sexta-feira, 24 de julho de 2009

INTERTEXTUALIDADE

Por Ederson da Silva dos Reis
A intertextualidade é um processo constitutivo da semântica textual e pode-se dar entre textos distintos e de diferentes linguagens, ou seja, é uma forma simples de conciliar dois textos, a fim de coadunar suas idéias centrais.
Partindo dessa definição de intertextualidade, convém apresentar um texto analítico – comparativo, o qua tomará como base o conto infantil dos três porquinhos (o qual é trivial) com a parábola dos dois alicerces, registrada no evangelho escrito por Lucas 6.48,49.
No limiar do século XXI, pessoas estão sendo ludibriadas, no tocante a construção do caráter, pois as mesmas são conduzidas aos meandros ilegais de uma sociedade corrompida pelos artifícios maquiavélicos de terceiros.
Estamos perdendo os nossos princípios, nos esquecendo das nossas raízes, provocando assim uma inversão de valores, pois o que era errado antigamente é tido por certo nos nossos dias. Desta feita, pessoas estão sendo conduzidas ”a um beco se saída”.
No conto dos três porquinhos, em uma linguagem conotativa, temos um exemplo da busca desenfreada por facilidades, sendo ignorada a segurança e a qualidade, pois dois dos três porquinhos visavam um trabalho sem muito esforço, que no final proporcionasse a eles um momento de diversão. Todavia, eles não se precaveram de alguns incidentes, como uma possível tempestade ou até mesmo o sopro do terrível lobo, pois as suas casas não possuíam alguma estrutura para suportar tal incidente.
Em contrapartida, o terceiro e o mais velho dos porquinhos, pensando na segurança contra os possíveis percalços que poderiam sobrevir, construiu sua casa com material apropriado e resistente, mostrando assim aos seus dois irmãos que uma boa construção depende muito do material utilizado e do local apropriado.
Partindo desse conto dos três porquinhos, é fidedigno apresentar a parábola dos dois alicerçes, pois ambos estão interligados, isto é, possuem uma mesma lição de moral.
Na parábola, um homem constrói sua casa na areia, porém vindo uma tempestade a derrubou, pois o local não era apropriado. Em contrapartida, outro homem constrói sua casa na rocha, pois sabia que ali era um lugar forte, que resistiria a todo e qualquer vendaval. Sendo assim, quando a tempestade sobreveio a casa permaneceu intacta.
Tanto a parábola como o conto infantil, apresentam uma mesma linha de pensamento – a saber – a construção do caráter.
Mediante a esta situação calamitosa, as pessoas estão procurando atalhos, ignorando assim os caminhos que são longos, porém levam a uma eficácia. Vale salientar que, nem tudo que é ou parece ser fácil nos traz felicidade, pois muitas vezes somos possuídos por uma falta de disponibilidade ou até mesmo de coragem que nos causa detrimento.
Portanto, para conseguir construir um caráter pautado em uma vida padrão, é preciso investir sem medo, se utilizando de recursos que aparentemente irão adiar a nossa construção, mas que a bem da verdade estão nos proporcionando uma estrutura condizente com a nossa personalidade.

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