domingo, 8 de janeiro de 2017

Minhas Leituras em 2017

26. Ética e vergonha na cara! Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho, Papirus 7 Mares (2014), 111 págs.
Ler e ouvir esses dois caras é uma oportunidade única. Agora ouvi-los falar sobre ética é de empolgar qualquer um. Uma dose de saber e humanidade. Os autores discutem sobre o modo como decidimos e agimos nas variadas situações do cotidiano, mostrando-nos o lugar da vergonha no espaço da ética, de modo a vivermos de forma ética, humana e comunitária. Claro que recomendo a leitura. Aliás, leia tudo dos autores. Minha gratidão ao amigo e pastor Washington Gomes pelo presente pra lá de precioso.

25. A arte não precisa de justificativa. H. R. Rookmaaker, Ultimato (2010), 76 págs.
A primeira vez que leio Rookmaaker. Uma experiência literária singular. De forma sábia e direta, o autor orienta o cristão (artista) a usar seus talentos para humanização do ser humano e a glorificação do seu criador. Definitivamente, a arte não precisa de justificativa. Ela precisa ser reconhecida e devidamente aplicada e contemplada. Um convite a criatividade. Muito bom. Recomendo.

24. Elementos da Teologia da Prosperidade no ministério do Pr. Silas Malafaia. Francisco Helder Sousa Cardoso, TCC (2013), 90 págs.
Com um misto de honra e alegria li o TCC do curso bacharelado em teologia do amigo Francisco Helder. A pesquisa se ocupa em identificar elementos da teologia da prosperidade no ministério do pastor assembleiano Silas Malafaia. Uma pesquisa e tanto, bem fundamentada, com uma linguagem bem colocada, como já era de se esperar. O autor situa o leitor no campo conceitual e histórico da teologia da prosperidade, seu nascimento em solo americano até sua chegada no país verde e amarelo, bem como seus principais expoentes internacionais e nacionais. O ponto central da pesquisa ocorre quando o autor, apartir da coleta de dados oficiais e devidamente referendados, apresenta o ministério do pastor malafaiano, de modo a comprovar de forma inconteste que o aludido pastor encontra-se imerso na cultura suja da teologia da prosperidade, a mesma teologia que o próprio amiúde condenava, conforme dados apresentados no estudo em tela. Atualmente, Malafaia é um dos principais propagadores dessa famigerada teologia. O que é lamentável. Enfim, uma pesquisa que beira a excelência. Feliz por tê-la lido. Recomendo.

23. Reflexões de uma vida. Robinson Cavalcanti, Encontro / Ultimato (2013), 101 págs.
O livro é uma coletânea de textos do querido Robinson Cavalcanti, organizado por Marcus Throup. Também não deixa de ser uma homenagem ao bispo. Desde 2012 a ausência de Cavalcanti tem sido percebida no cenário da igreja brasileira, bem como na arena política da nossa nação. Na obra em tela, Throup organizou os escritos apartir do pensamento do bispo acerca da igreja, política, anglicanismo, teologia e outras temáticas correlacionadas. Ao final há o registro das exéquias ao bispo e sua esposa, feitas pelo Rev. Luiz Souza de França. Além disso, há uma biografia do bispo, para quem desejar conhecer um pouco de sua trajetória e militância. Enfim, um livro que, além de nos fazer (re)pensar, nos faz agradecer a Deus pela vida do bispo Robinson Cavalcanti. Recomendo a leitura.

22. Viver em paz para morrer em paz. Mario Sergio Cortella, Saraiva (2013), 109 págs.
Esse livro faz parte da coleção "O que a vida me ensinou", lançada pela Saraiva. Cortella, sendo um dos pensadores brasileiros mais influentes na atualidade, escreve o que a vida lhe tem ensinado. Tal ensino estampa o título do presente livro. Cortella baseia suas percepções a partir de uma pergunta que confronta e perturba nossa existência humana, a saber: Se eu não existisse, que falta faria?. Um livro para ler, pensar e agir. Para um morrer em paz é imprescindível um viver em paz. Uma vida bem vivida, com significado e consciência comunitária. Recomendo a leitura com urgência. Obrigado, Cortella. Até a próxima. 

21. Pensamentos transformados, emoções redimidas. Ricardo Barbosa de Sousa, Ultimato (2016), 97 págs.
Mais um livro do querido Ricardo. É muito bom lê-lo. Esse já é o terceiro na lista (ver leituras 19/2014 e 52/2015, no blog). Coerência, humanidade e pastoreio se encontram nos seus escritos. Neste livro, Ricardo assinala, apartir de quatro perguntas extraídas da epístola de Paulo aos Romanos, que mente transformada produz emoções redimidas e uma espiritualidade madura e equilibrada. É isso aí. Um convite a transformação. Recomendo. Se possível, não poupe esforços para ler tudo do autor.

20. Qual é a tua obra? Mario Sergio Cortella, Vozes (2014), 141 págs.
Cortella já ganhou a cadeira na minha galeria de autores preferidos. Com sua brasilidade, intelectualidade, catolicidade, humor e boa escrita não era de se esperar o contrário. No livro em questão, Cortella nos brinda com inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. Esse é um daqueles livros que não deixa o leitor satisfeito. Sim, um livro que provoca insatisfação. Insatisfação porque não queremos que a leitura termine, de tão enriquecedora que é. Cortella sabe deixar um leitor insatisfeito. Enfim, a despeito de não está satisfeito, não tenho outra alternativa senão recomendar a leitura. Aliás, leiam tudo do autor, até mesmo frases "facebookianas".

19. Um rei entre os pobres. Johnnie Moore, Thomas Nelson (2014), 176 págs.
Mais um presente do querido amigo Douglas Menezes. Obrigado, fat. Já estou no aguardo do próximo. Esse foi o meu primeiro contato com o autor. Foi um encontro agradável, confesso. Johnnie escreve sobre a graça, de maneira graciosa e abundante, apartir de suas experiências e percepções. Ancora-se em referenciais da história e da literatura cristã, tais como: C. S. Lewis, Dietrich Bonhoeffer e Timothy Keller. A exemplo de Johnnie, acredito no poder transformador da graça. Cabe a nós, eu e você, tomarmos consciência disso e arregaçarmos as mangas e sermos agentes da graça. Um bom livro, de fácil leitura e aprendizagem. Recomendo.

18. Teologia da trincheira. Antônio Carlos Costa, Mundo Cristão (2017), 188 págs.
O segundo livro que leio do autor (ver leitura 37/2015, aqui no blog). Antônio tornou-se um dos meus autores prediletos. Sua história de luta e engajamento sociopolítico a fim de dar visibilidade aos invisíveis e voz aos sem voz é de causar espanto. Sim, espanto. Afinal, não é todo dia que vemos um cristão colocando os pés nas favelas e lutando pela efetivação dos direitos dos vulneráveis e oprimidos pelo sistema. Antônio me inspira e desafia. Nesse livro, com seu jeito literário denunciativo e pastoral, apresenta-nos reflexões e provocações que nos fazem (re)pensar acerca do sentido de nossa existência e finalidade missional. Qual será o legado que deixaremos para a próxima geração? Qual tem sido a nossa contribuição para uma sociedade equânime e humana? Se somos cristãos, o que estamos fazendo? Enfim, um livro provocante. Uma leitura que confronta. Obrigado por nos despertar do sono, Antônio. Um livro que merece a cabeceira. Se recomendo? O que você acha? Mas é claro que sim.

17. Para melhor compreender-se no matrimônio. Paul Tournier, Sinodal (2011), 63 págs.
De autoria do famoso médico psiquiatra suiço, Tournier dispensa comentários. Um livreto que tem muito a ensinar. Trata sobre a necessária compreensão e aceitação mútua no contexto diário da conjugalidade. De modo que cada cônjuge compreenda a si mesmo, para então compreender o outro. Um processo que perpassa necessariamente pela escuta atenta do outro. Um excelente livro. Um dos melhores que já li sobre o assunto. Recomendo a leitura, com urgência. 

16. Servos entre os pobres. Viv Grigg, COMIBAM/Aura, 213 págs.
O autor é um neo-zelandês que decidiu viver entre os pobres da favela de Tatalon, Filipinas. O livro é um relato de sua vivência missionária e luta por transformação e desenvolvimento comunitário. Belo e empolgante relato, diga-se de passagem. Viv objetivava conhecer a realidade dos favelados da Ásia, de modo a tratar-lhes as necessidades espirituais, não isolando-as de sua pobreza. Viv nos deixa muito mais que um desafio, diria que um legado de esperança, amor e serviço ao próximo. Obrigado, Viv. A história continua. Avante, sempre. Aos agentes de transformação, recomendo.

15. O recado do morro. João Guimarães Rosa, Nova Fronteira (2007), 128 págs.
Uma novela que esconde, ao mesmo tempo que revela muitos mistérios. Uma viagem com suas belezas e descobertas. Eu sei que é do mineiro Guimarães Rosa, mas é um livro chatinho. Penso que ele exagerou no mineirês (risos). A despeito disso, a literatura brasileira continua suscitando-me encantos e alumbramentos.

14. O livro dos mil provérbios. Raimundo Lúlio (Ramon Llull), Escala (2007), 140 págs.
Vai uma dose de sabedoria popular aí? São mil provérbios do mestre Lúlio, que retratam verdades acerca de temas que circundam o viver diário. São sentenças curtas, porém de uma preciosidade inigualável. Enfim, se você gosta de clássicos, deveria ler este também. Devo esta feliz leitura ao amigo Douglas Menezes. Thanks a lot, fat.

13. Sexo e felicidade. Rubem Amorese, Encontro (2002), 120 págs.
A quarta leitura que faço do autor. Se julgar que deve, dá uma olhadela nas outras leituras 44/2012, 34/2013 e 49/2016, aqui no blog. Amorese continua figurando como um dos meus autores prediletos. Seu estilo literário é fascinante, o que torna suas abordagens pra lá de interessantes e pertinentes. Neste livro ele não fala apenas de sexo, mas também de felicidade. Ora, estes não são temas distintos. Pelo contrário, há uma complementariedade entre ambos. Há altruísmo, responsabilidade, espiritualidade e verdade. Me arrisco em dizer que há uma coexistência entre eles. Sexo é felicidade. É disso que trata o livro. Um conselho não apenas para os mais jovens, mas a todos os que caminham na estrada da vida. Se vou recomendar? Claro. Que pergunta, hein.

12. O que Jesus beberia? Joel McDurmon, Monergismo (2012), 149 págs.
Um livro que li voraz e curiosamente. Lembrei-me com alegria dos amigos Jonathas Oliveira, Ismael Batista e Warlem Rabelo. O autor de modo prático trata a questão do álcool numa perspectiva bíblica e cristã. Para tanto lança mão da teologia, da exegese de textos bíblicos e da historicidade da cultura judaica. A despeito de McDurmon adotar uma posição muito clara acerca do tema em questão, o mesmo promove um debate de ideias pra lá de interessante, levando o leitor a alcançar suas próprias concepções. Uma leitura prazerosa, instigante e polêmica. Ah, na capa bem que poderia estar uma taça de vinho, hein (risos). Aos proibicionistas e críticos de plantão, recomendo que leiam este livro (melhor dizendo, bebam-no) antes de qualquer coisa.

11. Celebrando a Vida. Jonathan Sacks, Sêfer (2010), 233 págs.
Aprecio muito a literatura judaica. Gosto da atenção dada aos detalhes. Este livro nos ensina muitas coisas. Dentre elas, a descoberta de que a felicidade pode ser encontrada em lugares inesperados, tais como: no seio de uma comunidade, nas amizades construídas, no calor da família e no cumprimento de nossas responsabilidades cívicas. O Rabino Jonathan Sacks nos ensina o caminho da humanidade, pois a partir dele chegaremos mais perto de Deus. Em suma, um excelente livro. A leitura é inebriante. Recomendo.

10. A verdade é a conversa. Elienai Cabral Junior, Reflexão (2013), 151 págs.
Durante minha passagem na linda Fortaleza/CE, participei de uma celebração na Igreja Betesta, pastoreada pelo autor. Na ocasião adquiri esse livro e além de vê-lo autografado, tive o prazer de desfrutar de uma breve, porém significativa conversa com o Elienai, atestando assim sua humanidade e significância. Bem, essa é a segunda leitura que faço do autor. Minhas impressões acerca da primeira encontram-se na leitura 66/2013, aqui no blog. O livro em tela é fruto do trabalho laborioso do autor em suas pesquisas dentro do programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). A despeito do estilo técnico/acadêmico e do excesso de capítulos (penso que o autor poderia ter condensado alguns), a leitura nos ajuda a compreender algumas questões fundamentais de nossa existência. A investida do autor é apresentar algumas aproximações inesperadas entre filosofia e teologia. Faz isto a partir do pragmatismo do filósofo Richard Rorty e da teologia da libertação de Juan Luis Segundo. Um espetáculo de conteúdo, linguagem e interpretação. Gostaria de dominar tal capacidade literária. Elienai transpõe os limites circundantes da teologia fossilizadora, propondo-nos um fazer teológico contextual, propondo-nos uma hermenêutica circular para um mundo que está em constante movimento. Enfim, uma leitura onde a aprendizagem é certa. Para pesquisadores de plantão, recomendo.

09. Livra-nos do mal. Valdir Steuernagel (editor), Encontro (2001), 47 págs.
Este livreto é fruto da conferência convocada pelo Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial e pela Associação dos Evangélicos na África, realizada nos dias 16 a 22 de agosto de 2000, em Nairóbi, no Quênia. Tal conferência objetivava obter uma compreensão abrangente e bíblica sobre a chamada batalha espiritual, visando identificar o inimigo e sua atuação no contexto da evangelização dos povos. Apesar das poucas paginas, considero um texto de leitura essencial para um correto entendimento acerca deste tema, que por vezes é equivocadamente aplicado no contexto eclesial. O primeiro passo é ter cuidado com a linguagem utilizada, para evitar atitudes e discursos incongruentes com as verdades bíblicas. Enfim, a leitura é esclarecedora e desafiante.

08. Transformação Cultural. Mark Beliles, Publicações Transforma (2016), 153 págs.
Esse é o meu segundo contato com o autor. O primeiro ocorreu durante suas palestras em Belém/PA, por ocasião do curso Cosmovisão Cristã e Transformação de Comunidades, oferecido pelo Instituto Transforma. Beliles apresenta o que considera ser uma estratégia de discipulado executada pela igreja a fim de realizar uma efetiva e plena transformação na nação, a começar pelas pessoas que a compõem. Segundo o autor, a religião cristã constitui-se o poder para criar e preservar uma forma de governo que seja livre e justa. Concordo com ele, plenamente. Para alca.    nçar os objetivos a que se propõe, Mark apresenta as chamadas esferas ou montanhas de influência cultural, a saber: família, educação, artes e mídia, negócios, governo, medicina e a própria igreja. O cristão deve transitar por todas as esferas de influência, a fim de cumprir seu papel transformacional de discipular indivíduos e nações. O livro é bom? Não, é muito bom. O conteúdo é ótimo? Não, é excelente. Vou recomendar? O que você acha?

07. Renovando todas as coisas. Henri Nouwen, Cultrix (1981), 64 págs.
Já me tornei um leitor voraz do Henri, confesso. Seu estilo literário encantador e desafiante. Nouwen fala sobre tudo que muitos - inclusive eu - gostariam de escrever ou falar. Neste livreto ele nos convida à vida espiritual, a partir da clara compreensão dos efeitos nocivos da preocupação em nosso cotidiano. Contrário a isso, Jesus nos oferece a oportunidade de vivência de uma vida regada por seu Espírito, onde o mesmo torna novo todas as coisas para e em nós. Porém, isso só é possível mediante a disciplina da solidão e da comunidade. Bravo! É isso mesmo. Obrigado, Nouwen. Para uma revolução interior e exterior, recomendo.

06. Fazendo teologia de olho na Maria. Valdir Steuernagel, Encontro (2003), 89 págs.
A primeira vez que leio o autor. Puxa, deveria ter lido antes. Afinal, Steuernagel escreve com graça e maestria. Gostei do estilo. Neste livreto, o autor trata acerca do exercício teológico apartir das experiências vividas por Maria, mãe de Jesus. Valdir convida o leitor a ir além do rigor acadêmico da teologia, colocando-o a serviço da missão. Uma teologia sendo gestada no chão da vida como ela realmente é. A teologia deve responder aos anseios e frustrações do coração humano. Muito bem. É isso aí. Uma teologia que não fossiliza o seio comunitário e que aterrissa com facilidade em terras férteis. Uma excelente leitura, pena que acabou tão rápido. Recomendo. Até a próxima, Valdir.

05. Teologia da Missão Integral. Regina Fernandes Sanches, Reflexão (2009), 159 págs.
Um trabalho primoroso. Escrito com dedicação. Linguagem clara e direta, a despeito do estilo técnico-acadêmico. A autora aborda a história e método da teologia evangélica latino-americana (TLA), que se apresenta em duas vertentes, a Teologia da Libertação (TdL) e a Teologia da Missão Integral (TMI). Regina caminha panoramicamente pela TdL, localizando sua pertença na TLA. A ênfase mesmo é na TMI e em sua perspectiva integral e transformadora apartir do contexto de seu nascimento, a América Latina. Excelente obra.  Uma das melhores que já li sobre o assunto. No final, a autora pontua acertadamente que a TLA é como uma criança que traz em si um mundo de possibilidades, nascendo em contexto de dominação, por isso apresenta-se como testemunha do egoísmo humano e também profetiza do amor e da vivência solidária e harmônica no mundo. É isso mesmo. Um livro e tanto. Aprendizagem do começo ao fim. Recomendo, claro.

04. Pensar bem nos faz bem! 1, Mario Sergio Cortella, Vozes (2015), 142 págs.
Já me tornei um ávido leitor do Cortella, confesso. Um orgulho para a nação brasileira tê-lo no rol de pensadores com notório saber e influência. Bem, esse é primeiro volume de uma série de quatro. Nele o autor apresenta reflexões em torno de quatro tema, a saber: filosofia, religião, ciência e educação. Cortella nos propõe a pensar de maneira nova e reflexiva a vida e suas contingências. Afinal, pensar bem nos faz um bem danado. Enfim, claro que vou recomendar. Aliás, já quero ler os outros volumes (um convite, nada discreto, para quem queira presentear-me). 

03. Qual a missão da Igreja? Kevin DeYoung e Greg Gilbert, Fiel (2012), 357 págs.
Esperava mais da leitura. Os autores transitam pela chamada justiça social, buscando apresentá-la ao ávido leitor. A conclusão que chegam não poderia ser outra, a de que a missão da Igreja baseia-se na Grande Comissão. Concordo plenamente. Contudo, discordei em muitos momentos de algumas considerações sobre a perspectiva missional dos autores, tecidas a partir da análise interpretativa de textos bíblicos. A meu ver, alguns apontamentos são repetitivos e desnecessários. Porém, a abordagem de modo geral é pertinente. A leitura é instigante. Guardadas as devidas proporções, recomendo.

02. A lei. Frédéric Bastiat, Faro Editorial (2016), 139 págs.
Um livro indicado pelo amigo Solerno Gueiros e presenteado pela amiga Elisa Sousa. Obrigado. É bom ter amigos. Bem, este é um clássico do autor. Um livro que nos ajuda a entender o que está acontecendo no Brasil. Bastiat apresenta as razões da esquerda não funcionar e as bases do pensamento liberal. Para tanto, transita pelas ideias de pensadores acerca da política e do modus vivendi do individuo na sociedade. Uma riqueza de conteúdo. Temas como liberdade, igualdade, propriedade, sufrágio universal e outros ganham destaque na obra. Um livro que nos auxilia no processo reflexivo de nossa percepção sociopolítica. A leitura vale a pena. Sugiro que você leia-o. Melhor, devore-o. 

01. Em seus passos o que faria Jesus? Charles M. Sheldon, Mundo Cristão (2007), 278 págs.
Dada a largada de leitura anual. Pra começar em grande estilo, um clássico da literatura cristã. Escrito no final do século 19. Narra as significativas transformações advindas do desafio lançado por um pastor a sua comunidade, onde todas as ações, sejam individuais ou coletivas, deveriam ser orientadas pela pergunta "o que faria Jesus em meu lugar?". Coisas incríveis acontecem com aqueles que aceitam o desafio, bem como com aqueles que o cercam. Um convite a prática da fé e quebra de paradigmas. Sou grato por ter lido esta obra. Em todo tempo da leitura encontrei-me revistando minha história e ressignificando meu presente e futuro. A leitura inebria. Se recomendo? É óbvio que sim. Se me vale um conselho, você deveria ter este livro como leitura obrigatória.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ENCONTRO DE ORIENTAÇÃO 2016.4


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ENCONTRO DE ORIENTAÇÃO 2016.3


domingo, 28 de agosto de 2016

ENVOC 2016.3


segunda-feira, 4 de julho de 2016

ENVOC 2016.2


sexta-feira, 10 de junho de 2016

SE NÃO FOR PRA SER ASSIM, NÃO QUERO SER!

Meus amigos, de perto e de longe, próximos e distantes, pessoais e virtuais, torno pública minha decisão, a saber:

NÃO quero mais ser evangélico;
NÃO quero mais ser reconhecido como religioso;
NÃO quero mais ser chamado de intolerante;
NÃO quero mais ser denominacionalista;
NÃO quero mais ser assembleiano;
NÃO quero mais ser pastor;
NÃO quero mais ser...


Se for pra usar a religião em detrimento da humanidade do outro, não quero ser.
Se for pra ser como muitos por aí, não quero ser.
Se não for para sinalizar o reino de Deus, NÃO quero mais ser tudo isso que engloba o mundo exclusivista da religião.

Quero ser parecido com o Cristo, a tal ponto que eu seja uma expressão dele na terra.
Quero ser humano.
Quero amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Quero viver a vida e não ter a vergonha de ser feliz.
Quero andar devagar, sem pressa.
Quero ouvir, ver e sentir Deus na musicalidade brasileira;
Quero poder errar, sem medo de represálias.

Se não for pra ser assim, não quero ser!
 
© Ederson Reis

quarta-feira, 1 de junho de 2016

AÇÃO SOLIDÁRIA 18.06.2016

No dia 18 de junho de 2016 a Igreja Assembleia de Deus estará celebrando 105 anos de sua existência em solo brasileiro.
Sendo assim, nada melhor do que celebrar seu aniversário servindo a comunidade.
Portanto, nesse dia a Assembleia de Deus em Icoaraci, através da Associação Mais Amor, estará promovendo uma ação solidária no bairro do Tapanã, em Belém/PA.
Será um tempo de amor e serviço.
Vamos?