quinta-feira, 14 de abril de 2011

Socorro! Estamos em crise!

Por Ederson da Silva dos Reis

O titulo deste constitui-se o grito sepulcral de uma sociedade heterônoma, que vive evidentemente em busca de crescimento, porém sujeita-se a vontade de outrem, a saber: a do insigne consumismo excessivo. Esta situação calamitosa é decorrente da famigerada economia de materiais, a qual se baseia na extração, produção, distribuição, consumo e no tratamento de lixo, conforme bem apresenta o filme “História das coisas”.
Na atual conjuntura, o individuo tem seu direito de ser ameaçado, por conta do bombardeio publicitário, fomentado pelo governo, corporações e inclusive pelos meios de comunicação, os quais deveriam veicular informações para contribuir com a ordem e progresso social. E como conseqüência, é obtida, de forma irrefletida, uma identidade de consumidor, onde o viver humano limita-se ao mero consumismo das coisas, causando com isso, inevitavelmente, detrimento à formação do caráter do individuo, bem como à sua estrutura sócio-política.
Ademais, é interessante notar que a respeito do assunto em questão, a escritora Lya Luft, contribui sobremodo para um melhor entendimento, quando, falando sobre a precariedade do ensino no Brasil, nos diz que enquanto a “ignorância alastra-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos e senados, existem multidões ululando nas portas e corredores de grandes shoppings, países inteiros saindo da obscuridade – não pela democracia, mas para participar das orgias de aquisições, e entrar na modernidade”, ou seja, nos tornamos seres passivos, acomodados, ajustados, incapazes de decidir, sem liberdade, vivendo sob as algemas da massificação, isto é, deixamos ser influenciados pelos interesses da maioria.
Por fim, se faz necessário conscientizar a todos, sobre o dever e responsabilidades que compete a cada um, no que diz respeito aquilo que apreendemos como incentivo para a tomada das escolhas que fazemos diante da chamada escassez, pois se deve levar em consideração não apenas o interesse pessoal, mas primeiramente o interesse social, ou seja, o bem comum a todos, para que assim tenhamos como resultado uma economia equilibrada e uma sociedade em salutar crescimento.

Referências

_____REVISTA VEJA. Edição 2204 – 16 de fevereiro de 2011, p. 22.

PARKIN, O que é economia?. In.: Economia em uma época de enormes mudanças.

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