase sempre levianas e raramente fundamentadas. Senti falta das referências bibliográficas. Por tais razões, não recomendo.

08. O livro mais mal-humorado da Bíblia. Ed René Kivitz, Mundo Cristão, 222 págs.
As obras do Ed René tornaram-se, para mim, leitura obrigatória. O considero como um dos meus pastores literários. Ed nos brinda mais uma vez com um livro espetacular, convidando o leitor, a exemplo do autor de Eclesiastes, a viver a vida, a desfrutar dos momentos de prazer que ela nos oferece. Contudo, sem se desviar do caminho de fé proposto por Deus. Muito bem escrito. Uma leitura envolvente. Não apenas recomendo a leitura deste, mas também a do livro mais mal-humorado da Bíblia, o Eclesiastes.

07. Talmidim. Ed René Kivitz, Mundo Cristão, 375 págs.
Ed René é fabuloso, em 365 meditações acompanha a brilhante jornada de Jesus, que nos convida a fazermos parte do seu grupo de talmidim. Reflexões, disponibilizadas também em vídeo na internet, que celebram o discipulado de Jesus. Sensacional! Seria louco de não recomendar. Porém apenas recomendo àqueles que desejam ser confrontados com as verdades de Jesus, o grande Mestre.

06. Seguir Jesus. Caio Fábio, Semear Publicações, 95 págs.
Caio Fábio, enquanto autor, dispensa comentários. Em mais um brilhante trabalho, traz a tona as verdades do Evangelho. Orienta o leitor a atrair para o seu discipulado o contexto e os princípios da vivência de Cristo. Inegavelmente muito bom, desafiador. Recomendo.

05. O plano de Deus para você. Océlio Nauar, edição do autor, 77 págs.
Bom livro, alcança o fim a que se destina: o discipulado de novos convertidos. Escrito por um pastor assembleiano, que desenvolve suas atividades pastorais na Igreja Assembleia de Deus em Tucuruí, Pará. Uma linguagem simples e direta. Por outro lado, a disposição do texto poderia ser melhor e a revisão gramatical faltou em alguns momentos. A despeito disso, o autor tem conteúdo e o livro acrescenta. Recomendo.

04. Koinonia. Ed René Kivitz, Abba Press, 124 págs.
Um manual para líderes de pequenos grupos. Muito bom. Simples, claro e objetivo, como todo manual deveria ser. Por apresentar tais características, recomendo.

03. Dom Casmurro. Machado de Assis, L&PM Pocket, 228 págs.
Excelente e fascinante. Uma obra consagrada na literatura, afinal de contas foi escrita pelo mestre. Um romance no mínimo inesquecível. Ao ler a história de Bentinho e Capitu, rodeada de outros personagens que deixam, no decorrer dos fatos, a marca de suas características, me veio a lembrança o livro Fuga da promessa e nostalgia do divino (Leitura nº 16 de 2012), que analisa o romance com as lentes da teologia e da literatura. Por reconhecer o valor da literatura machadiana, considero Dom Casmurro leitura obrigatória. Recomendo.

02. O evangelho nú. Andrew Farley, Vida, 253 págs.
O autor é muito pretensioso e não cumpre aquilo que promete, embora seja coerente em alguns poucos momentos. Escrito numa linguagem pouco consistente, o livro trata acerca da simplicidade que o evangelho deve ser visto, vivido e proclamado. Pouco acrescenta. Esperava algo mais. É melhor não recomendar.

01. O que estão fazendo com a Igreja. Augustus Nicodemus, Mundo Cristão, 201 págs.
Escrito por um pastor reformado ou conservador que tece suas argumentações acerca do movimento evangélico brasileiro, sua ascensão e queda, apartir de uma visão estritamente reformada, o que já era esperado. Uma leitura muito bem concentrada e documentada. Contudo, a meu ver, o capítulo intitulado fé e meio ambiente não tem qualquer conexão com o proposto pelo autor. A despeito disso, o autor tem conteúdo e o livro acrescenta. Recomendo.

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