segunda-feira, 20 de julho de 2009

A IMORTALIDADE DA ALMA

Por Ederson da Silva dos Reis

Muitos têm propugnado a doutrina da alma mortal, porém fazem isso alienados da Bíblia Sagrada. Entretanto, em análise minuciosa das narrativas bíblicas, descobre-se que essa doutrina torna-se uma contrafação das verdades primitivas, pois a alma é a sede das emoções, ela é responsável pelas tomadas de decisões, em outras palavras, é o próprio homem, a sua personalidade. Todavia sabendo que a criação da alma originou-se do nada (verbo bara). Desta feita, a mesma é desprovida da mortalidade. Convém frisar, que o homem era imortal antes da queda, esse estado evidentemente não excluía a probabilidade do homem se tornar sujeito à morte. Embora, o homem no estado de extrema retidão, não estivesse sujeito à morte, o mesmo estava propenso a essa sujeição. Era inteiramente possível que por meio do pecado, ele se tornasse sujeito à lei da morte. Haja visto, que a conseqüência do pecado de Adão nos trouxe unicamente a morte do corpo e não da alma, como muitos teólogos afirmam. Pois quando o corpo jaz, a alma não compactua com o mesmo. É digno de nota, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário, pois Ele morreu para redimir a alma humana e não para redimir a natureza animalesca do ser humano. E tal sacrifício seria desnecessário se a alma não possuísse a imortalidade, que é dada por Deus. É fidedigno afirmar que na pós-morte o homem estará plenamente consciente, aguardando o dia do juízo final, independentemente do lugar em que o mesmo esteja, quer no inferno (Hades) ou quer no paraíso. Pois muitos entendem a morte como o fim da vida. A morte é sim o fim da vida. Mas o fim é entendido como meta alcançada, plenitude almejada e lugar do verdadeiro nascimento, esse é o paradoxo que temos que aceitar. Para ratificar essa afirmativa, convém pormenorizar a parábola do rico e lázaro (Lc 16. 19-31), que a lendo pode subtender-se que tudo fica invertido na eternidade. O rico, que nunca mendigara na terra, agora implora (em sã consciência) usando talvez as mesmas palavras com que Lázaro lhe pedira as migalhas, porém a sua petição de misericórdia não é atendida. Ambos estavam em lugares diferentes, Lázaro estava no paraíso e o rico no inferno, que é um lugar de sofrimento, de onde é visto o que jamais se gozará, de onde os condenados se lembrarão (conscientemente) do passado com saudade insaciável e remorso, de sede de alivio e de condenação irrevogável. A parábola ensina a impossibilidade do homem se salvar rejeitando a Bíblia e, sobretudo a imortalidade da alma, pois é impossível sentir remorso, saudade ou qualquer tipo de desejo, estando morta a alma. Portanto, conclui-se que mesmo após a morte do homem, a sua alma continua a existir, aguardando o grande dia em que os mortos hão de ressuscitar, ou seja, levantar-se-ão de onde estiverem para prestarem conta dos seus atos e logo após de serem julgados, receberão a sentença final, logo em seguida como está exarado nas Sagradas Escrituras, os que forem condenados para o sofrimento eterno chorarão e rangerão os dentes, ficando claro que mesmo após a condenação dos ímpios ou a entrada dos santos na Nova Jerusalém, a alma não perderá a sua imortalidade, pois desfrutar-se-á no inferno uma agonia incomparável, mas em contrapartida no céu de glória um gozo sempiterno. Indubitavelmente a alma do homem é imortal.

2 comentários:

cledionilson disse...

é verdade que a morte que acomete a a alma, com resultado do ato do pecado, não significa aniquilamento da mesma, mas simplesmente a cessação da vida do corpo ou da vida no corpo, devido a cessação do funcionamento dos orgãos vitais do mesmo, significa tambem o fim da vida espiritual (a morte espiritual) resultado da perda da comunhão da alma com seu criador.

DALTRO disse...

Este ensaio teológico mostra o futuro promissor de nosso futuro Doutor em Divindades... Que venham muits reflexões e teses para abençoar o povo do Senhor!!!