terça-feira, 28 de julho de 2009

IDEOLOGIA E METODOLOGIA DO EDUCADOR

Por Ederson da Silva dos Reis

No limiar do século XXI tem-se adotado um modelo arcaico de ensino, colocando o professor como cerne do processo ensino-aprendizagem. Propugnando de tal forma o pensamento que ainda permeia esta sociedade pós-moderna, a saber, “o professor ensina e o aluno aprende”.
Mediante a esse “caos” no âmbito educacional, toda a labuta pedagógica direcionou-se ao professor, para única e exclusivamente lhe transmitir conteúdo, sendo uma atitude recíproca, ou seja, o professor também deverá transmiti-lo (conteúdo) ao aluno. Paulo Freire denomina este processo de “Educação Bancária”, pois se faz o deposito de conhecimento no outro. É interessante verificar este processo na descrição do papel do professor de adultos como interprete da palavra na visão de Norvel Welch:
O professor da Escola Bíblica Dominical (EBD) é um intérprete da Bíblia. Ele foi nomeado para este fim. Ele fica ao lado do seu aluno para dar as melhores explicações possíveis, para esclarecer palavras e frases difíceis, para desaconselhar conclusões precipitadas, evitando assim interpretações espúrias, forcadas e/ou prejudiciais”.
Afirmar que algumas pessoas podem interpretar a Bíblia e outras não, é voltar a Idade Média. Vale salientar que as Sagradas Escrituras eram objeto de posse da Igreja e somente nela, por intermédio do clero, é que o povo podia ouvir seus ensinamentos.
Uma visão mais ampla e interativa concernente ao papel do professor, é encontrada no pensamento de Lucien E. Coleman Jr. Pois para ele “a função do professor é facilitar a aprendizagem, criar condições favoráveis para que ela aconteça”. Além de interpretar a Bíblia, o professor tem a árdua tarefa de ajudar os alunos a interpretá-la.
Convém ressaltar que no cotidiano da Escola Bíblica Dominical, por exemplo, em muitas regiões do Brasil, infelizmente, nem o professor, nem o aluno interpretam a Bíblia. Pois ambos reproduzem a interpretação feita pelo autor ou comentarista da revista utilizada, com total ausência de um ensino critico. O resultado disto, depois de anos, é um ensino bíblico com ênfase na reprodução, produzindo assim alunos passivos e dependentes, que não sabem responder a razão de sua fé e nem a questionamentos concernentes a vida cristã, pois estão acostumados a receberem um conhecimento “mastigado”, lhes “roubando” assim o direito de pensar e raciocinar sobre os ditames de uma vida pautada no que é certo.
Haja vista, que a educação, em pleno século XXI, esta sendo desvalorizada por muitos, no tocante a falta de recursos didáticos, isto é, muitos professores não sabem organizar o conteúdo, isto revela uma falta de metodologia e de idéias. Todavia, temos uma solução para esta problemática, a qual é a estrutura educacional, que existe para facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Esta estrutura fornece ao professor e/ou ao educador uma auto-análise do seu conteúdo e sistema de ensino, propiciando assim um melhor aproveitamento ao educando.
Portanto, para que ocorra um crescimento na área da educação, tanto cristã como secular, é imprescindível ao educador e ao educando assumir a referida estrutura educacional e além do mais atentar para as orientações supra citadas, adequando-as às nossas possibilidades e realidades.

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