terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fama, uma utopia.

Por Ederson da Silva dos Reis

Nos idos, a fama era considerada fruto de uma labuta honrosa, resultante de ações virtuosas do ser humano, que beneficiaram não apenas a si próprio como também a sociedade de modo geral.
Entretanto, nos tempos hodiernos, esse quadro sofreu mudanças significativas, passando por uma patente inversão de valores, pois a fama deixou de ser um mérito de um ato virtuoso, heróico ou filantrópico, e passou a ser concebida como uma proposta de fuga, oriunda de diversos fatores, dentre eles, a falta de estabilidade financeira e algum distúrbio psicológico.
A busca desenfreada pelo estrelato gera um sentimento de ambição, causando assim detrimento a tudo aquilo que for considerado um impeditivo para o seu alcance. Em muitos casos, pessoas buscam fama em virtude de terem vivido ou sofrido algum trauma ou complexo durante o transcorrer do tempo.
É necessário, então, conscientizar aqueles que visam o estrelato, dos efeitos que este gera durante o processo de busca, pois embora a fama gere visibilidade social, status, esta também traz a perda, não apenas da privacidade mas também da individualidade, pois a pessoa deixa de ser o que é, para ser aquilo que a mídia bem quiser.

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