quinta-feira, 30 de julho de 2009

ETERNIDADE, O DESTINO FINAL

Por Ederson da Silva dos Reis

MATEUS, São. O Santo Evangelho segundo Mateus.
Cap. 25.31-46
O evangelho de Mateus foi o primeiro dos evangelhos a ser lido publicamente nas comunidades cristãs, isto revela a real aceitação do mesmo como "literatura sagrada" entre os primeiros cristãos.
É perceptível nas narrativas do evangelho supra a objetividade do autor em mostrar concisamente para os seus destinatários, a saber, os judeus, o reino messiânico de Jesus Cristo, e os exorta a aceitá-lo como tal.
Destarte, apresenta de forma pitoresca os eventos finais, ou seja, o estudo dos eventos e personalidades futuros, baseado na profecia biblica. E na medida em que o autor desencadeia todo arcabouço escatológico, o mesmo arrazoa a total dependência do homem para com Deus e simultaneamente exorta-o para que se mantenha fiel aos princípios estabelecidos por Cristo.
Outrossim, convém ressaltar que o texto em pauta registra um dos acontecimentos inseridos na escatologia bíblica, a saber, o julgamento das nações. Mateus aborda este evento de maneira assombrosa, senão tosca. Pois o mesmo nada mais é do que o julgamento das nações procedentes da Grande Tribulação, durante a qual essas nações perseguirão aos judeus, ficando subentendido que Cristo tratará essas nações de acordo com o tratamento que deram a Israel. Eis o motivo de o Senhor Jesus afirmar que o que tiverem feito "a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes."
Entretanto, o ponto culminante da oscilação do autor no tocante ao assunto em apreciação, é visto no versículo 46a, no que diz:
E irão estes para o tormento eterno...
Mateus visa dogmatizar o assunto acerca das punições eternas, sem ter, aparentemente, qualquer embasamento filológico e/ou exegético. Pois o mesmo apresenta essas punições ou tormentos como sendo algo que consumirá eternamente”. Contudo, é possível interpretar a respectiva passagem de uma forma totalmente contrária à visão do autor.
O objetivo fundamental não é contestar a existência de um tormento eterno, pois este é fato comprovado pelas Escrituras. O que se coloca em dúvida é se a expressão eterno quer dizer “sem fim” ou “algo, por exemplo, o tormento, que jamais sofrerá intervenções”.
Pois a eternidade é algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto transcende o mesmo. Mas se entendermos o tempo como duração com alterações, sucessão de momentos, a Eternidade seria uma duração sem alterações ou sucessões, porém tendo a probabilidade de ter um fim.
Mediante a definição supra e a uma análise filológica e exegética do contexto escriturístico da respectiva passagem, é possível interpretar o termo eterno aplicado à punição, como algo inalterável, isto é, algo que perdurará para sempre.
Portanto, o tormento eterno exarado no contexto do evangelho, é uma punição inalterável que sobrevirá sobre as nações ímpias após passarem pela Grande Tribulação.

Um comentário:

Marcello de Oliveira disse...

Shalom!

1. Caro Ederson, uma alegria conhecer seu blog. Que o Deus Eterno resplandeça o rosto Dele sobre ti!

Medite em Colossenses 3.16

Nele, Pr Marcello

P.s> Visite:

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e veja o texto:

O Testamento de Paulo - II Tm 4

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