domingo, 8 de janeiro de 2017

Minhas Leituras em 2017

73. Religião e luta de classes. Otto Maduro. Vozes (1983). 193 págs.
Um livro cuja leitura sofreu idas e vindas. O autor, um sociólogo venezuelano, aborda uma sociologia da religião numa ambiência das lutas de classes. Seu objetivo é promover uma radical reformulação da teoria marxista da religião. Sabe-se que a religião exerce um papel - ora sólido, ora nocivo - na construção da ordem social estabelecida. Porém, é cediço que também a religião, apartir de seus construtos dogmáticos, pode construir e desconstruir algo. De qualquer forma, não há como negar a presença da religião nas estruturas da sociedade, sobretudo num contexto de lutas e conflitos das classes dominadas. Embora, com tristeza, contempla-se determinados grupos religiosos ao lado daqueles que dominam e subjugam as classes subalternas, roubando-lhe a dignidade e o bem estar. É preciso pensar e depois disso pensar novamente. Enganar-se não é uma opção. Lutar é preciso. Otto Maduro alcança seu objetivo, pois ao final da leitura o leitor não é mais o mesmo. Algo muda. Devo dizer que nesta obra de Maduro encontrei uma das melhores definições de religião. Vale a pena conferir. Aos que se interessam pela abordagem, recomendo.

72. Eu sou Malala. Malala Yousafzai. Companhia das Letras (2013). 342 págs.
Apesar da pouca idade, Malala comove-nos com sua biografia, que nada mais é do que uma linda história de luta pelo direito à educação. Um direito de todos, sem distinção de qualquer natureza. Malala, com a ajuda da jornalista Christina Lamb, relata sua trajetória de vida, esperança e lutas. Em 2012, enquanto voltava da escola, foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa, que foi dado por um talibã. A despeito do ocorrido, Malala continua sendo uma voz, dentre tantas outras, em prol do direito à educação. Ainda bem que ela não se calou. Um exemplo não apenas a ser admirado, mas sobretudo seguido. Que cada ser humano seja um agente de transformação. Assim sendo, transformaremos o mundo. Uma vida de cada vez. Se vou recomendar a leitura? Tá na cara, hein.

71. Pensar bem nos faz bem! 3. Mario Sergio Cortella. Vozes (2015). 130 págs.
O terceiro volume da série cortelliana “Pensar bem nos faz bem!” (ver leituras 04 e 60/2017). Cortella é de uma sabedoria que arranca-nos um misto de honra e gratidão. Honra por ser ele um brasileiro com notório saber do popular e das técnicas. Sim, nesta  nação chamada Brasil também temos bons e influentes pensadores, a exemplo do Cortella. E gratidão pela sua disposição em compartilhar tal sabedoria. Neste volume apresenta-nos profícuas reflexões acerca das seguintes temáticas: fé, sabedoria, conhecimento e formação. Vale a pena ler. Afinal, estamos falando do Cortella. Com ele aprendemos que pensar bem nos faz bem, sempre. Recomendo.

70. Crer ou não crer. Fábio de Melo e Leandro Karnal. Planeta (2017). 191 págs.
Que livro! Dois influentes pensadores brasileiros, um católico e um historiador ateu. Não é um debate, mas sim uma conversa. Rica conversa, diga-se de passagem. O padre Fábio de Melo expõe suas percepções da religião e de todas as circunstancialidades do crer e do não crer. O padre suscita-nos admiração e respeito. Ele não fala como religioso, mas como humano que é. A primeira vez que o leio. Não será a última, por certo. Karnal, por sua vez, mantém sua intelectualidade e sagaz leitura das facetas da humanidade. Suas percepções da religião e dos religiosos não estão equivocadas. Pelo contrário, muito se aproveita delas. Enfim, vale a pena desfrutar da companhia destes dois intelectuais e humanos do saber. Recomendo.

69. As nove lições essenciais que aprendi sobre a vida. Harold Kushner. BestSeller (2016). 159 págs.
Antes que o mundo acabe, leia este livro. Já tive contato com o autor em outra oportunidade (ver leitura 48/2015). Então, já sabia que seria enriquecido com a presente leitura. Kushner é rabino laureado do Temple Israel em Natick, Massachusetts. Alguém com uma sabedoria primorosa, que sabe desnudar a humanidade e influenciar com suas percepções de religião e moralidade. Neste livro apresenta-nos nove lições que aprendeu durante o rabinato, estudos e sobretudo de suas experiências pessoais. Vale a pena ler. É garantia de alumbramento e aprendizagem. Por certo resgata-se uma humanidade perdida. Recomendo a leitura, com esperança e urgência.

68. Uma nova reforma. Vários autores. Mundo Cristão (2017). 223 págs.
No mês em que comemora-se 500 anos da reforma protestante, nada mais salutar e conveniente do que a leitura em tela. A editora Mundo Cristão reúne 24 mentes pensantes das mais diversas linhas de pensamento do protestantismo brasileiro. A pauta de reflexão? A reforma protestante. Afinal, após 500 anos deste acontecimento, o que ainda precisa ser reformado? Uma nova reforma é necessária? Quais as consequências desta iniciativa? Os autores, na sua maioria líderes de igrejas e mestres do saber e pensar teológico, apresentam suas percepções sobre tais questões e suas implicações no Brasil de hoje. Uma obra pertinente. A diversidade de pensamento a torna um texto histórico e indispensável. Um livro a ser lido, relido e experimentado. Recomendo.

67. Jesus é ______. Judah Smith. Mundo Cristão (2015). 204 págs.
Esse é o meu primeiro contato com o autor, que é pastor da City Church, em Seattle, nos Estados Unidos. Devo isto ao amigo Paixão Costa, a quem agradeço penhoradamente. Afinal, ser lembrado e presenteado é um misto de alegria e honra. Bem, Judah é um autor bem humorado e que escreve com propriedade. As percepções apresentadas são coerentes com a proposta do Evangelho e conduzem o leitor a um exame minucioso de sua vida. O autor objetiva ajudar o leitor a enxergar quem Jesus é, pura e simplesmente, e entender as implicações disso na e para a sua vida. Judah pontua, acertadamente, que por causa de Jesus, nós temos uma nova humanidade. Todos, simplesmente todos, deveriam descobrir isso. Jesus é ____. Como você completaria essa frase? O autor nos convida a responder tal questionamento. A minha resposta, após encantar-me com o conteúdo deste livro, é a de que Jesus é a razão de ser e existir de uma nova humanidade. Obrigado, Judah. Obrigado, Paixão. Se recomendo a leitura? O que você acha?

66. Nos labirintos da moral. Mario Sergio Cortella e Yves de La Taille. Papirus 7 Mares (2013). 112 págs.
Escrito por dois pensadores, um filósofo da educação e um psicólogo. Cortella dialoga com Yves acerca do entendimento do que é moral e daquilo que se entende por ética, considerando a realidade brasileira atual. Pontuam os dilemas éticos e morais do cotidiano do ser humano. Um debate pra lá de edificante, devido a riqueza de informações advindas da temática e a perspicácia interpretativa dos intelectuais. Vale a pena cada minuto investido na leitura. Recomendo, claro.

65. Ilusões da fé. Philip Yancey, Verne Becker e Tim Stafford. Danprewan (2010). 180 págs.
Um livro escrito por seis mãos. São três autores. Destes conheço apenas Philip Yancey. Embora o nome de Yancey esteja em destaque na capa, devido sua notoriedade jornalística e literária, o mesmo escreveu apenas três dos dozes capítulos do livro. Becker escreveu três e ainda o epílogo ficou por sua conta. Já Stafford escreveu metade  dos capítulos, isto é, seis. Logo, a meu ver, seu nome é que deveria ganhar destaque. Quanto ao conteúdo do livro, considero-o elementar. Os autores tratam das ilusões enfrentadas por aqueles que se convertem ao Evangelho, ilusões estas que são criadas pelo próprio indivíduo ou por terceiros que exercem algum tipo de hierarquia ou não. A fé não está imune as ilusões do viver e conviver, infelizmente. Um livro de leitura simples, mas revigorante. Vale a pena lê-lo. Recomendo.

64. Janelas para a vida. Ricardo Barbosa de Sousa. Encontro (2008). 183 págs.
Ricardo é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto em Brasília, DF, e já tem minha admiração pela forma literária e pastoral com que escreve aos seus leitores. Dê uma olhadela nas leituras 19/2014, 52/2015 e 21/2017, aqui no blog. Este livro reúne uma coletânea de textos e artigos que já foram publicados em periódicos e revistas onde o autor é colunista. Ricardo considera este livro um devocionário, sem qualquer pretensão apologética ou doutrinária. Convida-nos a orar, contemplar, refletir e agir. Sim, além de maravilhar-se com a leitura, o leitor é convidado a participar da construção literária. Ricardo merece ser lido e aplaudido. Afinal, proclama com graça e beleza as mais puras verdades do Reino de Deus. Recomendo.

63. Artesãos de uma nova história. Ricardo Gondim. Candeia (2001). 269 págs.
Um livro que convida o leitor a um engajamento com significância no viver diário. Afinal, todo e qualquer indivíduo é parte responsável da história que protagoniza. Somos todos protagonistas. Somos artesãos. Um alerta para a igreja que apenas preocupa-se com suas programações internas e não envolve-se com os dilemas e acontecimentos da sociedade em que está inserida. Lamentável. Aquela igreja que não porta-se como agência de transformação histórica. Enfim, um livro que merece nossa atenção e reflexão. Gondim, em tom pastoral, convida-nos a uma revolução do ser. A leitura enriquece. Recomendo.

62. Mal-entendido em Moscou. Simone de Beauvoir. Record (2015). 142 págs.
Meu primeiro contato com está brilhante pensadora francesa. Simone foi casada com o filósofo Jean-Paul Sartre. Nesta obra ela trata sobre alguns dos dilemas da existência humana. É interessante como o ser humano lida com as questões que circundam sua humanidade e também aquelas que essencialmente fazem parte do ser humanidade. Simone, brilhantemente, nos auxilia na compreensão destas coisas. O sentido da vida humana reside na coragem de questionar a existência e suas circunstancialidades vitais. Uma obra que nos faz recuar e avançar em nossa caminhada existencial. Vale a pena lê-la. Recomendo. Simone, até a próxima. 

61. Por que fazemos o que fazemos? Mario Sergio Cortella. Planeta (2016). 174 págs.
Mais um título cortelliano. Cortella, a cada reflexão, nos ajuda a caminhar em nossa estrada existencial. Nesta obra fala-nos de aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização. Um convite a respondermos as razões de nosso papel laboral, perspectivas comunitárias e esperanças. Uma vida de significância e sentidos. A leitura enriquece, é óbvio. Afinal, é do Cortella que estou falando. Leia-o. 

60. Pensar bem nos faz bem! 2. Mario Sergio Cortella. Vozes (2014). 141 págs.
O segundo volume desta série cortelliana (ver leitura 04/2017). Cortella nos brinda com profundas, impactantes e pertinentes reflexões em torno de quatro temáticas, a saber: família, carreira, convivência e ética. Lê-lo faz bem pra alma. A cada reflexão o leitor tem sua esperança de vida renovada. Muito mais que um convite a arte do pensar, Cortella nos convida a viver bem a vida. Uma leitura que faz bem. Recomendo.

59. Movimente-se. Pedro Lucas Dulci e Rafael Balestra Cassiano. Movimento Mosaico (2015). 55 págs.
Um presente que ganhei do querido amigo Tonny Raphael. Tem outros, aguardem. Uma carta de princípios e valores do Movimento Mosaico. Em linhas gerais - afinal, não posso roubar do leitor a alegria e encanto da leitura -, o Mosaico é um movimento que busca inspirar vocações apartir de relacionamentos saudáveis e transpirar na transformação da sociedade de modo geral. Este livreto nos enche de esperança e motiva-nos a continuar na luta por amor, solidariedade e justiça. Uma leitura breve, porém intensa e revolucionária. Recomendo.

58. A infância de Jesus. Joseph Ratzinger. Planeta (2012). 110 págs.
Um livro escrito por Joseph Ratzinger, mas talvez você o conheça por Bento XVI, aquele que um dia foi o Papa da Igreja Católica. A despeito de ter sido escrito pelo então Papa, esse não é um dos melhores escritos do mesmo. A temática é rica, interessante e pertinente, mas Ratzinger não logrou êxito em sua abordagem teológica e histórica. Faltou algo. Talvez um pouco de manejo nos pontos de debate e análise histórica. Porém, a leitura vale a pena. Afinal, sempre tem algo novo a aprender. Então, leia-o, no mínimo por curiosidade.

57. A maravilhosa e boa comunidade. James Bryan Smith. Vida (2012). 287 págs.
Este é o último livro (ainda falta ler os demais) de uma trilogia que se destina a auxiliar indivíduos em sua trajetória espiritual. O autor é claro e direto. Linguagem acessível. Ao final de cada capítulo há uma sugestão de tornar prático o aprendido. Smith escreve-nos sobre a beleza e necessidade da vida em comunidade. Não existe humanidade sem o outro. No final do livro há um guia de discussão para pequenos grupos. Enfim, um livro dinâmico e de conteúdo. Recomendo. 

56. Pedagogia Transformadora. Altair Germano. CPAD (2016). 64 págs.
Um livro de conteúdo preciosíssimo e necessário, escrito por um pastor assembleiano. Gostei da proposta e da escrita. Altair, cheio de amor e esperança, escreve com o intuito de alertar para a forma com que a Escola Bíblica Dominical (EBD) está sendo tratada. Paradigmas precisam ser quebrados, com urgência. O ensino bíblico vem sendo desvalorizado e ignorado. O caos se agiganta quando valorizamos as estruturas da instituição educacional em detrimento das pessoas que a compõem. Germano nos propõe uma pedagogia transformadora que seja integral, ou seja, alcance o homem todo. Ensinar exige ir além das estruturas. Ensinar exige relacionamento. É isso aí. Acredito que a proposta do autor é muito pertinente e constitui-se um divisor de águas na instituição assembleiana. A leitura vale a pena. Recomendo.

55. Na minha pele. Lázaro Ramos. Objetiva (2017). 147 págs.
Mais que uma autobiografia, um livro que convida o leitor a conhecer e envolver-se em outra pele. Lázaro conta-nos a sua história de luta. São experiências que alegram e entristecem. A tristeza advém da falta de respeito às diferenças e de amor relatadas e sofridas pelo autor. Falta-nos humanidade para com o humano. A alegria, por sua vez, é oriunda da superação e engajamento numa luta por justiça, paz e amor. Lázaro merece se ouvido, assim como milhares de outras vozes silenciosas que são portadoras de lindas e comoventes histórias. Obrigado por compartilhar sua história, Lázaro. Uma leitura que enobrece. Recomendo.

54. Basta de cidadania obscena. Mario Sergio Cortella e Marcelo Tas. Papirus 7 Mares (2017). 109 págs.
Mais um debate entre gigantes. De um lado, Cortella, filósofo e educador. Do outro, Tas, um exímio comunicador. Os dois se prestam a dialogar sobre a cidadania. Sim, este fenômeno que ainda existe, apesar dos pesares. Digamos que esta apenas desfalecida. Cortella e Tas expõem justamente o avesso da cidadania, aquela indecente e vexatória, ou seja, obscena. A proposta é apenas uma: dar um basta nesse tipo de cidadania. Um debate de esperançar. A leitura vale a pena. Recomendo.

53. A grande arte de ser feliz. Rubem Alves. Planeta (2014). 159 págs.
Uma seleção de crônicas do querido Rubem Alves. Um convite ao saber viver a vida e suas circunstancialidades. São crônicas de tirar o fôlego, do estilo deste poeta brasileiro. Embora trate de alguns pontos polêmicos da fé cristã, o autor imprime sua identidade literária e suas percepções coesas. Vale a pena lê-lo, é óbvio. Vai a dica. Recomendo.

52. Memórias inquietas e persistentes de L. Boff. Leonardo Boff e Luigi Zoja. Ideias & Letras (2016). 142 págs.
O registro de traços autobiográficos de um dos teólogos brasileiros mais respeitados, sobretudo daqueles que se identificam com a chamada teologia da libertação. O italiano Luigi Zoja entrevista o teólogo catarinense Leonardo Boff. É possível conhecer um pouco da caminhada de Boff, não apenas como escritor e pensador, mas também como frade franciscano. Boff motiva e inspira o leitor. Suas percepções ultrapassam as fronteiras teológicas. Lê-lo é garantia de enriquecimento. Recomendo.

51. Imitação de Cristo. Tomás de Kempis. Vozes (2014). 317 págs.
A leitura de um clássico inebria a alma. Esse título já queria ler há um tempo. Tomás de Kempis toca-nos o mais íntimo do ser. Coerência, sensibilidade e precisão tem lugar garantido nas pontuações de Kempis. A proposta deste venerável padre é de alinharmos nossa vida a vida do Cristo. Enfim, todo clássico tem sua verdade, beleza e pertinência. Assim sendo recomendo a leitura deste, é óbvio.

50. Cristianismo equilibrado. John Stott. Ultimato (2017). 83 págs.
No atual cenário evangélico brasileiro ler John Stott é sinal de saúde. Stott é uma voz de alerta e esperança. Neste livro ele trata de questões contemporâneas que colocam em perigo a unidade da igreja, tendo em vista o extremismo e a falta de discernimento. O autor propõe um equilíbrio no discurso e prática cristã. Vale a pena ouvi-lo. Lê-lo faz bem pra alma. Recomendo.

49. Política. Geremias Couto. Visão Cristã (2016). 69 págs.
Este livreto faz parte de uma série intitulada "Visão Cristã sobre". Uma iniciativa louvável. O tema do livro em tela é muito pertinente, sobretudo no momento político que o Brasil encontra-se. O autor é brasileiro e ainda pastor assembleiano, o que nos enche de orgulho e esperança. Geremias sabe escrever e daquilo que escreve. Suas percepções são válidas e atuais. Suas críticas são coerentes. Discorre sobre a participação política do cristão, desde a ocupação de cargo eletivo a questões do cotidiano da humanidade. A política está arraigada em tudo e todos. Um excelente ensaio sobre vida, política e espiritualidade. Um livro que merece ser lido. Geremias é claro e direto, sem papas na língua. Leia-o, urgentemente. Recomendo.

48. Comédias para se ler na escola. Luís Fernando Veríssimo. Objetiva (2001). 145 págs.
Um livro gostoso de se ler. Veríssimo dispensa apresentação. Um exímio escritor brasileiro. Os textos são curtos e de fácil leitura, incrementados com pitadas de bom humor. São textos que retratam o cotidiano do ser humano. Um bom livro. Recomendo.

47. Assassinatos na Academia Brasileira de Letras. Jô Soares. Companhia das Letras (2005). 252 págs.
Ler um bom livro escrito por um habilidoso brasileiro, enche-nos de orgulho. Esse é o segundo livro que leio do querido Jô (ver leitura 33/2013, aqui no blog). Esse romance do gordo é de fazer o leitor roer as unhas de tanta ansiedade. É constante o desejo de dar uma olhadinha na última página, pra saber logo o final. Jô sabe envolver o leitor. O enredo é pra lá de envolvente e caprichoso. Quer saber mais? Então, leia o livro. Afinal, não vou roubar de você a ânsia e beleza oriundas de um bom livro. Sendo assim, por hora, contente-se apenas com o beijo do gordo. Recomendo, claro.

46. A vida que vale a pena ser vivida. Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci. Vozes (2013). 207 págs.
Como é bom ler um livro como este, que revela-nos verdades que estão bem a nossa frente. Os autores, em tom professoral, conduzem o leitor ao mais profundo poço do saber filosófico e existencial. São reflexões acerca dos fundamentos e fragilidades da vida que vale a pena ser vivida. Apontamentos que realçam tanto uma vida de qualidade quanto uma qualidade de vida. Vale a pena saber a distinção entres estas. Um excelente livro. Conteúdo de primeira. Leia-o. Melhor, devore-o. Recomendo.

45. Amor líquido. Zygmunt Bauman. Zahar (2004). 191 págs.
A primeira vez que leio um título deste sociólogo e filósofo polonês. Deveria tê-lo lido antes, confesso. Bauman é de uma coerência invejável. Nesta obra, considerada um clássico, ele discorre sobre a chamada modernidade líquida e suas relações afetivas. Neste contexto, o amor entre os indivíduos é líquido, ou seja, é portador de uma misteriosa fragilidade, em virtude de incompreensões e conexões que desconectam o humano de sua humanidade. Bauman envida esforços pra estimular o senso de comunidade e alteridade. Uma excelente leitura. A aprendizagem é garantida. Recomendo.

44. Espiritualidade subversiva. Eugene Peterson. Mundo Cristão (2009). 315 págs.
Uma coletânea de textos de Peterson sobre teologia espiritual. Ele mantém seu estilo professoral, literário e pastoral. O livro ainda registra algumas das entrevistas concedidas pelo autor, a fim de reafirmar suas convicções acerca do tema. A leitura vale a pena. Se possível, leia-o. Recomendo.

43. Política, para não ser idiota. Mario Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro. Papirus 7 Mares (2012). 112 págs.
Falar de política sempre é bom. Aliás, falar sobre política já é política. Não há como viver alheio à ela. Viver é política. Cortella e Janine conversam sobre política, de modo a contribuir para a sua correta e necessária compreensão, além de sua prática no espaço público. Os autores enfatizam que política não é coisa de idiota, nela reside a fonte de vida tanto do indivíduo quanto da sociedade. Logo, é de suma importância envidar esforços na sua compreensão e prática, afim de evitar um colapso social. A política, essencialmente, apresenta possibilidades de convivência que eliminam o perigo da extinção da vida, o chamado biocídio. Então, para não ser idiota abrace a política, caminhe ao seu lado e tenha profícuas experiências na caminhada. Quanto ao livro, acredito que você deveria lê-lo. A leitura é enriquecedora.

42. Verdade e Transformação. Vishal Mangalwadi. Transforma (2009). 269 págs.
Vishal é indiano e um reformador político cristão com destaque social. Escreve com propriedade. Objetiva apresentar um manifesto a fim de contribuir no processo de cura das nações. Diante do estado de caos que se instala nas nações, afetando as suas bases, a leitura deste livro é muito pertinente. Vishal nos brinda com reflexões do evangelho e também de experiências vividas no seu engajamento político na luta contra a corrupção. Um convite a transformação. Para a sobrevivência da humanidade, transformar é preciso. E isso só será possível com a proclamação e vivência da verdade. Um bom livro. Recomendo.

41. Direto ao ponto. Ricardo Gondim. Doxa (2009). 148 págs.
Já li vários livros do Gondim. Aliás, não é nenhuma novidade minha predileção pelos seus escritos. Gosto do seu estilo literário, arguto, sereno, pastoral, sem papa na língua, ou seja, direto ao ponto. Bem, quanto ao livro em questão, o adquiri por ocasião da celebração de 26 anos da Igreja Betesda, em São Paulo, pastoreada pelo autor. Aproveitei a oportunidade e o conheci pessoalmente. Um misto de honra e júbilo. O livro reúne ensaios sobre Deus e a vida. É possível vislumbrar os sentimentos e percepções do Gondim. Ele nos leva a uma reflexão da vida que vivemos, dos pensamentos que temos e dos desejos que sentimos. Um convite a liberdade do ser e do pensar. Sim, um livro que nos convida a uma revolução da liberdade e do amor. Enfim, viva a vida sem ter a vergonha de ser feliz e livre. Gondim, obrigado. Se vou recomendar a leitura? Claro que sim. Afinal, é do Gondim. O que você esperava?

40. Educação, convivência e ética. Mario Sergio Cortella. Cortez (2015). 118 págs.
Ler os escritos cortellianos nunca é um desprazer ou perda de tempo. Pelo contrário, é garantia de aprendizagem. Nesta obra, Cortella nos brinda com audácia e esperança aplicadas a um contexto de educação, convivência e ética. A educação se dá em todos os momentos e ambientes. É uma tarefa permanente. E, portanto, deve ser bem realizada. Afinal, fazer bem é uma questão de competência. Não devemos economizar esforços no cumprimento de nossa missão educadora, pois estamos construindo o futuro que queremos. Sendo assim, deixe de apequenar a vida. Viva-a eticamente. Obrigado, Cortella. 

39. Não espere pelo epitáfio! Mario Sergio Cortella. Vozes (2014). 138 págs.
Mais um livro - o ultimo - da série Provocações Filosóficas de autoria do Cortella. Se puder e quiser, dê uma olhadela nas leituras 22 e 23/2015, lá você encontrará minhas considerações acerca dos outros dois títulos da série. Bem, já declarei minha admiração pelos escritos cortellianos. Não é novidade pra ninguém. Cortella sabe cativar o leitor, seja pelo bom humor que trata o cotidiano da vida, seja pela sua intelectualidade. Neste título ele provoca-nos a viver a vida e não esperar pelo epitáfio, ou seja, pelo término do viver. Um convite a ação com responsabilidade, educação e ética. Cortella enche-nos de orgulho. Se você ainda não o conhece, não perca mais tempo. Leia-o. Cada leitura, um aprendizado. Recomendo.

38. Calvino e a responsabilidade social da Igreja. Augustus Nicodemus Lopes. Publicações Evangélicas Selecionadas. 24 págs.
Um livreto com conteúdo de primeira. Augustus Nicodemus dispensa apresentação. João Calvino muito menos. Nicodemus, de forma direta e precisa, apresenta a teologia social do reformador. Um ensino que tem ultrapassado gerações e preservado a pertinência e verossimilhança. Calvino merece nossa atenção, certamente. Aliás, faça um favor a si próprio, leia Calvino. Recomendo.

37. A cidade que ninguém vê. André Soler e Vinicius Lima, SP Invisível (2016), 200 págs.
Eis um livro que vale a pena ler, pois provoca, desafia, constrange e enche-nos de esperança. Sim, a leitura produz essa mistura de sentimentos. SP Invisível é um movimento do bem que objetiva dar visibilidade aqueles que por nós foram feitos invisíveis e que estão aí em algum lugar na rua que transitamos. Um movimento de conscientização e esperança, a partir de relatos e registros fotográficos de pessoas que foram vitimizadas por um sistema opressor por nós criado e alimentado. É cada história de vida que nos leva a reflexão da humanidade que julgamos ter diante do próximo. O prefácio é duplo, Ed René Kivitz e Lázaro Ramos atestam o caráter profético e transformacional deste movimento. Enfim, você deve ler este livro e conhecer o SP Invisível. Aliás, você deve ser uma voz profética e de esperança. André e Vinicius, parabéns! Meu pedido de perdão aos autores deste livro, bem como a todos aqueles que vivem em situação de rua, por todas as vezes que os ignoramos, afastando-nos por medo, maldade ou simplesmente por falta de humanidade. Deus também nos perdoe. Amém.

36. Fé cristã e cultura contemporânea. Guilherme Carvalho, Rodolfo Amorim, Leonardo Ramos, Matt Bonzo, Andrew Fellows e Cláudio Leite. Ultimato (2009), 219 págs.
Um livro bem organizado e escrito. O tema é pra lá de interessante e pertinente. Os autores abordam a cosmovisão cristã e sua presença na igreja local, de modo que esta cumpra sua missão de transformação integral. O cristianismo, portando sua cosmovisão, deve dialogar com a cultura - que é dinâmica por natureza - apartir de uma visão transformacional. Essa é a proposta do Cristo. Então, mãos à obra. Para um fortalecimento e amadurecimento da fé cristã, recomendo a leitura.

35. O poder da música cristã (no prelo). Manoel Monteiro do Espírito Santo Júnior, 2016, 131 págs.
Conheço e desfruto da amizade do autor e portanto a leitura do texto tornou-se duplamente prazerosa. Aprovo e incentivo a escrita e publicação de idéias, reflexões e (re)interpretações de autores brasileiros. Afinal, o Brasil está cheio de riqueza artística. Escrever é uma arte. Manoel, além de um cristão convicto, é músico e faz parte da banca de música da Força Áerea Brasileira, em São Paulo/SP, o que confere credibilidade ao texto de sua autoria. Seu objetivo é realizar uma abordagem bíblica, histórica e teológica da música e sua aplicabilidade na cultura cristã, de modo a servir como um guia de compreensão e eficácia ao cristão de modo geral, especialmente aquele que desenvolve o ministério musical. As informações históricas, bem como as fundamentações bíblico-teológicas são ricas e pertinentes. Algumas das expressões utilizadas no texto são extremamente técnicas, específicas da cultura musical. Porém, no final há um glossário que ajuda o leitor leigo. Enfim, um texto de fácil leitura e compreensão. Nele, além do registro de informações válidas é manifesta a devoção cristã do autor, bem como sua preocupação com a qualidade musical na esfera eclesiástica. O autor merece ser lido, pois tem algo a dizer. Então, ouça-o.

34. Cada dia um caminho para a felicidade. Anselm Grün, Ideias e Letras (2007), 187 págs.
Anselm Grün aborda a espiritualidade de uma forma profunda e dinâmica. Não há como deixar de envolver-se com cada expressão de vitalidade. Grün incentiva o leitor a viver cada dia, de modo a vivenciar a graça e beleza do viver. A vida em todas as suas circunstancialidades revela a felicidade que há dentro do ser humano. Enfim, a leitura vale a pena. Recomendo. Aliás, leia tudo de Anselm Grün.

33. Como educar crianças e adolescentes em situação de risco. Derli Rodrigues Barboza (2011), 32 págs.
Um livreto que propõe-se a ser um material prático na educação de crianças e adolescentes em situação de risco. O mesmo também é utilizado como base no treinamento dos terapeutas do apego, também chamados de pais sociais, que são aqueles que lidam diretamente com essas crianças/adolescentes. Basicamente é um resumo do guia elaborado pela psicóloga norte-americana Nancy L. Thomas (ver leitura 32/2017). Ressalta-se que o autor está envolvido diretamente com a educação de crianças e adolescentes que foram vítimas de casos de desapego, em decorrência de uma desestruturação tanto social quanto educacional, no convívio familiar ou na falta deste. Logo, o conteúdo deste material é recheado de experiências e esperança. Recomendo a leitura. Minha gratidão ao amigo Ismael pelo presente.

32. Quando o amor não é suficiente. Nancy L. Thomas (1997), 74 págs.
Um guia/treinamento para os chamados pais sociais, que trabalham com crianças em situação de risco e que apresentam alguma espécie de distúrbio, sobretudo o Distúrbio Reativo do Apego (DRA). Esse guia é utilizado pela ONG Esperança Sem Limites, no abrigo Cidade dos Meninos, em Campinas/SP. Minha esposa e eu tivemos o prazer de conhecer e hospedar-nos na Cidade dos Meninos, quando de nossa visita a um casal de amigos, Ismael e Kerllen, que atuam como pais sociais. Foi uma experiência muito especial e interessante, tanto pelo (re)encontro com os amigos, quanto pela oportunidade de conhecer o projeto. Bem, o livreto-guia apresenta o contexto de vulnerabilidade em que a criança/adolescente (filho) se encontra e a necessidade de cuidado por parte do pai social. Cuidado esse que está relacionado não apenas ao menor assistido, mas também ao próprio pai e mãe social. Há o registro de 12 técnicas dinâmicas para a educação dos filhos. Enfim, um guia necessário e pertinente para os fins desejados. Apartir dos dias em que estive no abrigo e através da leitura deste guia, afirmo que este trabalho com crianças e adolescentes é mais que necessário e indispensável para a sinalização do Reino de Deus. Afinal, o Evangelho é um convite de graça e amor. Obrigado ao amigo Ismael por compartilhar esta leitura. Para uma clara e correta compreensão, envolvimento e ação transformadora, recomendo-a também.

31. Encontros e desencontros na vida a dois. Silvia Geruza Rodrigues, Doxa (2010), 95 págs.
Tive a graça de conhecer a autora por ocasião do aniversário de 26 anos da Igreja Betesda, em São Paulo/SP. Um amor de pessoa, pra lá de extrovertida. Aproveitei o ensejo e adquiri o livro em questão. Nele, Silvia analisa, como especialista que é, o ambiente da conjugalidade, que pela sua própria natureza apresenta encontros e desencontros. Ela ajuda o leitor a situar-se compreensivamente tanto no universo feminino quanto no masculino. Gostei do estilo e da linguagem, difere significativamente dos inúmeros livros entediantes que tentam abordar a temática, sem qualquer preocupação com a realidade da vida como ela realmente é. A despeito das poucas paginas, Silvinha tem muito pra falar. É certeira, profunda e desafiante. Um livro de conteúdo. Recomendo.

30. Verdades e mentiras. Mario Sergio Cortella, Gilberto Dimenstein, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé. Papirus 7 Mares, 2016, 128 págs.
Nada mais oportuno do que ler sobre ética e democracia no Brasil, devido o atual cenário político que o mesmo se encontra. Melhor ainda se for reflexões advindas de uma roda de conversa dos pensadores brasileiros com um notório e respeitado saber histórico e experiencial, além de uma cosmovisão e intelectualidade invejáveis. Cortella, Dimenstein (esse ainda não tinha ouvido falar, tampouco lido-o, confesso), Karnal e Pondé colocam em discussão as verdades e mentiras que permeiam e impregnam a arena política e social da brava gente brasileira. Um show de erudição e perspicácia. Embora não concorde com tudo que assinalam, tenho que reconhecer a riqueza e pertinência da conversa-debate. Parabéns a editora pela iniciativa de reunir esse quarteto fantástico. Faltou apenas o Clovis de Barros Filho. Aí seria o quinteto fantástico. Se recomendo? Claro que sim. Leia-os. Ouça-os. 

29. Pela leveza do viver. Villy Fomin, Doxa (2012), 111 págs.
Conheci o autor pessoalmente numa manhã de domingo, por ocasião da celebração de 26 anos da Igreja Betesda, em São Paulo/SP. Aproveitei o encontro e adquiri o livro em tela. Puxa! Que livro! Villy não escreve apenas com as mãos, mas também com o coração. Sua humanidade está estampada em todas as páginas, pontuações, parágrafos e entrelinhas. O leitor é conduzido à uma compreensão da vida como ela é, sem maquiagem, sem máscaras. Villy ajuda a enxergar aquilo que está bem diante de nós, o leve da vida. Uma obra que nos faz celebrar a vida, em todas as suas circunstancialidades. Como já nos recomendou Gonzaguinha, viver e não ter a vergonha de ser feliz. Obrigado, Villy. Recomendo a leitura, certamente.

28. Jesus, o maior socialista que já existiu. Jefferson Ramalho, Edições Terceira Via (2017), 110 págs.
Tive o prazer de conversar com o autor numa manhã de sábado, na padaria Barão de Itapura, em Campinas/SP. Café e prosa, uma combinação perfeita. Melhor do que ler um livro é ter a oportunidade de conversar com o autor. Bem, o título do livro já desperta questionamentos e inúmeras polêmicas, como era de se esperar. Porém, o autor esclarece logo na introdução que comparar Jesus a um socialista não significa associa-lo às práticas violentas de regimes do século XX. Até mesmo porque na época de Jesus não existia Socialismo, embora já existia muitos dos principais princípios deste na trajetória ministerial de Jesus. Enfim, não há nada de abusivo ou absurdo nas reflexões e considerações do autor. Pelo contrário, há muita coerência com a proposta  do Evangelho do Cristo. Uma proposta de vivência da fé no chão da vida. Por isso até considero esse texto uma pastoral. Eis aqui uma leitura que recomendo, até mesmo para os críticos de plantão.

27. Reconciliação. John Dawson, Jocum (2009), 243 págs.
Uma proposta de cura para as nações. O autor, historicamente, apresenta o ambiente de preconceito racial, étnico e ideológico do povo norte-americano. Suas considerações sobre o processo de cura são pertinentes, podendo ser aplicadas ao contexto de conflitos que vivemos no Brasil. Quanto ao estilo literário, confesso que chega a ser maçante. Porém, o conteúdo em si é muito bem exposto e fundamentado. Para uma compressão e abordagem da cosmovisão norte-americana, a leitura é recomendada.

26. Ética e vergonha na cara! Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho, Papirus 7 Mares (2014), 111 págs.
Ler e ouvir esses dois caras é uma oportunidade única. Agora ouvi-los falar sobre ética é de empolgar qualquer um. Uma dose de saber e humanidade. Os autores discutem sobre o modo como decidimos e agimos nas variadas situações do cotidiano, mostrando-nos o lugar da vergonha no espaço da ética, de modo a vivermos de forma ética, humana e comunitária. Claro que recomendo a leitura. Aliás, leia tudo dos autores. Minha gratidão ao amigo e pastor Washington Gomes pelo presente pra lá de precioso.

25. A arte não precisa de justificativa. H. R. Rookmaaker, Ultimato (2010), 76 págs.
A primeira vez que leio Rookmaaker. Uma experiência literária singular. De forma sábia e direta, o autor orienta o cristão (artista) a usar seus talentos para humanização do ser humano e a glorificação do seu criador. Definitivamente, a arte não precisa de justificativa. Ela precisa ser reconhecida e devidamente aplicada e contemplada. Um convite a criatividade. Muito bom. Recomendo.

24. Elementos da Teologia da Prosperidade no ministério do Pr. Silas Malafaia. Francisco Helder Sousa Cardoso, TCC (2013), 90 págs.
Com um misto de honra e alegria li o TCC do curso bacharelado em teologia do amigo Francisco Helder. A pesquisa se ocupa em identificar elementos da teologia da prosperidade no ministério do pastor assembleiano Silas Malafaia. Uma pesquisa e tanto, bem fundamentada, com uma linguagem bem colocada, como já era de se esperar. O autor situa o leitor no campo conceitual e histórico da teologia da prosperidade, seu nascimento em solo americano até sua chegada no país verde e amarelo, bem como seus principais expoentes internacionais e nacionais. O ponto central da pesquisa ocorre quando o autor, apartir da coleta de dados oficiais e devidamente referendados, apresenta o ministério do pastor malafaiano, de modo a comprovar de forma inconteste que o aludido pastor encontra-se imerso na cultura suja da teologia da prosperidade, a mesma teologia que o próprio amiúde condenava, conforme dados apresentados no estudo em tela. Atualmente, Malafaia é um dos principais propagadores dessa famigerada teologia. O que é lamentável. Enfim, uma pesquisa que beira a excelência. Feliz por tê-la lido. Recomendo.

23. Reflexões de uma vida. Robinson Cavalcanti, Encontro / Ultimato (2013), 101 págs.
O livro é uma coletânea de textos do querido Robinson Cavalcanti, organizado por Marcus Throup. Também não deixa de ser uma homenagem ao bispo. Desde 2012 a ausência de Cavalcanti tem sido percebida no cenário da igreja brasileira, bem como na arena política da nossa nação. Na obra em tela, Throup organizou os escritos apartir do pensamento do bispo acerca da igreja, política, anglicanismo, teologia e outras temáticas correlacionadas. Ao final há o registro das exéquias ao bispo e sua esposa, feitas pelo Rev. Luiz Souza de França. Além disso, há uma biografia do bispo, para quem desejar conhecer um pouco de sua trajetória e militância. Enfim, um livro que, além de nos fazer (re)pensar, nos faz agradecer a Deus pela vida do bispo Robinson Cavalcanti. Recomendo a leitura.

22. Viver em paz para morrer em paz. Mario Sergio Cortella, Saraiva (2013), 109 págs.
Esse livro faz parte da coleção "O que a vida me ensinou", lançada pela Saraiva. Cortella, sendo um dos pensadores brasileiros mais influentes na atualidade, escreve o que a vida lhe tem ensinado. Tal ensino estampa o título do presente livro. Cortella baseia suas percepções a partir de uma pergunta que confronta e perturba nossa existência humana, a saber: Se eu não existisse, que falta faria?. Um livro para ler, pensar e agir. Para um morrer em paz é imprescindível um viver em paz. Uma vida bem vivida, com significado e consciência comunitária. Recomendo a leitura com urgência. Obrigado, Cortella. Até a próxima. 

21. Pensamentos transformados, emoções redimidas. Ricardo Barbosa de Sousa, Ultimato (2016), 97 págs.
Mais um livro do querido Ricardo. É muito bom lê-lo. Esse já é o terceiro na lista (ver leituras 19/2014 e 52/2015, no blog). Coerência, humanidade e pastoreio se encontram nos seus escritos. Neste livro, Ricardo assinala, apartir de quatro perguntas extraídas da epístola de Paulo aos Romanos, que mente transformada produz emoções redimidas e uma espiritualidade madura e equilibrada. É isso aí. Um convite a transformação. Recomendo. Se possível, não poupe esforços para ler tudo do autor.

20. Qual é a tua obra? Mario Sergio Cortella, Vozes (2014), 141 págs.
Cortella já ganhou a cadeira na minha galeria de autores preferidos. Com sua brasilidade, intelectualidade, catolicidade, humor e boa escrita não era de se esperar o contrário. No livro em questão, Cortella nos brinda com inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. Esse é um daqueles livros que não deixa o leitor satisfeito. Sim, um livro que provoca insatisfação. Insatisfação porque não queremos que a leitura termine, de tão enriquecedora que é. Cortella sabe deixar um leitor insatisfeito. Enfim, a despeito de não está satisfeito, não tenho outra alternativa senão recomendar a leitura. Aliás, leiam tudo do autor, até mesmo frases "facebookianas".

19. Um rei entre os pobres. Johnnie Moore, Thomas Nelson (2014), 176 págs.
Mais um presente do querido amigo Douglas Menezes. Obrigado, fat. Já estou no aguardo do próximo. Esse foi o meu primeiro contato com o autor. Foi um encontro agradável, confesso. Johnnie escreve sobre a graça, de maneira graciosa e abundante, apartir de suas experiências e percepções. Ancora-se em referenciais da história e da literatura cristã, tais como: C. S. Lewis, Dietrich Bonhoeffer e Timothy Keller. A exemplo de Johnnie, acredito no poder transformador da graça. Cabe a nós, eu e você, tomarmos consciência disso e arregaçarmos as mangas e sermos agentes da graça. Um bom livro, de fácil leitura e aprendizagem. Recomendo.

18. Teologia da trincheira. Antônio Carlos Costa, Mundo Cristão (2017), 188 págs.
O segundo livro que leio do autor (ver leitura 37/2015, aqui no blog). Antônio tornou-se um dos meus autores prediletos. Sua história de luta e engajamento sociopolítico a fim de dar visibilidade aos invisíveis e voz aos sem voz é de causar espanto. Sim, espanto. Afinal, não é todo dia que vemos um cristão colocando os pés nas favelas e lutando pela efetivação dos direitos dos vulneráveis e oprimidos pelo sistema. Antônio me inspira e desafia. Nesse livro, com seu jeito literário denunciativo e pastoral, apresenta-nos reflexões e provocações que nos fazem (re)pensar acerca do sentido de nossa existência e finalidade missional. Qual será o legado que deixaremos para a próxima geração? Qual tem sido a nossa contribuição para uma sociedade equânime e humana? Se somos cristãos, o que estamos fazendo? Enfim, um livro provocante. Uma leitura que confronta. Obrigado por nos despertar do sono, Antônio. Um livro que merece a cabeceira. Se recomendo? O que você acha? Mas é claro que sim.

17. Para melhor compreender-se no matrimônio. Paul Tournier, Sinodal (2011), 63 págs.
De autoria do famoso médico psiquiatra suiço, Tournier dispensa comentários. Um livreto que tem muito a ensinar. Trata sobre a necessária compreensão e aceitação mútua no contexto diário da conjugalidade. De modo que cada cônjuge compreenda a si mesmo, para então compreender o outro. Um processo que perpassa necessariamente pela escuta atenta do outro. Um excelente livro. Um dos melhores que já li sobre o assunto. Recomendo a leitura, com urgência. 

16. Servos entre os pobres. Viv Grigg, COMIBAM/Aura, 213 págs.
O autor é um neo-zelandês que decidiu viver entre os pobres da favela de Tatalon, Filipinas. O livro é um relato de sua vivência missionária e luta por transformação e desenvolvimento comunitário. Belo e empolgante relato, diga-se de passagem. Viv objetivava conhecer a realidade dos favelados da Ásia, de modo a tratar-lhes as necessidades espirituais, não isolando-as de sua pobreza. Viv nos deixa muito mais que um desafio, diria que um legado de esperança, amor e serviço ao próximo. Obrigado, Viv. A história continua. Avante, sempre. Aos agentes de transformação, recomendo.

15. O recado do morro. João Guimarães Rosa, Nova Fronteira (2007), 128 págs.
Uma novela que esconde, ao mesmo tempo que revela muitos mistérios. Uma viagem com suas belezas e descobertas. Eu sei que é do mineiro Guimarães Rosa, mas é um livro chatinho. Penso que ele exagerou no mineirês (risos). A despeito disso, a literatura brasileira continua suscitando-me encantos e alumbramentos.

14. O livro dos mil provérbios. Raimundo Lúlio (Ramon Llull), Escala (2007), 140 págs.
Vai uma dose de sabedoria popular aí? São mil provérbios do mestre Lúlio, que retratam verdades acerca de temas que circundam o viver diário. São sentenças curtas, porém de uma preciosidade inigualável. Enfim, se você gosta de clássicos, deveria ler este também. Devo esta feliz leitura ao amigo Douglas Menezes. Thanks a lot, fat.

13. Sexo e felicidade. Rubem Amorese, Encontro (2002), 120 págs.
A quarta leitura que faço do autor. Se julgar que deve, dá uma olhadela nas outras leituras 44/2012, 34/2013 e 49/2016, aqui no blog. Amorese continua figurando como um dos meus autores prediletos. Seu estilo literário é fascinante, o que torna suas abordagens pra lá de interessantes e pertinentes. Neste livro ele não fala apenas de sexo, mas também de felicidade. Ora, estes não são temas distintos. Pelo contrário, há uma complementariedade entre ambos. Há altruísmo, responsabilidade, espiritualidade e verdade. Me arrisco em dizer que há uma coexistência entre eles. Sexo é felicidade. É disso que trata o livro. Um conselho não apenas para os mais jovens, mas a todos os que caminham na estrada da vida. Se vou recomendar? Claro. Que pergunta, hein.

12. O que Jesus beberia? Joel McDurmon, Monergismo (2012), 149 págs.
Um livro que li voraz e curiosamente. Lembrei-me com alegria dos amigos Jonathas Oliveira, Ismael Batista e Warlem Rabelo. O autor de modo prático trata a questão do álcool numa perspectiva bíblica e cristã. Para tanto lança mão da teologia, da exegese de textos bíblicos e da historicidade da cultura judaica. A despeito de McDurmon adotar uma posição muito clara acerca do tema em questão, o mesmo promove um debate de ideias pra lá de interessante, levando o leitor a alcançar suas próprias concepções. Uma leitura prazerosa, instigante e polêmica. Ah, na capa bem que poderia estar uma taça de vinho, hein (risos). Aos proibicionistas e críticos de plantão, recomendo que leiam este livro (melhor dizendo, bebam-no) antes de qualquer coisa.

11. Celebrando a Vida. Jonathan Sacks, Sêfer (2010), 233 págs.
Aprecio muito a literatura judaica. Gosto da atenção dada aos detalhes. Este livro nos ensina muitas coisas. Dentre elas, a descoberta de que a felicidade pode ser encontrada em lugares inesperados, tais como: no seio de uma comunidade, nas amizades construídas, no calor da família e no cumprimento de nossas responsabilidades cívicas. O Rabino Jonathan Sacks nos ensina o caminho da humanidade, pois a partir dele chegaremos mais perto de Deus. Em suma, um excelente livro. A leitura é inebriante. Recomendo.

10. A verdade é a conversa. Elienai Cabral Junior, Reflexão (2013), 151 págs.
Durante minha passagem na linda Fortaleza/CE, participei de uma celebração na Igreja Betesta, pastoreada pelo autor. Na ocasião adquiri esse livro e além de vê-lo autografado, tive o prazer de desfrutar de uma breve, porém significativa conversa com o Elienai, atestando assim sua humanidade e significância. Bem, essa é a segunda leitura que faço do autor. Minhas impressões acerca da primeira encontram-se na leitura 66/2013, aqui no blog. O livro em tela é fruto do trabalho laborioso do autor em suas pesquisas dentro do programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). A despeito do estilo técnico/acadêmico e do excesso de capítulos (penso que o autor poderia ter condensado alguns), a leitura nos ajuda a compreender algumas questões fundamentais de nossa existência. A investida do autor é apresentar algumas aproximações inesperadas entre filosofia e teologia. Faz isto a partir do pragmatismo do filósofo Richard Rorty e da teologia da libertação de Juan Luis Segundo. Um espetáculo de conteúdo, linguagem e interpretação. Gostaria de dominar tal capacidade literária. Elienai transpõe os limites circundantes da teologia fossilizadora, propondo-nos um fazer teológico contextual, propondo-nos uma hermenêutica circular para um mundo que está em constante movimento. Enfim, uma leitura onde a aprendizagem é certa. Para pesquisadores de plantão, recomendo.

09. Livra-nos do mal. Valdir Steuernagel (editor), Encontro (2001), 47 págs.
Este livreto é fruto da conferência convocada pelo Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial e pela Associação dos Evangélicos na África, realizada nos dias 16 a 22 de agosto de 2000, em Nairóbi, no Quênia. Tal conferência objetivava obter uma compreensão abrangente e bíblica sobre a chamada batalha espiritual, visando identificar o inimigo e sua atuação no contexto da evangelização dos povos. Apesar das poucas paginas, considero um texto de leitura essencial para um correto entendimento acerca deste tema, que por vezes é equivocadamente aplicado no contexto eclesial. O primeiro passo é ter cuidado com a linguagem utilizada, para evitar atitudes e discursos incongruentes com as verdades bíblicas. Enfim, a leitura é esclarecedora e desafiante.

08. Transformação Cultural. Mark Beliles, Publicações Transforma (2016), 153 págs.
Esse é o meu segundo contato com o autor. O primeiro ocorreu durante suas palestras em Belém/PA, por ocasião do curso Cosmovisão Cristã e Transformação de Comunidades, oferecido pelo Instituto Transforma. Beliles apresenta o que considera ser uma estratégia de discipulado executada pela igreja a fim de realizar uma efetiva e plena transformação na nação, a começar pelas pessoas que a compõem. Segundo o autor, a religião cristã constitui-se o poder para criar e preservar uma forma de governo que seja livre e justa. Concordo com ele, plenamente. Para alca.    nçar os objetivos a que se propõe, Mark apresenta as chamadas esferas ou montanhas de influência cultural, a saber: família, educação, artes e mídia, negócios, governo, medicina e a própria igreja. O cristão deve transitar por todas as esferas de influência, a fim de cumprir seu papel transformacional de discipular indivíduos e nações. O livro é bom? Não, é muito bom. O conteúdo é ótimo? Não, é excelente. Vou recomendar? O que você acha?

07. Renovando todas as coisas. Henri Nouwen, Cultrix (1981), 64 págs.
Já me tornei um leitor voraz do Henri, confesso. Seu estilo literário encantador e desafiante. Nouwen fala sobre tudo que muitos - inclusive eu - gostariam de escrever ou falar. Neste livreto ele nos convida à vida espiritual, a partir da clara compreensão dos efeitos nocivos da preocupação em nosso cotidiano. Contrário a isso, Jesus nos oferece a oportunidade de vivência de uma vida regada por seu Espírito, onde o mesmo torna novo todas as coisas para e em nós. Porém, isso só é possível mediante a disciplina da solidão e da comunidade. Bravo! É isso mesmo. Obrigado, Nouwen. Para uma revolução interior e exterior, recomendo.

06. Fazendo teologia de olho na Maria. Valdir Steuernagel, Encontro (2003), 89 págs.
A primeira vez que leio o autor. Puxa, deveria ter lido antes. Afinal, Steuernagel escreve com graça e maestria. Gostei do estilo. Neste livreto, o autor trata acerca do exercício teológico apartir das experiências vividas por Maria, mãe de Jesus. Valdir convida o leitor a ir além do rigor acadêmico da teologia, colocando-o a serviço da missão. Uma teologia sendo gestada no chão da vida como ela realmente é. A teologia deve responder aos anseios e frustrações do coração humano. Muito bem. É isso aí. Uma teologia que não fossiliza o seio comunitário e que aterrissa com facilidade em terras férteis. Uma excelente leitura, pena que acabou tão rápido. Recomendo. Até a próxima, Valdir.

05. Teologia da Missão Integral. Regina Fernandes Sanches, Reflexão (2009), 159 págs.
Um trabalho primoroso. Escrito com dedicação. Linguagem clara e direta, a despeito do estilo técnico-acadêmico. A autora aborda a história e método da teologia evangélica latino-americana (TLA), que se apresenta em duas vertentes, a Teologia da Libertação (TdL) e a Teologia da Missão Integral (TMI). Regina caminha panoramicamente pela TdL, localizando sua pertença na TLA. A ênfase mesmo é na TMI e em sua perspectiva integral e transformadora apartir do contexto de seu nascimento, a América Latina. Excelente obra.  Uma das melhores que já li sobre o assunto. No final, a autora pontua acertadamente que a TLA é como uma criança que traz em si um mundo de possibilidades, nascendo em contexto de dominação, por isso apresenta-se como testemunha do egoísmo humano e também profetiza do amor e da vivência solidária e harmônica no mundo. É isso mesmo. Um livro e tanto. Aprendizagem do começo ao fim. Recomendo, claro.

04. Pensar bem nos faz bem! 1. Mario Sergio Cortella, Vozes (2015), 142 págs.
Já me tornei um ávido leitor do Cortella, confesso. Um orgulho para a nação brasileira tê-lo no rol de pensadores com notório saber e influência. Bem, esse é primeiro volume de uma série de quatro. Nele o autor apresenta reflexões em torno de quatro temas, a saber: filosofia, religião, ciência e educação. Cortella nos propõe a pensar de maneira nova e reflexiva a vida e suas contingências. Afinal, pensar bem nos faz um bem danado. Enfim, claro que vou recomendar. Aliás, já quero ler os outros volumes (um convite, nada discreto, para quem queira presentear-me). 

03. Qual a missão da Igreja? Kevin DeYoung e Greg Gilbert, Fiel (2012), 357 págs.
Esperava mais da leitura. Os autores transitam pela chamada justiça social, buscando apresentá-la ao ávido leitor. A conclusão que chegam não poderia ser outra, a de que a missão da Igreja baseia-se na Grande Comissão. Concordo plenamente. Contudo, discordei em muitos momentos de algumas considerações sobre a perspectiva missional dos autores, tecidas a partir da análise interpretativa de textos bíblicos. A meu ver, alguns apontamentos são repetitivos e desnecessários. Porém, a abordagem de modo geral é pertinente. A leitura é instigante. Guardadas as devidas proporções, recomendo.

02. A lei. Frédéric Bastiat, Faro Editorial (2016), 139 págs.
Um livro indicado pelo amigo Solerno Gueiros e presenteado pela amiga Elisa Sousa. Obrigado. É bom ter amigos. Bem, este é um clássico do autor. Um livro que nos ajuda a entender o que está acontecendo no Brasil. Bastiat apresenta as razões da esquerda não funcionar e as bases do pensamento liberal. Para tanto, transita pelas ideias de pensadores acerca da política e do modus vivendi do individuo na sociedade. Uma riqueza de conteúdo. Temas como liberdade, igualdade, propriedade, sufrágio universal e outros ganham destaque na obra. Um livro que nos auxilia no processo reflexivo de nossa percepção sociopolítica. A leitura vale a pena. Sugiro que você leia-o. Melhor, devore-o. 

01. Em seus passos o que faria Jesus? Charles M. Sheldon, Mundo Cristão (2007), 278 págs.
Dada a largada de leitura anual. Pra começar em grande estilo, um clássico da literatura cristã. Escrito no final do século 19. Narra as significativas transformações advindas do desafio lançado por um pastor a sua comunidade, onde todas as ações, sejam individuais ou coletivas, deveriam ser orientadas pela pergunta "o que faria Jesus em meu lugar?". Coisas incríveis acontecem com aqueles que aceitam o desafio, bem como com aqueles que o cercam. Um convite a prática da fé e quebra de paradigmas. Sou grato por ter lido esta obra. Em todo tempo da leitura encontrei-me revistando minha história e ressignificando meu presente e futuro. A leitura inebria. Se recomendo? É óbvio que sim. Se me vale um conselho, você deveria ter este livro como leitura obrigatória.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ENCONTRO DE ORIENTAÇÃO 2016.4


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ENCONTRO DE ORIENTAÇÃO 2016.3


domingo, 28 de agosto de 2016

ENVOC 2016.3


segunda-feira, 4 de julho de 2016

ENVOC 2016.2


sexta-feira, 10 de junho de 2016

SE NÃO FOR PRA SER ASSIM, NÃO QUERO SER!

Meus amigos, de perto e de longe, próximos e distantes, pessoais e virtuais, torno pública minha decisão, a saber:

NÃO quero mais ser evangélico;
NÃO quero mais ser reconhecido como religioso;
NÃO quero mais ser chamado de intolerante;
NÃO quero mais ser denominacionalista;
NÃO quero mais ser assembleiano;
NÃO quero mais ser pastor;
NÃO quero mais ser...


Se for pra usar a religião em detrimento da humanidade do outro, não quero ser.
Se for pra ser como muitos por aí, não quero ser.
Se não for para sinalizar o reino de Deus, NÃO quero mais ser tudo isso que engloba o mundo exclusivista da religião.

Quero ser parecido com o Cristo, a tal ponto que eu seja uma expressão dele na terra.
Quero ser humano.
Quero amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Quero viver a vida e não ter a vergonha de ser feliz.
Quero andar devagar, sem pressa.
Quero ouvir, ver e sentir Deus na musicalidade brasileira;
Quero poder errar, sem medo de represálias.

Se não for pra ser assim, não quero ser!
 
© Ederson Reis

quarta-feira, 1 de junho de 2016

AÇÃO SOLIDÁRIA 18.06.2016

No dia 18 de junho de 2016 a Igreja Assembleia de Deus estará celebrando 105 anos de sua existência em solo brasileiro.
Sendo assim, nada melhor do que celebrar seu aniversário servindo a comunidade.
Portanto, nesse dia a Assembleia de Deus em Icoaraci, através da Associação Mais Amor, estará promovendo uma ação solidária no bairro do Tapanã, em Belém/PA.
Será um tempo de amor e serviço.
Vamos?