quarta-feira, 29 de julho de 2009

DIACONATO PRIMITO versus DIACONATO PÓS-MODERNO

Por Ederson da Silva dos Reis

Levando em consideração os registros neotestamentários da historicidade expansiva da Igreja primitiva (narrativas do livro de Atos), concernente a instituição do oficio diaconal, é válido sustentar a seguinte linha de pensamento:
O diaconato hodierno não é um reflexo daquele apresentado pela igreja em seus primórdios, pois este continha uma série de exigências para a inserção eclesiástica, tais como: boa reputação; ser cheio do Espírito Santo; sabedoria, dentre outros.
Outrossim, a separação dos diáconos fora proveniente da necessidade de atendimento aos necessitados, e ainda devido ao crescimento de adeptos.
Nesse ínterim a Igreja crescia na oração, na comunhão e no partir do pão, ou seja, esta em ação conjunta e igualitária propagava o Evangelho de Cristo e prestava atendimento aos órfãos e as viúvas, que eram desprezados pela sociedade de então.
Contudo, olhando para a atual conjuntura eclesiástica, é possível detectar a ausência desses tais princípios, pois não há mais um sentido genuíno para o oficio diaconal da atualidade, até mesmo porque o crescimento de adeptos não é o mesmo em relação ao crescimento nos idos da Igreja primitiva, isto é, houve uma mudança no tocante a proporção deste crescimento. Pois fora para isto que os diáconos tinham sido separados.
Partindo desse pressuposto, podemos conceituar o diácono hodierno como sendo um auxiliar-adjunto”, ou seja, um obreiro que exerce tal função objetivando prestar auxilio quando lhe for solicitado, sendo que isto ocorre intermitentemente. E ainda “um candidato pleiteando o pastorado”, e por almejar o episcopado ignora o real motivo de sua consagração.
Portanto, é visível a disparidade entre o diaconato primitivo e o estabelecido pela Igreja pós-moderna.  

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